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Doenças Anoretais
Hemorróidas
Milton Artur Ruiz

Doenças Anoretais
Milton Artur Ruiz

As doenças anoretais são problemas relativamente freqüentes e não se restringem unicamente as hemorróidas. Infecções , problemas mecânicos e de natureza cancerígena podem ser causas de doenças da região anoretal.

Dentre as infecções podemos citar as cripitites, papilites , proctites , proctolites e os condilomas . As duas primeiras se apresentam para os pacientes como uma dor e queimação de curta duração no momento da defecação. Quando o proctologista examina a região anal do paciente observa frequentemente um endurecimento das criptas devido a hipertrofia no local. Medidas locais , como pomadas , supositórios , Banhos de assento e dieta normalmente solucionam o incomodo que em determinadas condições , quando da não resolução dos sintomas e do problema local obrigará o médico a indicar uma cirurgia.

As infecções anoretais como as proctites e proctolites ,são comumente observadas nos homosexuais. Como causa das proctites temos detrminados germes como a Neisseria gonorréia, a sífilis , a clamídia e os vírus do tipo herpes. Os pacientes com proctite apresentam além da dor local , freqüentemente secreção muco purulenta e por vezes sanguinolenta no anus o que faz com que o mesmo reduza o seu ritmo de evacuações e passe a ter dificuldades de evacuar e constipação.

As proctolites são infecções que ultrapassam a linha anal e acometem porcões superiores que envolvem o reto e até o colon. As causas para esta doença são as mesmas das proctites estando descritas também como agentes causais o Campilobacter as Shiguelas e a amebiase.Os sintomas da moléstia são os mesmos associado a uma diarréia , dores abdominais tipo cólicas e febres ocasionais. Outras formas de lesão de natureza infecciosa são os condilomas que podem ser devidas a sífilis ou ao papiloma vírus.

Outros problemas podem acometer a região dos pacientes como prolapsos retais , fissuras ,abcessos ou fistulas que podem terem tratamento conservador ou na grande maioria das vezes obrigam a uma cirurgia corretiva.

Secundariamente a cirurgias locais, problemas neurológicos os pacientes podem apresentar uma incontinência anal e então passarem a não controlar a defecação pela perda da tonicidade do esfincter do anus. Outro problema de doença anoretal porém menos freqüente , são os tumores e que por vezes podem ser confundidos com hemorróidas.

Doenças Anoretais

Hemorróidas
Cripitites e Papilites
Infecções anoretais ( Proctites e Proctocolites )
Prolapso retal e Ulcera
Fissuras
Abcesso anal
Condiloma anal
Estenose anoretal
Incontinencia anal
Cancer de células escamosas do anus

 

Hemorróidas
Milton Artur Ruiz

As hemorróidas são um distúrbio muito comum, e também não é o caso mais complicado existente na medicina. São dilatações nas veias do anus, que geralmente não doem e tem um tratamento simples. Mas pelo fato de sua localização, passa a ser um transtorno, o que leva muita gente a sentir vergonha ao admitir que sofre deste problema.

A doença afeta 75% da população americana, mas no Brasil não se sabe exatamente o número de casos, acreditando-se que sejam semelhantes aos números americanos.

Geralmente, os pacientes afetados são adultos e do sexo feminino. As mulheres são as mais afetadas devido ao distúrbio estar associado à gravidez e também à prisão de ventre, um problema predominantemente feminino, que também podem estar ligado a oscilações hormonais.

Os especialistas acreditam também que as crises de hemorróidas são provocadas por fatores hereditários combinados com a pressão do abdômen ou com qualquer coisa que dificulte a circulação sangüínea no local, como no caso da gravidez ou da prisão de ventre, ou qualquer alteração no ritmo intestinal.

Outros fatores também são a obesidade excessiva, as dietas pobres em fibras, já que estas facilitam no trabalho dos intestinos, e até mesmo a tosse crônica. Fazer exercícios com a utilização excessiva de força sem moderação e feitos de forma errada, como na musculação e aeróbica, são também fatores de risco. Mas também quem leva uma vida sedentária ou que passa o tempo todo sentado, como em profissões de digitadores e secretárias, tem também tendência a desenvolver a doença, porque cria uma pressão sobre os quadris, não movimenta a musculatura da região e não melhora a circulação sangüínea.

Sintomas:

Os sintomas das hemorróidas variam de pequenos sangramentos a pequenas irritações no local, coceira e dor intensa, dependendo do tipo e da localização. O sangramento ocorre, geralmente, após a evacuação, e raramente leva a anemia ou a hemorragia aguda. Os sintomas menos comuns são a perda de muco e a sensação de evacuação incompleta.

As hemorróidas podem ser: internas, externas e mistas.

As internas são localizadas na parte profunda do ânus, e são classificadas em graus diferentes e se agravam com o tempo. As de primeiro grau são aquelas que apenas sangram, verificado nas fezes ou no papel higiênico. As de segundo grau sangram e saem pelo ânus se forem pressionadas, mas voltam normalmente ao lugar de origem. As de terceiro grau também sangram e saem pelo ânus, mas só retornam com ajuda. AS de quarto grau, sangram e não voltam mais ao lugar. Com exceção das de primeiro grau, todas causam dor e podem incomodar.

As externas são visualizadas mesmo sem ajuda de aparelhos, e classificam-se em não complicadas e complicadas. As não complicadas apresentam uma pequena saliência chamada plicoma. As complicadas são mais doloridas, e definem-se pela presença de um hematoma ou uma trombose (uma espécie de nódulo roxo).

Tratamento:

O tratamento depende de cada tipo de hemorróida apresentada pelo paciente, que deve consultar seu médico de sua confiança para receber a melhor orientação.

As dilatações de primeiro e segundo, geralmente, são tratadas com dietas sem condimento nem álcool e ricas em fibras e líquidos. Com isso, facilita o trabalho dos intestinos, e as fezes tornam-se pastosas, não irritando as hemorróidas. Exercícios e massagens no abdômen também são indicados, porque estimulam os intestinos.

No que diz respeito à limpeza do ânus, recomenda-se substituir o papel higiênico por jatos de água ou papel umedecido para não irritar a região. E quando for enxugar o local, faça apenas uma leve pressão com uma toalha felpuda.

Quando há dor ou incomodo, o médico poderá receitar alguma pomada ou supositório.

Outro tratamento, quando a situação se prolonga, é a ligadura elástica, onde coloca-se um elástico na hemorróida interna, em uma área insensível à dor, levando a necrose e seu desprendimento. Pode-se também utilizar-se o raio infravermelho, como o mesmo objetivo da técnica anterior.

Os casos mais graves são eliminados através de cirurgia, a hemorroidectomia. Neste caso, necessita-se de anestesia peridural, e seu objetivo é retirar as veias dilatadas. A recuperação dura entre quinze a trinta dias, e são necessários alguns cuidados, como o uso de absorventes para reter as secreções da ferida, limpeza com água morna, uso de laxantes para facilitar a evacuação e de analgésicos.

Prevenção:

Para prevenir o aparecimento das hemorróidas, ou evitar que elas se agravem, é necessário alguns cuidados especiais. Primeiramente, deve-se garantir o bom funcionamento dos intestinos com uma dieta adequada e exercícios diários.

Outro meio de prevenção é educar os intestinos a evacuar logo após as refeições. Esse é o efeito reflexo, assim que os alimentos chegam ao estômago, e as estruturas intestinais começam a se movimentar para filtrar e eliminar resíduos.

Recomenda-se também manter o peso, evitar alimentos muito fortes ou picantes, e exercícios que forcem a região do abdômen.

Com alguns cuidados básicos, como estes, que são soluções simples, evita-se uma possível cirurgia, e demonstra que as hemorróidas não são tão complicadas assim.