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Afinal, o que é Cistite
Hematúria
Impotência Sexual
Ejaculação Precoce
Milton Artur Ruiz

Afinal, o que é Cistite
Milton Artur Ruiz

A cistite em mulheres é causada por infecção da vagina a partir da uretra, que freqüentemente ocorre após a relação sexual. As mulheres que desenvolvem infecções do trato urinário (ITU) diferem das mulheres normais, já que tendem a apresentar grande número de organismos anormais durante longos períodos de tempo, encontrados na vagina.

E a causa da cistite nestas mulheres parece ser a falta de alguma defesa local, que permite a proliferação dessas bactérias na vagina. Estas mulheres também podem apresentar uma diminuição de anticorpos no colo da vagina.

A cistite aparece porque as bactérias que habitam a flora intestinal e a flora vaginal entram na bexiga pela uretra, provocando uma irritação nas suas paredes internas, causando sintomas como ardência ao urinar e sensação de peso no baixo ventre.

Nos homens, a cistite resulta de uma infecção ascendente da uretra ou da próstata. A causa mais comum é da prostatite bacteriana crônica.

Sintomas:

A cistite aguda aparece com uma queimação ao urinar e dor, e uma grande vontade de urinar, além de peso na região lombar. Também pode haver hematúria, principalmente nas mulheres.

Esses sintomas também podem ser causados por outras infecções, como a clamídia, vaginite ou candidíase.

Outros sintomas podem aparecer, como a dor lombar alta ou dor no quadril, calafrios, febre, náuseas e vômitos, que geralmente indicam um infeção renal, como a pielonefrite (infecção no rim, que produz atrofia e deformidade calicial) agudo, abscesso renal ou perirrenal.

A cistite hemorrágica é de origem bacteriana aguda, e apresenta hematúria. A cistite cística e a vesicular são secundárias à outras infecções crônicas, com alterações na mucosa.

Se a cistite não for tratada corretamente, há vários riscos de a infecção subir pelo ureter e atingir os rins, causando pielonefrite, que pode levar à internação em hospital.

O aparelho urinário:

  • Rins: temos dois em formato de feijão e a função é filtrar a urina, assim não perdendo proteína e regulando o sódio.
  • Ureter: são canais que transportam a urina dos rins para a bexiga.
  • Bexiga: um órgão oco que a função é guardar a urina para ser eliminada; ela tem a capacidade de segurar 600ml de líquidos.
  • Uretra: um órgão que tem a comunicação com o meio externo.

Como prevenir a Cistite

  • Usar calcinhas de algodão, que impede a proliferação de bactérias
  • Evitar absorventes diários
  • Limpar-se passando o papel higiênico da vagina em direção do ânus; ou usar água e sabão para a higiene
  • Urinar depois da relação sexual, pois, os microorganismos, se multiplicam rapidamente na bexiga, aumentando as chances de infecção.
  • Beber bastante líqüidos, pois, a urina lava a bexiga, impedindo acumulo de bactérias.

Tratamento

O tratamento da cistite é feito a base de antibióticos, mas podendo ser utilizado métodos caseiros juntamente ao tratamento, como banhos de assento para aliviar a situação.

  • Menopausa: devido à deficiência na taxa de hormônio feminino nessa fase, as paredes da vagina ficam suscetíveis à contaminação por bactérias que passando a uretra, dá a cistite.
  • Gravidez: nesta fase a mulher tem o aumento da progesterona (hormônio feminino), provoca inchaço das vias urinárias. O útero aumenta apertando o ureter (canal que liga os rins a bexiga) diminui o fluxo da urina e favorece a proliferação de bactérias.
  • Cistite em criança: necessita exames de urina bem detalhados, pois, existe a possibilidade de ser uma doença congênita chamada refluxo-uretral ( a urina sai pela uretra, mas parte dela volta para o rim), infeccionando-a. A criança com refluxo-uretral tem baixo peso e febre sem causa aparente.

Exames

O exame de urina tipo I (feito com a primeira urina da manhã) é o exame mas simples que pode confirmar a presença de bactérias e infecções com a urina colhida são feitos ainda exame de cultura (acusa o tipo da bactéria) e o antibiograma( que indica o antibiótico certo para combater aquela bactéria).

Em casos de cistites repetitivas é bom o paciente fazer todos exames ginecológicos, junto com VSG de vias urinárias que possam detectar o que está realmente gerando a cistite, como cálculo renais e infecções ginecológicas.

 

Hematúria (Sangramento pela Urina)
Milton Artur Ruiz

A hematúria é a perda de sangue pela urina. Pode ser vista a olho nu quando o sangue tinge a urina. A urina avermelhada é sempre uma preocupação, e leva o paciente quase sempre a procurar um médico. A hematúria é um sinal grave e deve ser sempre investigada. Porém, às vezes, a urina vermelha ocorre por outros motivos e não pela presença de sangue. A verificação se a coloração avermelhada é causada por sangue é relativamente fácil, pois um simples exame de urina pode detectar a anomalia. No entanto, algumas premissas devem ser observadas antes de se pensar em uma hematúria. Assim, nas mulheres deve-se verificar se o sangue na urina não provem de mistura de sangramentos da vagina, o que pode descaracterizar a doença e ser um fato normal. Do mesmo modo, os sangramentos do ânus em decorrência de hemorróidas ou de lesões anais também podem ser confundidos com a hematúria.

Um teste simples e capaz de esclarecer essas dúvidas é o teste dos três cálices. O teste pode dar muitas informações e até indicar a origem e tipo do sangramento. Pede-se ao paciente para colher a urina do mesmo jato sem interrupção nos três cálices e após um certo tempo o médico deverá analisar e verificar como estão em relação ao sangramento os três recipientes.

  • O sangramento é dito inicial quando ele é bem observado no primeiro cálice, diminui no segundo e praticamente desaparece no terceiro. Isto indica que o sangue não se misturou com o conteúdo da bexiga ,e a provável a origem do local do sangramento deverá estar abaixo da bexiga.
  • O sangramento é total quando ele é observado quase por igual nos três cálices, e isto indica que o mesmo se iniciou acima do colo vesical.
  • O sangramento é terminal quando a hematúria é observada com maior intensidade no terceiro cálice. Isto sugere sangramento ao nível do colo ou do trígono vesical, e aparece o sangue, porque a bexiga se contrai no ato de urinar.

A preocupação de doença séria sempre existe.

A causa da hematúria pode ser devido a diversas doenças, como tumores do trato urinário, infecções inespecíficas, infecções específicas, litíase urinária, entre outras.

Logo que ocorre um evento hematúrico, a hipótese de uma doença mais grave logo vem a mente do paciente , e a existência de um tumor passa a fazer parte de suas preocupações .Vários tumores do aparelho genito-urinário podem apresentar como sinal um sangramento urinário. Os tumores renais podem cursar com hematúria, mas ela costuma ser tardia e não é observada com tanta freqüência nos portadores deste tipo de câncer, que está estimado em cerca de 3% das neoplasias e ocorre entre os adultos. Nos casos de tumor renal, observa-se geralmente massa no abdômen e uma dor nas costas na região lombar. O diagnóstico desta neoplasia geralmente ocorre através do exame ultrassonográfico, e atualmente isto acontece cada vez mais devido ao aumento da qualidade do método , e a maior especialização dos profissionais da área , o que faz com que muitos diagnósticos sejam realizados casualmente em exames de rotina.

Sangramentos urinários intermitentes e que não causam dor podem ser devidos a tumores do bacinete ou do ureter que é o "tubo" que liga bilateralmente os rins a bexiga. Este sangramento muitas vezes será o único sinal da anormalidade e o diagnóstico quase sempre é obtido com a urografia excretora ,exame radiológico que sempre identifica como estão as vias urinárias.

A hematúria é sintoma inicial em cerca de 70% dos casos de tumor de bexiga , e é também extremamente freqüente nos tumores de próstata e na hiperplasia prostática benigna.

Infecções também podem causar hematúria e elas podem ser inespecíficas e apresentam a característica de serem terminais. Outro aspecto dos sangramentos das infecções é que os sintomas são agudos devido a inflamação , e os pacientes comumente apresentam dores intensas ao urinar. Outro aspecto que deve ser levado em conta é o estado do paciente , pois se o mesmo for imunossuprimido , ou com baixas em suas defesas como o portador de AIDS ou de algum tipo de cancer , o sangramento pode ser indicativo de tuberculose genito-urinária.

Outro motivo de sangramento na urina são as pedras nos rins. A litíase urinária como comumente é denominada no meio médico, provocam a hematúria devido a migração do cálculo em direção a bexiga .No seu trajeto os calculos produzem lesões na mucosa ureteral com consequente sangramento de caracteristica terminal.Os sintomas nestes casos são abruptos e extremamente dolorosos, sendo a dor localizada nas costas e abdomen , acompanhando comumente todo o trajeto da região ureteral , bexiga , e região testicular no homem.

Doenças dos rins , doenças graves que acometem todo o organismo , traumas ou esforços exagerados também causam hematúria .Exames pós cateterismo , e biópsias renais estão entre outras situações passíveis de causarem sangramentos que normalmente são autolimitados pois desaparecem em poucos dias após o procedimento .

Existem situações em que a hematúria não é real. São as falsas hematúrias .Nestas ocasiões a urina é vermelha sem que haja sangramento. Pode ocorrer por hemoglobinúria, colúria, porfiria, betanúria ou em decorrência da ingestão de medicamentos.

O Diagnóstico é realizado na maioria dos casos

Para o diagnóstico diferencial de uma hematúria existe a necessidade de uma boa informação pelo paciente da história do sangramento e das principais caracteristicas que acompanham o sintoma .Dores lombares , caracteristicas do sangramento , e informações se o mesmo é maior ou menor ao inicio da micção ajudam na idenificação do local e da provável causa da hematúria .Antecedentes de contato com pessoas portadoras de tuberculose, uso de medicamentos ou de certos alimentos em excesso com certeza ajudarão no diagnóstico.

Febres , infecções , aumento de volume do abdomen são sintomas que devem ser bem informados pelo paciente. Após ,o exame físico, acompanhado de exames complementares como o da urina , exames radiológicos e ultrassonográficos e o da endoscopia quando indicados por médicos urologistas fará com que na maioria das vezes o diagnóstico seja realizado .

Sangramento Urinario - Causas

Doenças Renais ( Glomerulares ,tubulointersticias,vasculares)
Tumores renais
Tumores bacinete,ureteral
Tumor de bexiga
Tumor de Próstata
Hiperplasia prostática benigna
Tumores da uretra
Litiase urinária
Infecções inespecíficas , Tuberculose genitourinária
Traumas , Pós-esforço
Doenças sistêmicas

Avaliação da Hematúria

Exame físico

Urinálise , Cultura de Urina

Rx Abdomen ,Urografia excretora

Ultrassonografia abdominal

Endoscopia

  • A ordem dos procedimentos e a sua indicação , são a critério médico e dependerá das manifestações clínicas presentes.
 

Impotência Sexual
Milton Artur Ruiz

A impotência sexual ou como a medicina moderna prefere, disfunção erétil, é um distúrbio que preocupa muito o homem. Esse medo tem como base a cultura popular, já que esse assunto foi sempre cercado de tabus. Mas é importante ficar claro, que o medo também pode causar impotência.

O distúrbio é um problema muito comum que afeta a maioria dos homens durante suas vidas. A incidência varia com a idade, e aumenta na proporção dos homens afetados, de 7 a 8% na faixa de 20 a 39 anos de idade, a 55% - 60% em homens com mais de 70 anos. Estima-se que no mínimo 10 milhões de homens sofram de impotência crônica, e que no mínimo mais de 20 milhões t6em formas menos severas de disfunção erétil associadas à idade, problemas de saúde ou psicológicos.

No passado, a impotência era relacionada a causas físicas, mas hoje sabe-se que 85 a 90% dos casos tem como causas orgânicas, como desequilíbrios hormonais, diabetes, entre outros. Alguns urulogistas acreditam que, de um modo geral, as causas também podem ser de fator psicológico, atingindo 95% dos casos com 20 anos; 70% aos 48 anos e 30% entre os 60 e 70 anos.

O fator psicológico é importante, porque a disfunção erétil pode afetar a auto-estima, provocar ansiedade e depressão, tornando o problema ainda pior, pela interação dos fatores físicos com os organismos. Estes problemas podem afetar indiretamente a parceira, particularmente quando eles estão com problemas conjugais ou interpessoais.

Mas seja qual for a natureza da impotência, o problema tem cura e o primeiro passo para isso, é o diagnostico correto. Nesse caso, é necessário procurar um médico para avaliar o caso e descobrir a causa.

Quais são as causas da impotência?

A impotência sexual é a incapacidade de obter uma ereção com rigidez suficiente para a penetração e/ou mantê-la por um período de tempo adequado para a satisfação de ambos no ato sexual. Suas causas podem ser classificadas em dois grupos: causas psicológicas e causas orgânicas.

As causas psicológicas podem aparecer por diversas razões. Podem começar repentinamente, após um trauma psicológico. Ou pode se instalar gradualmente como resultado da depressão, ansiedade ou stress crônico. Além disso, os distúrbios mentais podem afetar a libido sexual, prejudicando a potência.

As falhas ocasionais no desempenho sexual podem ser encontradas em outras situações, como por exemplo, a falta de diálogo com a parceira sexual, atrito conjugal, a presença de elementos perturbadores no ambiente, como o barulho ou a luz, a diminuição temporária na libido sexual, devido ao cansaço ou preocupações, ou o medo de ser pego em relações ilícitas.

Se o paciente freqüentemente acorda com ereção, esse é um sinal de causa psicológica, e estão relacionadas aos mecanismos de suprimentos do sangue durante o sono, e não na excitação sexual. A presença destas ereções significam que a causa principal não é orgânica.

Mas os fatores psicológicos podem estar presentes quando a causa da impotência é orgânica. A incapacidade de alcançar ereção nestes casos aumenta a ansiedade e o medo de não conseguir ter um desempenho sexual.

As causas orgânicas causam impotência temporária ou crônica, podendo se estender para as mais curáveis ou preventivas, até as mais severas, as quais podem ser curadas sem medidas invasivas ou radicais, como a cirurgia. E são também de vários tipos.

A disfunção vascular periférica é uma delas e também a mais comum, porque está relacionada a muitas doenças sistêmicas que afetam os vasos sangüíneos da região genital direta ou indiretamente.

Para ocorrer a ereção do pênis é necessário que o sangue, carregado pelas artérias do pênis, irrigue os corpos eréteis do tecido esponjoso. Qualquer falha neste mecanismo de preenchimento podem causar a insuficiência erétil. A ereção é mantida por um aprisionamento fisiológico de sangue acumulado no pênis, via vasos sangüíneos. E qualquer falha neste mecanismo resulta em ereções menos rígidas em mantê-las pelo tempo suficiente para a relação sexual.

Doenças crônicas, como diabetes mellitus, colesterol alto entre outras, levam a destruição das paredes contráteis das veias, ou provocam endurecimento, estreitamento ou bloqueio das artérias que chegam ao pênis.

A insuficiência vascular é a causa que se correlaciona melhor com a idade. A impotência causada por esses fatores, aumenta ao longo dos meses ou dos anos, primeiro causando uma diminuição na firmeza das ereções, depois para se tornar um fator preponderante.

O diagnostico é feito através de uma investigação feita pelo ultra-som, um método chamado de cavernossonograma Doppler, que é capaz de desenhar a imagem colorida do fluxo sangüíneo.

Outras causas orgânicas que podem causar a impotência:

  • Falta do hormônio masculino testosterona, que começa a declinar a partir dos 45 anos de idade, mas é essencial para o funcionamento do mecanismo da ereção;
  • Efeitos colaterais de drogas e medicamentos;
  • Distúrbios do sistema nervoso;
  • Distúrbios, como o priapismo, que provoca a coagulação do sangue dentro do corpo cavernoso, levando à impotência irreversível;
  • Impotência orgânica decorrente de rompimento da estrutura, um espécie de fratura do pênis, devido a acidentes;
  • Insuficiência veno-oclusiva, existente quando o corpo cavernoso se enche de sangue mas não distende o bastante para comprimir as veias contra a parede do pênis. Com isso, o sangue não é represado o suficiente para garantir a ereção;
  • Assimetrias do corpo cavernoso, decorrentes da má formação congênita.

Formas de tratamento

Para as causas psicológicas, é necessário que o paciente se submeta a uma psicoterapia, que consiste em terapias breves, individuais ou de casal, centradas na vida sexual.

Já para as causas orgânicas, é necessário ir ao médico para que ele possa diagnosticar a causa, e indicar o melhor tratamento.

Um deles pode ser a reposição de hormônio depois dos 45 anos, e se pode ser usado depois de comprovada a deficiência na produção de testosterona. Mas deve-se tomar cuidado, pois o hormônio mal empregado pode aumentar a probabilidade de incidência de câncer na próstata.

A auto-injeção é uma técnica que beneficia pacientes que possuem corpos cavernosos saudáveis. Paralíticos e diabéticos costumas obter bons resultados. Mas uma overdose qualquer do medicamento pode provocar priapismo, ou seja, ereção prolongada e dolorosa do p6enis, com risco de necrose.

Lançado recentemente na Califórnia, os dilatadores via uretra dispensam o uso de injeções e cirurgias. Através de um pequeno êmbolo, são introduzidos relaxantes musculares e dilatadores de vasos sangüíneos que induzem à ereção.

As próteses consistem em duas hastes implantadas dentro do corpo cavernoso. Pode ser rígida, semi -flexível ou flexível. São implantadas com anestesia local, fazendo-se um pequeno corte na base do pênis. O paciente volta para casa no mesmo dia, e em um mês retorna suas atividades sexuais.

Na utilização de géis e cremes à base de prostaglandina há controvérsias. Alguns médicos dizem que seu efeito é psicológico, outros dizem que o produto é eficaz, sem risco nenhum.

O enrijecimento por sucção é um método que produz o endurecimento do pênis por meio da sução a vácuo. Coloca-se o pênis dentro de um cilindro e retira-se todo o ar do recipiente. Ao se criar vácuo, o sangue enche os corpos cavernosos. Para se manter este estado, comprime-se a base do pênis com anéis de borracha, que não devem ser utilizados por mais de 30 minutos.

Embora aceito por vários pacientes, este método apresenta inconvenientes: comprime a uretra, pode causar dor na ejaculação ou até impedir a saída o esperma. Além disso, a sucção eventualmente provoca hematomas.

 

 

Ejaculação Precoce
Dr. Milton Artur Ruiz

Antigamente, o prazer da mulher não era levado em conta, mas com a revolução sexual, muitas mulheres abandonaram os velhos costumes e passaram a reivindicar seus direitos na cama. E muitos homens começaram a ser questionados por suas parceiras, se eram ou não ejaculadores precoces.

E muitos homens, com essa preocupação, passaram a procurar os consultórios médicos em busca de uma explicação e de, até, um tratamento para esse possível problema.

Mas afinal, o que é ejaculação precoce? A ciência médica explica a ejaculação precoce como uma falha constante em manter a penetração por tempo suficiente para satisfazer a parceira. É considerado um ejaculador precoce, aquele que ejacula à vista da nudez ou dos genitais femininos, ao simples toque no corpo da parceira ou segundos após a penetração.

A definição moderna caracteriza a ejaculação precoce quando o homem, ao relacionar-se com uma mulher inteiramente capaz de atingir o orgasmo, este não ocorre em pelo menos 50% das relações.

A incapacidade de retardar o orgasmo frusta tanto o homem quanto sua parceira, visto que a duração da relação torna-se insuficiente para que ela obtenha seu orgasmo. É uma condição bastante comum e sua ocorrência é certamente maior do que os estimados 30% dos homens. Pode ocorrer ocasionalmente, o que é normal, ou repetir-se indefinidamente, levando a transtornos do relacionamento sexual.

No adolescente, a ejaculação prematura é comum, já que o sexo é uma descoberta nesta fase, e muitas vezes o adolescente fica ansioso com a situação, com medo de adquirir alguma doença, ou até mesmo de ser descoberto, ou por sua inexperiência em controlar a ejaculação. No adulto, podem persistir tais preocupações, assim também como fatores pessoais. E também, com os homens mais velhos pode acontecer que a ansiedade de manter uma ereção, e aí acabam não controlando a ejaculação.

A causa é puramente psicológica, nunca orgânica. Muitas vezes, confundem com a impotência, que pode ter causas orgânicas. Os fatores psicológicos associados podem de várias origens. Uma delas é a nossa cultura machista, que nunca valorizou o prazer da mulher.

Outro fator pode ser a iniciação sexual do jovem, com prostitutas ou em ambientes impróprios, como dentro do carro ou no sofá da casa da namorada, reforçando o padrão da ejaculação rápida.

É importante que a mulher, ao perceber isso, cobrar o parceiro, pois se não for alertado, ele não mudará seu padrão, e continuará ejaculando sem ter consciência de que foi precoce.

Uma fato importante é não confundir ejaculação com orgasmo, que são concomitantes, mas não iguais. O homem pode ejacular sem ter orgasmo e vice-versa. O orgasmo depende de mais auto-controle do que do estímulo sobre o pênis.

Isso acontece porque os dois processos são comandados por regiões diferentes do organismo. O de excitação e orgasmo é comandado pelo sistema nervoso autônomo parassimpático, e o mediador é um neurotransmissor, a acetilcolina.

Já o processo de ejaculação é comandado pelo sistema nervoso autônomo simpático, e o mediador é o hormônio adrenalina. Os dois sistemas funcionam harmoniosamente, mas são opostos.

Tratamento

Algumas vezes, uma explicação sobre o mecanismo da ejaculação precoce, o restabelecimento da confiança e um simples aconselhamento são eficazes. O aumento do número de oportunidades para ejaculação pode diminuir a tensão sexual.

O tratamento varia de caso para caso, e inclui desde a ingestão de medicamentos (receitados pelo médico), até a psicoterapia, passando por exercícios sexuais.

A técnica "parar e iniciar" envolve a estimulação do pênis manualmente ou durante o ato sexual, até que o paciente comece a reconhecer que logo irá ejacular, a não ser que a estimulação cesse.

Como é um problema do casal, esta técnica deve ser utilizada pelo dois. Num local tranqüilo e com a mulher por cima do homem, ou seja, numa posição em que ela tenha fácil acesso ao pênis com a mão. Quando o homem sentir que o momento da ejaculação está se aproximando, avisa a parceira, que irá pressionar a glande (cabeça do pênis) por alguns segundos, impedindo a ejaculação. Espera-se nova ereção, e recomeça o exercício.

Os parceiros treinam esta técnica inicialmente com estimulação manual, e a seguir durante o coito, interrompendo por 3 vezes; na 4º estimulação, eles permitem que a ejaculação ocorra. Com as repetições, o paciente aprende a controlar a ejaculação em mais de 95% dos casos.

Ocasionalmente a ejaculação precoce mascara conflitos intrapsíquicos ou interpessoais profundamente enraizados, e o paciente deve ser encaminhado para uma psicoterapia individual ou terapia conjugal.

As causas da ejaculação precoce:

  • Superestimulação;
  • Ansiedade sobre o desempenho sexual;
  • Insegurança;
  • Inexperiência ou falta de aprendizado relativo ao conhecimento ou percepção das sensações que antecedem o orgasmo.
  • Reflexo condicionado a partir das primeiras experiências sexuais, onde a rápida ejaculação era uma necessidade da situação ou encorajada pela parceira.

Orientações para prevenir a ejaculação precoce:

  • Converse com a parceira, explicando o problema ocorre por uma dificuldade involuntária de retardar o orgasmo, e peça-lhe apoio;
  • Não faça sexo se não houver vontade;
  • Procure fazer sexo nas posições que sejam menos estimulantes;
  • Use camisinha para reduzir a sensibilidade;
  • Obtenha um orgasmo antes da penetração, através de sexo oral ou masturbação. Peça a sua parceira que lhe ajude. Aguarde um tempo, até obter uma nova ereção, excite a parceira, e então a penetre.

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