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Ansiedade
Doença do Pânico
Milton Artur Ruiz

Ansiedade
Milton Artur Ruiz

Várias pessoas já se sentiram diante de uma situação em que ficam ansiosas, e quando isso se resolve, a ansiedade passa. Mas para algumas, este problema é incontrolável. Às vezes, existe um motivo para apresentar a ansiedade, como por exemplo o stress provocado por um conflito interno ou externo. Mas, em alguns casos para essa ansiedade não existe motivo aparente.

Em geral, os sintomas vão surgindo espontaneamente, sob forma de ataques de ansiedade. Mas aos poucos, estes sintomas progridem para ataques de pânico, por exemplo.

Muitos casos como este vem acontecendo diariamente, o que levantou uma certa preocupação entre os profissionais de saúde, que resolveram investir em pesquisas para descobrir as causas e qual forma de tratamento eficaz para esses distúrbios que atacam o sistema nervoso.

Segundo o Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos, a década de 90 foi considerada como a década do cérebro, porque naquele país, a investigação do sistema nervoso passou a ser o principal foco de investimento em saúde, levanto o então Presidente George Bush, em julho de 1989, assinar um decreto declarando isso.

E isso refletiu em todos os laboratórios do mundo, que investem em pesquisas sobre distúrbios mentais como depressão, stress, esquizofrenia, distúrbio do pânico, ansiedade, entre outras. E com o desenvolvimento e novas descobertas, várias pessoas que sofrem desses males poderão superar essas doenças.

Com isso, o National Institute of Mental Health (NIMH) vem desenvolvendo um programa que visa alertar que a ansiedade é um problema de saúde pública, e uma doença que pode ser diagnosticada e tratada. Este programa é denominado Anxiety Disorders Education Program.

Segundo o NIMH, mais de 23 milhões de americanos sofrem do distúrbio da ansiedade, stress pós traumático, fobias ou ansiedade generalizada. A maioria apresenta os sintomas que começam de forma leve, e vão se agravando progressivamente.

Muitas pessoas que apresentam ataques de pânico, medo, pensamentos irracionais, comportamentos compulsivos, pesadelos ou sintomas físicos de amedrontamento sofrem de ansiedade, e são pacientes freqüentes dos prontos-socorros e outros tipos de serviços médicos. Esse tipo de distúrbio muitas vezes ocorre devido a depressões, alcoolismo, usos de drogas ou outro problema mental.

A ansiedade não é considerada somente um "ataque de nervos", e sim uma doença, muitas vezes relacionada com experiências de vida do paciente, com causas biológicas.

A ansiedade é uma distúrbio mental comum, caracterizada por sentimentos subjetivos de antecipação, temor ou apreensão, ou por um senso de desastre eminente ou morte, associados à vários graus de excitação, levando a alterações de comportamento, dificultando no aprendizado, na concentração e adaptação.

Há vários tipos de ansiedade, como a exógena, onde há um motivo aparente para apresentar a doença; e a endógena, onde não há nenhum motivo aparente.

Outro tipo é a ansiedade generalizada, e o paciente está constantemente desesperado, achando que algum mal irá acontecer, quando na verdade não há nenhum problema. Esses sintomas devem durar pelo menos 6 meses para que a pessoa possa ser enquadrado nesse caso clínico.

A ansiedade também se manifesta através da Síndrome obsessivo-compulsiva, onde a pessoa repete várias vezes o mesmo ato, pensamento, sentimento ou impulso, e permanece a sensação de que não completou o que deveria fazer.

Algumas pessoas apresentam ansiedade através de fobias. As mais conhecidas são a claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de sair de casa e ficar em público, fobias sociais ( como o medo de ser ridicularizado em público), entre outras.

A causa da ansiedade vem sendo discutida. E com o avanço da medicina, descobriu-se que algumas doenças são causadas por um desequilíbrio químico no cérebro. Assim sendo, a doença obsessivo compulsiva parece ter relação com uma subst6ancia encontrada no cérebro, chamada seretonina. E a falta dela, faz aparecer esses distúrbios.

Sintomas da Ansiedade

Sintomas Psicológicos

Sintomas Físicos

  • apreensão
  • taquicardia
  • medo
  • dor de cabeça
  • desespero
  • tontura
  • sensação de pânico
  • diarréia
  • hipervigilância
  • indigestão
  • irritabilidade
  • vontade constante de urinar
  • fadiga
  • falta de ar
  • insônia
  • boca seca
  • dificuldade para se encontrar
  • sudorese
  •  
    • pele fria e palidez
     
    • reação exagerada aos reflexos

    Formas de tratamento

    Vários tipos de tratamento vem sendo desenvolvidas através de recursos e pesquisas monitoradas pelo NIMH e outras instituições. O tratamento é extremamente eficaz, e pode ser feito com medicamentos ou algum tipo de psicoterapia.

    O tratamento varia de acordo com a doença. Para a ansiedade exógena é aconselhado a psicoterapia, e faz com que a pessoa passe a ter consciência do problema e do que a faz ficar ansiosa, resolvendo seus conflitos internos.

    Alguns medicamentos são indicados para o tratamento da ansiedade, incluindo antidepressivos, que devem ser prescritos pelo médico, após um exame detalhado.

    As terapias compartimentais também são eficazes para o tratamento, fazendo com que a pessoa aprenda a controlar a tensão diante de uma situação que pode gerar ansiedade, até conseguir eliminar o problema. Uma das técnicas utilizadas é a do exercício especial da respiração, com o intuito de reduzir os sintomas.

    Outra técnica utilizada é a de expor o paciente a uma situação que o amedronte, fazendo surgir a ansiedade, com o intuito de ajudá-lo a enfrentar o medo.

    Assim como a terapia comportamental, a terapia cognitiva-comportamental ensina o paciente a reagir diferente em situação em que poderia surgir a ansiedade, ataque de pânico ou outros sintomas. O paciente também aprende a entender como o seu pensamento e o estado emocional contribuem para o aparecimento destes sintomas e como mudá-los, para que os sintomas vão desaparecendo, conseguindo controlar a situação.

    O distúrbio da ansiedade generalizada

    O distúrbio da ansiedade generalizada é uma variação da ansiedade normal, só que um pouco mais grave. É crônica e há um exagero de preocupação e tensão sem motivo aparente. A pessoa que apresenta esse distúrbio sempre antecipa desastres, tem uma preocupação obsessiva a respeito da saúde, dinheiro, família e trabalho. Às vezes, essa preocupação é uma coisa simples, como enfrentar o dia-a-dia pode provocar ansiedade.

    As pessoas que sofrem dessa doença não conseguem relaxar facilmente e tem problemas de sono. Seus medos são acompanhados por sintomas físicos, como: dor de cabeça, tensão muscular, irritabilidade e sudorese. Muitas vezes ainda apresentam problemas de concentração, sentem-se cansadas e sofrem de depressão.

    Diferente do outro distúrbio, as pessoas que sofrem de ansiedade generalizada não se sentem mal em ambientes sociais ou em seus trabalhos. Muitas vezes enfrentam situações, que são resultados de seu problema.

    A ansiedade generalizada afeta crianças e adolescentes, mas atinge adultos também. É mais comum em mulheres do que em homens. A doença se torna aparente quando a pessoa sofre dos mesmos sintomas por mais de 6 meses.

    A causa da doença pode ser resultado de um stress, ou se alguém na família apresenta, a possibilidade da pessoa ter são maiores. Normalmente, a ansiedade generalizada aparece quando a pessoa é nova, e os sintomas vão se manifestando e tendem a aumentar progressivamente.

    O tratamento inclui medicamentos e uma terapia cognitiva-comportamental. As terapias tem grande valor, pois ajudam o paciente através de técnicas de relaxamento, controle da tensão muscular, beneficiando muitas pessoas.

     


    Doença do Pânico
    Milton Artur Ruiz

    A doença do pânico é uma reação incontrolada de perigo eminente. Sem motivo ou causa aparente aparecem sintomas de mal estar de maneira súbita, acompanhadas de sufocamento, taquicardia e sensação de morte eminente.

    Os episódios duram em média de 10 a 20 minutos, e a partir da primeira ocorrência tornam-se frequentes.

    A incidência da síndrome estimada nos Estados Unidos é de um caso para 1000 pessoas e acomete ambos os sexos. A causa da doença é desconhecida.

    Critérios de diagnóstico

    1 - Pelo menos três episódios em um período de três semanas, sem que haja ocorrido esforço físico marcante, ou perigo de vida.

    2 - Apreensão e medo, associados a pelo menos quatro dos seguintes sintomas: dispnéia (falta de ar); palpitações; dor ou desconforto no peito; sensação de afogamento, tontura, vertigem ou instabilidade postural; parestesias (formigamento pelo corpo); ondas de calor ou de frio; suores intensos; desmaio; tremores; medo de morrer, enlouquecer ou realizar algo incontrolado durante o ataque ou crise.

    3 - A doença não se deve a um esforço físico ou outro transtorno mental como depressão, somatização ou esquizofrenia.

    4 - A doença do pânico não está associada ao medo de ir a locais públicos ou onde existe grande quantidade de pessoas.