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Doença pulmonar obstrutiva crônica
Tratamento da Asma
Distúrbios do Sono
Milton Artur Ruiz

Doença pulmonar obstrutiva crônica
Milton Artur Ruiz

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma anormalidade ligada, basicamente, ao hábito de fumar. Ela se caracteriza por distúrbio do fluxo do ar expirado dos pulmões e é provocada pelo enfisema e/ou bronquite crônica.

O enfisema é uma doença que ocorre nas unidades terminais respiratórias do pulmão, com destruição do tecido pulmonar pela ensima elastase. Assim, no enfisema, o pulmão perde a sua elasticidade, fazendo com que sua função principal, de trocas gasosas entre o oxigênio e o gás carbônico, fique comprometida.

A bronquite crônica é um processo inflamatório das vias aéreas, com produção excessiva de secreções e de muco. Na bronquite crônica, o indivíduo tem tosse persistente, com eliminação constante de catarro.

A American Thoracic Society define a bronquite crônica como situação clínica na qual a tosse com eliminação de catarro ocorra durante três meses ao ano, há pelo menos dois anos. Embora as definições das duas condições sejam diferentes, é comum o indivíduo desenvolver ambas, mas com predomínio de uma sobre a outra.

A doença pulmonar obstrutiva crônica causa vários problemas e sofrimento, e é causa frequente de morte. Ela é muito difundida e estima-se que, nos Estados Unidos, mais de 14 milhões de pessoas estejam acometidas pela DPOC. Só em 1992, mais de 90 mil pacientes morreram.

O hábito de fumar é a principal causa da doença, mas há indicações de que outros fatores ambientais possam contribuir para que o seu surgimento. Entre eles, estão as infecções respiratórias repetidas, ocupações de risco, poluição do ar, exposição passiva ao fumo e dietas (maior consumo de peixes). Outro fator de risco, principalmente para o enfisema, é o fator genético. Isto se deve, na maioria dos casos, à comprovação de casos em que ocorre a deficiência de enzimas, relacionadas à destruição do parênquima pulmonar.

O sistema respiratório

Participam da respiração todas as estruturas que contribuem para o processo da troca de gases no organismo. Além dos pulmões, formam o sistema respiratório a nasofaringe, as vias aéreas superiores, a caixa torácica, os músculos envolvidos na respiração, as porções do cérebro e a parte do sistema nervoso envolvida na regulação da ritmicidade respiratória.

O caminho pelo qual o ar se introduz no organismo também é chamado de sistema traqueo-brônquico e se divide em vias aéreas cartilaginosas, ou brônquios, e membranosas (não cartilaginosas), que são os bronquíolos. A traquéia, os brônquios e os bronquíolos não respiratórios têm a função básica de conduzir o ar até as porções distais, onde ocorrem as trocas gasosas.

Os bronquíolos respiratórios, os dutos e sacos alveolares são responsáveis pelas trocas gasosas e constituem as unidades respiratórias terminais. O enfisema ocorre devido à anormalidade nas unidades respiratórias terminais, enquanto que na bronquite crônica a inflamação atinge toda a árvore respiratória. Junto com alguns casos de asma, ela constitui a doença pulmonar obstrutiva crônica.

Em resumo, a bronquite crônica é uma doença das vias aéreas, que induzem o ar, e o enfisema acomete o próprio parênquima pulmonar, onde se processam as trocas gasosas. A DPOC engloba as duas doenças.

Enfisema e bronquite

O principal sintoma do enfisema é a dispnéia aos esforços. Em geral, ocorre falta de ar e cansaço após pequenos esforços. Na bronquite crônica, os principais sintomas são tosse com expectoração crônica e chiado no peito, além de dispnéia nos momentos de exacerbação da doença, na maioria dos casos relacionados à infecção brônquica.

O tipo físico do paciente com enfisema pulmonar predominante geralmente difere daquele com bronquite crônica. Na primeira, existe predomínio de longilíneos magros ( "pink puffers" ), enquanto na segunda há mais brevilíneos baixos ( "blue blouters" ) e com algum grau de obesidade.

A cianose (extremidades azuladas por falta de oxigenação) é mais frequente nos "blue blouters" do que nos pink puffers. O tórax do indivíduo com enfisema apresenta, muitas vezes, deformidade chamada "em barril", pela sua forma.

No enfisema pulmonar, a ausculta do tórax é pobre, com diminuição dos ruídos respiratórios, ao contrário da bronquite crônica, na qual predominam roncos e sibilos (chiado no peito). O paciente com a doença apresenta, com maior frequência, complicações cardiovasculares, com o desenvolvimento de hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca.

Para o diagnóstico de DPOC em geral o paciente apresenta história de hábito de fumar, de poluição do ambiente profissional ou atmosférica e os sinais e sintomas já descritos.

Para comprovação diagnóstica o RX de tórax é o exame mais usado mas apresenta suas limitações. Pacientes idosos, longilineos apresentam o tórax em uma situação de inspiração devido à perda de elasticidade senil, não significando doença, mas que frequentemente, levam á confusão com o verdadeiro enfisema pulmonar.

Além disso o Rx de tórax em geral, só mostra alterações características para o diagnóstico em fase avançada da doença. Assim podemos não fazer o diagnóstico radiológico nas fases iniciais e diagnosticar enfisema em pessoas normais.

O exame considerado mais sensível e específico para diagnóstico de enfisema pulmonar é a tomografia computadorizada de alta resolução, exame cada vez mais acessível.

Tratamento

Sabe-se que a DPOC evolui pela permanência dos fatores etiológicos (principalmente o fumo) e pelo aparecimento de infecções respiratórias de repetição.

É sempre útil o abandono do hábito de fumar.

Para a profilaxia de infecção usa-se a imunização anti-gripal, anti-pneumocócica e anti-haemophilus, agentes responsáveis mais comuns pelas infecções respiratórias.

Nas fases avançadas da doença a dispnéia, devido á má oxigenação, pode ser aliviada com o uso da oxigenioterapia domiciliar que também atua diminuindo a hipertensão pulmonar que esses pacientes desenvolvem.

O uso de antibióticos nos episódios de infecção é importante.

Usam-se também broncodilatadores, anti-inflamatórios e corticoterapia.

A fadiga dos músculos respiratórios está presente na evolução da doença. Várias técnicas de reabilitação pulmonar foram desenvolvidas levando à criação de grupos multidisciplinares que incluem fisioterapêutas, psicólogos e enfermeiros com o intuito de manter em nível máximo a independência e a atividade do indivíduos na comunidade, visto que a DPOC é um processo incapacitante, pela dispnéia que impede o paciente para as suas funções habituais e, em fases avançadas, o torna totalmente dependente para higiene, alimentação e locomoção.

O recurso mais moderno na DPOC muito avançado com predominância de enfisema, tem sido a cirurgia pulmonar redutora, que consiste em retirar parte dos pulmões que já não atuam nas trocas gasosas, permitindo que a musculatura respiratória (principalmente o diafragma) recupere parte de sua função, com melhora de oxigenação e da eliminação de gás carbônico.

Colaborou o médico Virgílio Aguiar.

 

Educação do paciente é o meio eficaz de tratamento da asma
Milton Artur Ruiz

A educação é muito importante no tratamento da asma. A orientação do paciente e de sua família é um aspecto importante no tratamento, pois a aceitação e a compreensão da doença são um passo fundamental para a colaboração, adesão e bom resultado no tratamento.

O médico deve informar, educar e orientar o paciente e sua família a respeito da doença, suas causas, sua evolução, e o mais importante como o paciente deve se portar em uma crise asmática. Quanto mais pessoas estiverem bem informadas, o tratamento terá um bom resultado.

Os distúrbios emocionais, embora não sejam a única causa da doença, atuam como fatores desencadeantes da crise. É importante avaliar o fator emocional, já que muitos pacientes negam a que são acometidos pelo problema, outros miniminizam, outros desenvolvem raiva, pânico, insegurança, rejeição, depressão, e outros procuram soluções mágicas, que muitas vezes agravam o problema.

Cabe ao médico ajudar o paciente a entender e aceitar a doença, juntamente com o apoio da família, e também a reconhecer os sentimentos envolvidos. Aceitar a doença não é conformar-se com sua existência, mas sim procurar uma solução saudável para o problema.

O paciente bem orientado tem mais segurança, sabe controlar melhor as crises, diminui o número de internações, e tem uma qualidade melhor de vida, evitando-se conseqüências mais graves, e até mesmo a morte.

A asma é uma doença que acomete os pulmões, acompanhada de uma inflamação crônica dos brônquios, que são dois canais em que se bifurca a traquéia e que ramificam os pulmões. Essa inflamação torna os brônquios irritáveis e sensíveis ao frio, a produtos químicos e à exposição dos ácaros (aracnídeos microscópicos encontrados no pó doméstico). A doença não tem cura, mas os sintomas podem desaparecer por muitos anos ou durante a vida toda, e que deve ser tratada sempre.

A doença causa problemas respiratórios que são chamados de ataques ou crises de asma, que são provocados por aqueles estímulos, surgindo a inflamação. Com isso, surgem edemas (inchações) e espasmos musculares nesta região, além de aumento da secreção de muco pelas glândulas da parede dos brônquios. O resultado disso é a diminuição do diâmetro desses canais, que ficam obstruídos, aparecendo os sintomas.

Tosse improdutiva, respiração curta, cansaço, chiado, rosto suado, inquietação e choro, podem ser sintomas de uma crise asmática, aparecendo ocasional ou diariamente, dependendo da gravidade do processo inflamatório.

A asma é mais freqüente em pessoas cujos pais ou parentes próximos tenham alergia, o que implica uma herança genética. Uma criança, por exemplo, cujos pais tenham asma, tem maior probabilidade de desenvolver a doença.

O paciente com asma, se for submetido a um tratamento correto, pode ter uma vida normal, mesmo que seja necessário o uso diário de medicamentos. Por ser uma doença inflamatória, o mais adequado é o uso de antiinflamatórios. Os broncodilatadores (drogas que agem diretamente na musculatura brônquica, levando a um relaxamento da mesma e a um conseqüente alívio) funcionam como medicação complementar. O número de medicamentos e suas doses variam conforme a avaliação médica da gravidade da doença, que se baseia nos sintomas diários, no número de internações hospitalares, alterações da conformação do tórax e redução do peso e da estatura.

O tratamento tem como objetivo a melhora de vida de quem tem a doença, o controle dos sintomas e a prevenção das crises, com o mínimo possível de efeitos colaterais dos medicamentos.

Saiba como identificar os fatores que provocam uma crise asmática

Normalmente a crise aparece devido a algo que incomoda os pulmões, através de fatores externos, capazes de provocar uma crise de asma. Esses fatores podem ser por motivos genéticos, infecciosos, ambientais, alérgicos, irritantes, emocionais ou por exercícios físicos.

Uma crise é provocada por substâncias capazes de desencadear reações alérgicas (são os chamados alergenos). Elas podem tanto ser inaladas (penetrar nas vias respiratórias), quanto ingeridas (através do aparelho digestivo). E a exposição contínua a uma desses fatores leva à inflamação persistente das vias respiratórias e à piora dos sintomas.

A alergia é a forma mais comum de desencadear uma crise. No Brasil, é mais freqüente a sensibilidade por poeira domiciliar e por ácaros. A poeira domiciliar compreende um acúmulo de matéria vivas ou inertes, como fibras de tecidos, restos alimentares, fragmentos e fezes de barata, escamas de pele humana e animal, pólens, insetos, ácaros, bactérias e fungos.

Os ácaros também ocupam posição de destaque como fator desencadeante de sintomas alérgicos. São seres microscópicos, que se desenvolvem predominantemente em climas úmidos e frios, aumentando no inverno. E suas fezes são as principais causadoras da asma, as chamadas bolotas fecais.

Produtos químicos, principlamente os derivados do petróleo, também provocam chiados ou crises de asma. O mesmo se aplica a qualquer cheiro forte, como perfumes, removedores, desinfetantes e defumadores. O asmático, por ter os brônquios mais sensíveis, também é mais afetado pela fumaça do cigarro.

Outros fatores que pode desencadear a crise são: os animais domésticos, em especial o cão e o gato, não somente por causa do pelo, mas também devido a saliva e urina; os mofos ou bolores; determinadas condições climáticas; as infecções repiratórias, tais como a sinusite; alguns medicamentos, como xaropes, comprimidos que utilizam corantes, ou mesmo antiinflamatórios cuja fórmula inclui o ácido acetilsalicílico (aspirina, AAS, sonrisal, entre outros); e alguns tipos de alimentos industrilalizados (aditivos alimentares), tais como sulfitos e tartrazina.

Para reconhecer a causa de uma crise asmática, é necessário que o paciente procure lembrar o que fez, as substâncias com que entrou em contato, as coisas que aconteceram naquele dia ou na véspera. Feito isso, o paciente deve informar o seu médico, para que juntos possam descobrir os fatores que causaram a crise.

Quando descoberta a causa, procure evitar entrar em contato com tais fatores. Busque opções para se adaptar a um novo estilo de vida, sem que haja restrições significativas.

Algumas medidas para evitar uma crise de asma

  • Mantenha o quarto de dormir arejado e ensolarado, sem tapetes, carpetes ou objetos que juntem pó. AS cortinas devem ser leves e sempre bem lavadas.
  • O piso da casa deve ser de material sintético ou de madeira.
  • Os colchões, travesseiros e almofadas devem ser recobertos com plásticos. A cama deve estar afastada da parede. E os livros e objetos guardados em lugares fechados.
  • Limpe a casa com pano úmido (principalmente os cantos do quarto, as beiradas e estrados da cama). Evite produtos de limpeza com cheiro ativo, preferindo o álcool.
  • Evite roupas e cobertores de lã ou com pêlos. Lave os cobertores em água quente e a cada duas semanas. Agasalhos recomendados: malha, moleton, nylon ou couro.
  • Evite permanecer em cômodos úmidos, fechados; lidar com papéis, roupas e objetos guardados por muito tempo.
  • Evite animais de pêlo ou pena dentro de casa. Caso possua animais, mantenha-os limpos, impedindo acesso aos quartos, camas ou sofás.
  • Não fume e nem permita que fumem perto de você ou de seu filho.

Sintomas mais comuns:

  • Tosse persistente, principalmente à noite.
  • Chiado ao acordar, que persiste após o uso de medicação comum.
  • Sono interrompido, durante noites seguidas, por tosse ou chiado.
  • Cansaço na realização de atividades diárias.
  • Tosse seca.
  • Chiado durante atividades físicas.
  • Olheiras.

 


Distúrbios do Sono
Milton Artur Ruiz

Os distúrbios do sono afetam a capacidade de adormecer ou permanecer dormindo, podendo resultar em um comportamento anormal associado ao sono.

O sono é necessário para a sobrevivência, mas suas necessidades variam muito entre os indivíduos e são influenciadas por uma série de fatores, incluindo o estado emocional atual.

Os distúrbios do sono estão associados ao stress, algumas doenças e uso de alguns medicamento e drogas. Uma noite mal dormida pode afetar o comportamento e a performance no dia seguinte, resultando em cansaço e sonolência excessiva em horas de intensa atividade, perturbando a concentração com queda no rendimento do trabalho.

Pode afetar também a saúde do paciente. Por exemplo, uma pessoa que sofre de apnéia do sono (obstrução das vias respiratórias) tem várias paradas respiratórias durante a noite, o que pode interferir no funcionamento de todo o seu organismo.

Esse tipo de problema é relativamente freqüente. Uma pesquisa feita pela Escola Paulista de Medicina constatou que 35% e 40% da população brasileira têm algum problema relacionado ao sono, destacando-se a insônia, que é associada a casos de ansiedade ou depressão, e a sonolência excessiva diurna.

Além da insônia, a apnéia e o ronco são também outros problemas que podem prejudicar o sono. Segundo o Comitê Norte Americano de Doenças do Sono, 4% da população americana sofre de apnéia. No Brasil, com base nesses dados, estima-se que mais de seis milhões de pessoas sofram desse problema.

Os distúrbios do sono são um mal comum, mas que têm cura, através de tratamento médico ou cirúrgico. A medicina vem buscando novas tecnologias com o intuito de encontrar um técnica perfeita para combater esse mal, e os índices de cura pode atingir de 60% a 80% dos casos.

As fases do sono

O sono consiste em três fases: o rapid eye moviment (REM), ou o movimento rápido dos olhos, o non rapid eye moviment (NREM) - o não movimento dos olhos e o estado de vigília (estágio 0). A fase NREM ainda subdivide-se em quatros estágios.

O sono inicia-se no estado de vigília, iniciando um estado de relaxamento, acompanhada de movimentos oculares. Quando se avança deste estado de relaxamento para o de sonolência, começa a segunda fase, o NREM, e caracteriza-se pela diminuição do tono muscular, freqüência cardíaca e respiratória.

A segunda fase ocorre o REM, também conhecido como o "sono do sonho", e ocupa o restante do tempo do sono. É acompanhado por uma grande atividade do cérebro, e ocorre de 5 a 6 vezes durante o sono normal. Durante o REM, a freqüência e a profundidade da respiração aumentam, mas o tono muscular está diminuído, às vezes bem mais que durante o NREM. O sono REM segue o NREM e termina cada ciclo de sono.

No REM, ocorrem variações na freqüência e no ritmo cardíaco, na respiração, na pressão sangüínea e na temperatura corporal, além do movimento rápido e intermitente dos olhos.

A maioria dos sonhos ocorrem durante o REM, e também a maioria dos terrores noturnos (gritos, agitação, interrompendo o estágio do REM), e sonambulismo (Sentar, andar ou ter outro comportamento automático durante o sono).

Os estágios do sono ocorrem em um ciclo que vai do NREM até o REM, e cada ciclo dura aproximadamente 90 minutos. O ciclo do sono é repetido de 4 a 6 vezes durante o período de sono, que deve durar aproximadamente de 7 a 8 horas.

Durante o sono, a respiração varia entre: instável, estável e respiração REM. Na primeira fase, a respiração é instável, com freqüência e profundidade variáveis. Essas oscilações respiratórias ocorrem devido a breves despertares durante os primeiros estágios do sono.

O sono estável ocorre durante o sono NREM, e o volume e a corrente respiratória variam pouco. A caixa torácica tende a aumentar durante o sono, devido a atividade da musculatura intercostal, enquanto que o diafragma não se altera.

A respiração durante o sono REM ocorre uma variabilidade da freqüência e da amplitude respiratória, enquanto que a contribuição da caixa torácica diminui. E a resistência das vias aéreas superiores aumenta, devido ao relaxamento muscular.

A insônia

A insônia é a dificuldade para dormir ou padrões de sono alterados, deixando a sensação de sono insuficiente. A insônia é um sintoma comum e pode ser causado por distúrbios emocionais e físicos.

A insônia é muitas vezes confundida como uma doença, mas geralmente é um sintoma de algum problema e que atinge qualquer pessoa, independente da idade. Suas causas mais comuns são os distúrbios psicológicos e psiquiátricos, como a depressão e ansiedade. Há também a insônia psicológica, que é o medo de dormir, geralmente ocorrido após um longo período de stress.

Os hábitos inadequados também podem ser causa da insônia, como alimentos incompatíveis com uma boa noite de sono, por exemplo, café, refrigerantes do tipo "cola", e estimulantes. Outros hábitos prejudiciais podem atrapalhar, como o uso da cama para a leitura, trabalhos, fumo, atividades esportivas intensas à noite, dificultam o relaxamento. Entre as origens orgânicas destacam-se as mioclonias (chutes) durante o sono e apnéias, que fazem com que a pessoa se queixe de insônia.

A insônia inicial, que é a dificuldade para adormecer, está associada a um distúrbio emocional como a ansiedade ou depressão.

Quando o paciente adormece no horário normal, mas acorda várias horas antes do horário habitual, não conseguindo voltar a dormir ou entra num um sono insatisfatório e pouco repousante, é chamado de despertar matinal precoce. Este fenômeno é comum em idosos, mas às vezes é associado à depressão. Tendências à ansiedade, autocensura e pensamento autopunitivo geralmente são comuns pela manhã, e acabam atrapalhando o sono.

O ritmo de sono invertido pode desenvolver-se em pessoas idosas pelo uso inapropriado de sedativos. Geralmente, os pacientes tornam-se sonolentos pela manhã, dormem ou cochilam a maior parte do dia e têm um sono fragmentado durante à noite.

A insônia pode ser classificada em: primária ou secundária. A primária é duradoura e pouco relacionada com eventos psíquicos ou somáticos. A secundária é originária da ansiedade ou depressão. A insônia de início recente é devido a ansiedades atuais, problemas pessoais ou profissionais. Se nenhuma destas dificuldades for constatada, uma causa física pode ser considerada.

O tratamento da insônia depende da causa. Se for causada por algum distúrbio psicológico, stress, fornece-se ao paciente um meio para arejar suas ansiedades, auxiliando no restabelecimento do sono normal.

Para a insônia conseqüente a outros distúrbios emocionais além da depressão, uma medicação hipnótica pode ser necessária. E em casos de depressão, indica-se um antidepressivo, administrado 1 hora antes de dormir. Mas estes medicamentos devem ser prescritos pelo médico.

A apnéia do sono

A apnéia do sono é um distúrbio potencialmente letal no qual a respiração pára durante o sono por 10 segundos ou mais durante à noite. A causa mais freqüente é a obstrução das vias aéreas.

Esta doença é considerada um problema de saúde pública, aparecendo em estudos com uma prevalência de 2 a 9% na população, ocorrendo mais em homens do que em mulheres.

A apnéia do sono ocorre mais freqüentemente em pessoas obesas e com insuficiência respiratória crônica.

Estes pacientes, durante o sono, podem ter uma falência respiratória seguida de sufocamento e despertares repentinos, prejudicando assim o sono da pessoa.

Há três tipos de apnéia do sono: a obstrutiva, central e mista. A apnéia do sono obstrutiva ocorre com um esforço respiratório associado a cessação do fluxo. Enquanto que a apnéia central não há nem fluxo e nem esforço respiratório. E a mista é uma combinação dos dois tipos.

Na apnéia obstrutiva há uma alteração anatômica das vias aéreas superiores, diminuição da atividade dos músculos dilatadores da faringe. Dentre essas alterações estão o aumento das amígdalas, adenóides e obstrução nasal.

A apnéia central é caracterizada pela ausência de fluxo aéreo e esforço respiratório por mais de 10 segundos, e pode ser encontrada em indivíduos normais, no início do sono e principalmente em idosos.

O ronco, ou seja, a respiração com ruído durante o sono, é comum em pessoas obesas, e varia entre um problema de fácil solução até a forma mais grave, a da apnéia do sono obstrutiva. A pessoa que ronca deve ser submetida a um exame completo de nariz, boca, garganta e pescoço, para descobrir a sua causa, e também a polissonografia, método para estudar detalhadamente o sono.

Quanto ao tratamento da apnéia do sono, se a pessoa for obesa, um controle do peso poderá atenuar o problema. Se o caso for mais grave, somente uma cirurgia poderá ajudar no caso, porque aliviará a obstrução, revertendo o problema respiratória, evitando-se problemas mais sérios, como uma insuficiência cardíaca e arritmias.

Algumas medidas simples podem auxiliar para ter um sono tranqüilo, como a retirada do álcool, drogas, perda de peso e dormir em posição e lugar adequados.

Uma educação adequada para o paciente, como alguns costumes para um sono tranqüilo, também são uma forma de tratamento eficaz. Uma intervenção no comportamento, chamada a terapia controle de estímulo, é usual, simples e efetiva.

Os pacientes devem ser instruídos para irem para a cama quando sonolentos, e usar a cama somente para dormir e para atividades sexuais, e não para leitura, assistir televisão, comer ou trabalhar. Se o paciente não conseguir dormir, ele deverá levantar, ir a outro quarto e realizar outra atividade, como ver TV por exemplo, retornando à cama somente quando estiver com sono. Esta atitude restabelece uma conecção psicológica entre o quarto e o sono, em vez de associá-lo à insônia, por exemplo.

Ainda, os pacientes devem ir para a cama no mesmo horário sempre, e levantar sempre no horário normal, a cada manhã, não importando se dormiu ou não na noite anterior. Este processo estabiliza o tempo do sono, como o dormir e o despertar. Além disso, o cochilo durante o dia deve ser evitado, para aumentar o período de sono à noite. Se o paciente necessitar, um descanso de 30 minutos à tarde, não irá prejudicar o sono noturno.

Tratamento para evitar o ronco

Para pacientes com sintomas leves, deve-se evitar: Para pacientes com sintomas graves:
  • bebidas alcoólicas
  • alívio de um infecção nasal ou alergia
  • tranqüilizantes
  • cirurgia corretiva das condições obstrutivas do nariz, faringe ou úvula
  • pílulas para dormir e anti-histamínicos
  • traqueostomia
  • dormir ao lado de outra pessoa
  •  
    • elevar a cabeceira da cama
     

    Sintomas da Apnéia do Sono

    1. Apnéia Obstrutiva
    2. Apnéia Central
    • ronco alto
  • os pacientes não são obesos
  • paradas respiratórias durante o sono, observadas por terceiros
  • raramente apresentam sonolência diurna
  • sonolência diurna excessiva
  • raramente apresentam ronco noturno
  • apresenta despertares por sensação de sufocação
  • raramente apresentam alterações neuropsíquicas
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