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Artrite Reumatóide
Gota
Síndrome de Reye
Milton Artur Ruiz

Artrite Reumatóide
Milton Artur Ruiz

As doenças reumáticas são muito freqüentes , e ocupam o segundo lugar dentre as patologias crônicas, perdendo apenas para os distúrbios cardíacos, e são também uma das causas principais de afastamento do trabalho. Acredita-se que de cada cem pessoas em todo o mundo, 25 sofram de algum tipo de doença reumática. A incidência delas é de quatro vezes mais nas mulheres do que nos homens.

Reumatismo é um termo genérico, e ele é empregado para designar uma grande variedade de doenças que podem causar dores nas articulações e nos ossos.

A artrite reumatóide é uma síndrome crônica caracterizada geralmente por uma inflamação simétrica não específica das articulações periféricas, resultando quase sempre numa destruição progressiva das estruturas articulares e periarticulares. A causa da artrite reumatóide é desconhecida e para o seu diagnóstico não existe nenhum teste específico.

Na literatura médica existem cadastrados mais de 121 tipos de doenças reumáticas, mas a artrite reumática (AR)é a mais freqüente. Ao redor de 1% da população é afetada e o início da doença pode acontecer em qualquer idade, mas geralmente , ela ocorre entre 25 e 50 anos.

A artrite reumática caracteriza-se por atingir várias articulações de uma maneira simétrica, ou seja, ela ataca por igual as juntas dos dedos das mãos. As articulações dos dedos das mãos são os mais afetados, mas isso não quer dizer que outras articulações como os joelhos, tornozelos e dedos dos pés não possam ser acometidos pela doença. Na moléstia, o líquido sinovial , um lubrificante natural das articulações, aumenta de volume e torna-se mais espesso. As cartilagens, que são uma espécie de amortecedores dos ossos , sofrem com o tempo modificações, tornando-se irregulares, enquanto que o normal é que as mesmas sejam lisas e elásticas, pois isto é o que faz com que o osso em contato com outro osso não sofra nenhum tipo de prejuízo ou desgaste. As alterações nas articulações resultam invariavelmente em uma inflamação local, e uma conseqüente perda de movimentos, rigidez e dor nas juntas.

Nos casos mais avançados, os músculos sofrem alterações perdendo o tônus, atrofiando-se . Algumas pessoas apresentam com o correr do tempo e evolução da doença deformações nos membros, principalmente nas mãos, além de perda de peso. Outros sintomas são a fadiga, cãibras, febres ocasionais, e nódulos sob a pele que não doem , mas são duros e do tamanho de uma azeitona. Muitas vezes, os pés e mãos destes são frios, e isto é devido a má circulação, já que a AR também atinge os vasos sangüíneos e prejudicam a irrigação das articulações.

Nas articulações afetadas, a membrana sinovial que normalmente é delicada desenvolve pregas vilosas e espessamento, por causa do aumento do número e do tamanho das células sinoviais e também da infiltração de linfócitos e células plasmáticas que são elementos do sangue.

Os sintomas podem aparecer de forma abrupta, e também ocorrer inflamação simultânea em várias articulações. A dor em quase todas as articulações é o sinal físico mais claro da moléstia. É comum a rigidez do local afetado ao se levantar pela manhã ou após uma inatividade prolongada, que pode durar cerca de 30 minutos. Nas formas graves, acometimento de tecidos como a pele, unhas e músculos, além de órgãos, como o rim, pulmão, coração e sistema nervoso podem estar profundamente comprometidos.

Os paciente com a AR podem apresentar comprometimento no sangue e terem anemia, leucopenia, além de alteração dos níveis de ferro no sangue. O fator reumatóide é positivo em cerca de 80% dos casos. Outra alteração observada em cerca de 40% dos casos são os anticorpo antinucleares.

Como funciona a articulação:

A articulação é o encaixe de dois ossos, que permite a realização dos movimentos do corpo. Quando é afetada pelas doenças reumáticas, deixa os movimentos limitados.

Po ser um local sensível, a articulação fica protegida por uma bolsa chamada de cápsula sinovial, e dentro desta cápsula está o líquido sinovial, formado por água e proteína, que funciona como lubrificante das superfícies ósseas.

Entre os ossos há a cartilagem, um tecido elástico, maleável, de superfície muito lisa e que serve de amortecedor para ossos. Os ligamentos são feixes especiais que ajudam a manter a articulação firme, e aparece na maioria das articulações.

Sintomas da Artrite Reumática

  • rigidez articular matinal com duração de, mais ou menos, 1 hora;
  • edema (inchaço) de 3 ou mais articulações;
  • edema das articulações das mãos e/ou pulsos;
  • edema simétrico (bilateral) dos tecidos moles periarticulares;
  • presença de nódulos subcutâneos;
  • fator reumático positivo no sangue;
  • erosões articulares e/ou periarticulares com diminuição de densidade óssea, nas mãos e nos pulsos. Observadas em exame radiológicos.

Prováveis causas da Artrite Reumática

  1. Fatores Genéticos;
  2. Anormalidades Autoimunes;
  3. Infecção microbiana aguda ou crônica como desencadeante da doença.

Tratamento

O tratamento tem como objetivo: aliviar a dor, reduzir a inflamação, minimizar os efeitos colaterais indesejáveis, preservar a força e a massa muscular, já que as atrofias são freqüentes, assim como a função da articulação para propiciar o retorno ao estilo de vida normal o mais rápido possível.

O programa inicial básico utilizado na maioria dos pacientes é de repouso adequado, terapêutica antiinflamatória e fisioterapia para manter a função articular e a massa muscular. Os exercício, mesmo feitos com ajuda, devem ser realizados, assim como a terapia com calor, para causar a dilatação dos vasos sangüíneos e aumento do fluxo de sangue para a área afetada e conseqüente maior velocidade na remoção das substâncias metabólicas indesejáveis.

Os efeitos colaterais dos medicamentos como os antiinflamatórios não esteróides comumente utilizados no tratamento da AR, são irritação gastrointestinal, reações na pele, e alterações na coagulação sangüínea, toxicidade hepática que geralmente é reversível e também comprometimento da função dos rins.

O uso de corticóides, que são medicamentos a base de hormônios , possuem efeitos consideráveis, e por isto devem ser evitados rotineiramente e a longo prazo, devido a suas complicações. No entanto existem situações que o mesmos tem de ser utilizados, principalmente quando há lesões articulares severas, além de manifestações em outros órgãos como alterações oculares. Outros medicamentos utilizados são os antimaláricos, sais de ouro e antagonistas do ácido fólico como o methotrexate. Todos estes causam problemas e efeitos secundários na maioria das vezes na formação dos elementos do sangue.

 

Gota
Milton Artur Ruiz

A Gota é uma moléstia heterogênea que atinge as articulações dos pacientes que apresentam taxas elevadas de ácido úrico no sangue.Até o momento, não e sabe bem ao certo, o motivo pelo qual pacientes com taxas elevadas de ácido úrico desenvolvem os sintomas clássicos da artrite gotosa ,enquanto que outros , por motivos diversos também apresentam taxas elevadas , não desenvolvem a doença.A gota é uma inflamação aguda e intensa devido ao depósito de cristais do ácido úrico nas articulações e tendões.Os ataques dolorosos são repetidos e a situação tende a se cronificar , caso não seja controlado o processo ,havendo então a possibilidade de deformação das articulações . A agressão constante das articulações pelos cristais de ácido úrico s faz com que ocorram aglomerações , que são denominadas de tofos de ácido úrico.As lesões das articulacões quando ficam crônicas podem fazer com que a articulação fique perdida, e torne-se incapaz funcionalmente com o passar do tempo . Os pacientes com gota, ou excesso de ácido úrico,podem ter poblemas nos rins . Isto se deve ao fato que o orgão é uma das vias ,junto com o intestino ,de eliminaçãodo ácido úrico..Os problemas renais decorrem da maior possibilidade de formação de cálculos nos rins prejudicando o seu funcionamento.Muitos pacientes com gota por isto evoluem para um quadro de insuficiência renal..

Causas

A gota está descrita há séculos.Os estudos da doença remontam a Hipocrates,Galeno,e Paracelso além de outros precursores da medicina.Dentre os pacientes podemos citar imperadores romanos ,Henrique VIII, e Benjamin Franklin. A causa da doença deve-se a quebra do equilibrio entre a produção de uratos e da sua eliminação renal e extra-renal .O excesso de uratos na circulação propicia a deposição nas articulações Os cristais depositados fazem com que advenham inflamações que cada vez mais se intensificam.Problemas genéticos ou do metabolismo ,como a deficiência de diversas enzimas, podem fazer com que o balanço entre a produção e a excreção do ázido úrico seja quebrado .Neste quadro de equilíbrio o rim é orgão mais importante, pois pequenos desvios em relação a excreção o problema poderá ocorrer.

Na gota em que a causa não é detectada , estudos demonstraram que uma inabilidade renal em excretar o ácido úrico quase sempre está presente.Isto foi comprovado em diversos estudos populacionais , e neles foi constatado alteração na função do rim .A conclusão foi que o problema básico destas populações era genético e responsável por taxas mais elevadas de ácido úrico no sangue.O aumento da produção de ácido úrico pode também ser a causa da moléstia.Isto também foi observado em 25% dos pacientes em que não se detectou a causa da gota . Em muitos destes casos o que não funciona bem são as enzimas que participam dos processos metabólicos do ácido úrico. Como exemplo do que descrevemos citamos a enzima hipoxantina-guanina-fosforibosil-transferase.Outro fator bem demonstrado como indutor do aumento do ácido úrico é o excesso de bebidas alcoólicas.Isto está muito bem demonstrado.O álcool faz com que o fígado trabalhe mais e consuma mais a enzima ATP. Uma fração do excesso deste consumo , faz com que aumente a produção de ácido úrico e como consequência , aumento de uratos na circulação.

Quadro agudo

O ataque da gota inicia sem avisos.As vêzes o paciente sofre um traumatismo.Ou ocorre após um lauto jantar , ou excessos alimentares seguido de consumo de bebidas alçoólicas.Fadiga intensa,infecções ,uso de penicilina ,diuréticos que contenham mercúrio são fatores que podem desencadear um ataque de gota.Inicialmente o paciente sente dor ,em uma das ‘juntas ou articulações, que aumentam progressivamente até tornarem-se insuportáveis .O local aumenta de volume , fica inchado ,torna-se muito sensível e avermelhado , e mostra sinais de uma infecção localizada.O ataque geralmente dura dias .Não tratado pode até durar semanas .As articulações dos dedos dos pés , tornozelos, joelhos ,cotovelos e punhos nesta ordem, são os locais mais afetados.No inicio normalmente só uma das articulações é acometida , mas nos quadros que pioram , mais de uma articulação poderá estar comprometida ao mesmo tempo.

Diagnóstico,tratamento e prevenção

O diagnóstico é relativamente simples pois a observação e constatação do quadro articular por vêzes é o suficiente para se afirmar que estamos frente um ataque de gota. Exames laboratorial com o nível elevado de ácido úrico confiram o diagnóstico.Após constatada a anomalia o paciente deve ser submetido a avaliações no sentido de averiguar a causa da gota.Os exames devem ser conduzidos por um clínico que avaliará a presença ou não de moléstias que induzem a aumento dos níveis de ácido úrico . O estudo e investigação do rim ,orgão principal para a excreção do ácido úrico é fundamental.Constatado o problema a causa básica deverá ser tratada

Nos dias atuais ,existem medicamentos como a colchicina , antiinflamatórios-não esteróides e inibidores da sintese do ácido úrico que fazem com que os pacientes tenham uma vida confortável.A prevenção , orientação dietética e os cuidados para que as lesões articulares não se cronifiquem deverá ser’o objetivo do tratamento pois nos dias atuais o prognóstico da moléstia é bom.e confortável para os pacientes .

Doenças com níveis elevados de acido úrico e com chance de gota

Doenças proliferativas do sangue ( leucemias)
Doenças da pele (psoríase)
Doençás endócrinas ( Mixedema,Hiperparatiroidismo e Hipoparatiroidismo)
Hipertensão
Infarto do miocárdio
Doenças do rim
Obesidade

Causas da Hiperuricemia

Excesso de produção

Desconhecida
Deficiência de enzimas
Dieta com excesso de purinas
Aumento da destruição celular
Degradação do ATP ( abuso de álcool exercício em excesso)

Excreção renal diminuida

Desconhecida
Diminuição da excreção de frações de urato.
Dimuição da função renal
Inibição da excreção tubular de uratos( acidose)
Aumento da reabsorção tubular de uratos ( desidratação,diuréticos)
Hipertensão,Hiperparatiroidismo
Medicamentos
Intoxicação renal.

 

Síndrome de Reye
Milton Artur Ruiz

A Síndrome de Reye é uma síndrome que se apresenta como uma encefalopatia aguda e degeneração gordurosa das vísceras e aparece após uma infecção aguda causada por vírus. Esta doença é rara, sendo estimada a presença de 1 caso para 100.000 pessoas.

A doença foi descrita, pela primeira vez, em 1929, como uma doença clínica e patológica, mas não foi devidamente identificada. Em 1963 foram reportados 16 casos de encefalite, no estado da Carolina do Norte, Estados Unidos, caracterizando uma epidemia da Síndrome.

Até hoje, ela é uma doença não entendida, que ataca crianças com idade abaixo de 16 anos, e tendo possíveis causa os agentes viróticos, tal como o vírus da varicela, toxinas exógenas, salicilatos (aspirina) e defeitos metabólicos intrínsecos nas enzimas do ciclo da uréia.

Em relação ao uso de aspirinas durante os períodos infecciosos descreve-se que elas podem fazer aparecer a síndrome, mas não há provas conclusivas a respeito. Por isso é que as bulas de aspirina alertam para tal fato, com o intuito de prevenir a população contra estes efeitos colatais.

A maioria dos casos registrados nos Estados Unidos, ocorre no outono e inverno. Os surtos foram associados a ocorrência do vírus da varicela, do Epstein-Barr. Na Tailândia, a síndrome foi associada à ingestão de aflatoxina.

Com o aparecimento da doença, há um acúmulo de gordura do pâncreas, coração, rins e baço, além de uma inflamação do fígado.

Sinais e Sintomas

Os sintomas são precedidos por uma doença de característica viral, como uma infecção respiratória, diarréia ou mesmo após varicela. No caso da varicela, a síndrome aparece cinco dias após os primeiros sinais da doença e das erupções na pele da criança.

São sinais da Síndrome: náuseas, vômitos, letargia e indiferença. A criança também pode apresentar irritação, delírios, amnésia e respiração acelerada. O fígado pode crescer de tamanho, mas não há sinais de manchas amarelas na pele ou febre pronunciada.

Quando a doença avança pode ocorrer estágios mais profundos de coma, convulsões, episódios de desorientação, flacidez e o paciente pode apresentar as pupilas dilatadas, fixas, além da evolução do quadro para uma parada respiratória.

Tratamento

Como a causa da síndrome é incerta e os distúrbios do metabolismos são generalizados, e por isto não há um tratamento específico. Se o diagnóstico for feito cedo, e houver um cuidado intensivo, isso colaborará no tratamento e na evolução do paciente.

Os estágios mais avançados requerem um cuidado intensivo, sendo que a criança deve ser monitorada, para haver um controle do seu estado de saúde, e de todas as funções orgânicas.

Os prognósticos para as crianças com a síndrome de Reye são sombrias. Se feito um diagnostico cedo, há chance de redução da mortalidade. Nos casos em que o diagnóstico é tardio, poderão haver seqüelas neurológicas graves e até fatais.

O tratamento da criança com Síndrome de Reye devem ser sempre em hospital e não em casa, pois é uma doença séria e grave.

Prevenção

Não devem ser administrados aspirinas ou outros derivados no tratamento da varicela, gripe ou outro tipo de doença de origem viral.

E não deve-se dar aspirina inadvertidamente em qualquer doença para crianças com menos de 12 anos de idade.