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Vacinação
Saiba mais sobre a Desidratação
Vômito e Diarréia nas crianças
Mononucleose infecciosa
Milton Artur Ruiz

Vacinação
Milton Artur Ruiz

Apesar do Brasil ter sido um dos países mais avançados em termos de vacinação, isto não está acontecendo atualmente. AS campanhas realizadas para vacinação em massa conseguiu erradicar males, como a poliomielite. Mas, hoje, o quadro é outro. O Brasil retrocedeu neste aspecto. Um exemplo disso é o sarampo, que voltou de forma epidêmica.

O que aconteceu foi a interrupção das campanhas e do trabalho educacional que era realizado por intermédio da mídia de massa. Sem as campanhas, a população se descuidou, já que poucos têm o conhecimento de que basta procurar um posto de saúde para receber as vacinas.

O responsável por essa situação é a política governamental e as autoridades de saúde, que devem tomar consciência da situação e reverter esse processo. Por que, o que parece, é que os milhões gastos em campanhas anteriores foram jogados fora, e campanhas foram em vão.

Neste momento, os profissionais de saúde têm um papel importante, eles devem mostrar à população a necessidade de tomar vacinas. O médico também tem um papel educacional, e que todos precisam exercer, informando de forma rotineira e permanente, não somente quando há uma epidemia.

É necessário que se crie uma cultura de vacinação. Os consultórios, hospitais, ambulatórios devem ser o principal agente dessa transformação cultural.. Com essa ajuda, quando o governo falhar nesta área, não haverá um retrocesso no processo de vacinação.

Deve-se impedir que esse retrocesso continue. E isso só será possível com a informação e ações de educação em saúde juntamente com a população. É importante que a pessoa esteja imunizada contra algumas doenças, afim de evitar futuras epidemias.

Qual o objetivo da vacinação?

A vacinação começa a ser dada à criança logo após o nascimento, com o intuito de imunizá-la contra algumas doenças. Estas vacinas devem ser administradas, periodicamente, na data marcada, conforme a idade da criança e anotadas na carteira de vacinação.

As vacinas têm o objetivo de manter alerta o sistema imunológico das pessoas contra determinadas doenças. São substâncias sintetizadas a partir de organismos vivos ou parte destes, que são administrados por forma injetável ou por via oral.

A vacinação de imunodeprimindos, isto é, pacientes que apresentam determinadas doenças que diminuem a resistência à infecção, ou os que foram submetidos a cirurgia de retirada de baço, ou os que sofreram transplante de órgãos, ou os que estão sendo tratados com corticosteróides e outros medicamentos imunodepressores, assim como os portadores de anemia falciforme, cirrose hepática, AIDS e outras condições que reduzem as defesas orgânicas, deve ser feita. Mas a orientação quanto às vacinas a serem aplicadas será dada pelo médico.

Mas qualquer pessoa que tenha predisposição a infecções, como asma, bronquite crônica, infecções respiratórias de repetição, efisema pulmonar, insuficiência cardíaca, etc., pode ser beneficiada por qualquer tipo de vacina.

Quanto aos idosos, mesmo os saudáveis, devem receber as vacinas contra Tétano, contra a Gripe (Vaxi-Gripe) e contra a Pneumonia Pneumocócica (Pneumo 23). Há evidências de que a vacina contra varicela pode proteger os idosos contra a Herpes-Zoster e contra a neuralgia pós-herpética.

Calendário de Vacinação

Nascimento

Hepatite B

1º Mês

BCG + Hepatite B

2º Mês

1ª dose Sabin+ DPT Hemophilus B

4º Mês

2ª dose Sabin+ DPT Hemophilus B

6º Mês

3ª dose Sabin+ DPT Hemophilus B + Hepatite B

9º Mês

Sarampo

15º Mês

Reforço Sabin + DPT + MMR + Hemophilus B

5 anos

Reforço Sabin + DPT

15 anos

Anatoxtetanico ou DP

Nomenclatura

  • BCG: contra Tuberculose
  • SABIN: contra Paralisia Infantil
  • DPT: contra Pólio, Difteria, Tétano e Coqueluche
  • MMR: contra Sarampo, Cachumba e Rubéola
  • DP (Dupla Adulto): Contra Difteria e Tétano

Os Efeitos colaterais podem aparecer, como:

  • Febre: geralmente baixa e chegando, raramente a 39ºC, Neste caso, deve-se procurar outras causas para o aparecimento da febre. Os medicamentos para baixar a febre devem ser indicados pelo médico.
  • Irritabilidade: desaparece dentro de 1 a 3 dias.
  • Dor no local da aplicação: em alguns casos, cerca de 10%, pode aparecer um pequeno "calombo", vermelhidão ou calor no local, que desaparecem em 72 horas. Compressas de água quente no local pode ajudar a aliviar a dor.
  • Mal estar e dor de cabeça: desaparecem em torno de 48 horas.

* Em caso de persistência destes sintomas, procure um médico, para um orientação.

Novas vacinas

Vacina anti-hemophilus influenzae tipo B

Esta vacina é nova, e já recebeu a aprovação do FDA (Foods and Drugs Administration) em 1993, e está incluída no calendário oficial de vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria desde 1996.

O Hemophilus influenzae tipo B é uma bactéria muito agressiva, que pode causar várias doenças infantis, como: meningite, bronquiolite (infecção dos bronquíolos, doença muito grave por vezes letal), pneumonia, osteomielite (infecção dos ossos; doença muito grave, podendo ter seqüelas após a cura, e letal quando for generalizada), sepsis ( infeções generalizadas), pericardite ( infecção do pericárdio - parte externa do coração), endocardite (infecção do endocardio - parte interna do coração).

 

Saiba mais sobre a Desidratação
Milton Artur Ruiz

A desidratação é uma situação comum no Brasil que acomete, todos os anos, milhares de crianças, muitas vezes causando até a morte. Apesar de ser um estado grave, é de fácil tratamento e prevenção, desde que os sintomas sejam reconhecidos a tempo, para se tomar os devidos cuidados.

A desidratação é a perda excessiva de água do organismo, acompanhada da perda de sais minerais e orgânicos, ocorrendo quando a criança, ou até mesmo o adulto, tem diarréia, principalmente acompanhada de vômitos.

O corpo humano tem em média 60% do peso formado por água. Essa porcentagem pode variar para mais ou para menos, conforme a quantidade de gordura do organismo. As crianças têm 75% do seu peso formado por água, enquanto o idoso tem apenas 53% para os homens, e 46% para as mulheres, em média. Quanto maior a quantidade de gordura no corpo, menor é quantidade de água., que afetará o peso e o metabolismo da pessoa.

Isso é importante, porque qualquer perda de água do corpo da criança poderá afetar profundamente o seu peso e metabolismo. É preciso estar sempre alerta para isso, já que as crianças se desidratam facilmente. Muitas vezes, elas não comunicam que estão com sede, ou não conseguem ingerir líquidos, o que pode agravar o quadro.

Uma pessoa saudável perde, em média, 2,5 litros de água por dia, seja pela urina, fezes ou suor. Para haver um equilíbrio das funções é necessário que haja uma reposição, bebendo-se o mesmo volume de líquidos, todos os dias.

O paciente, ou os pais da criança que apresentar a desidratação devem ficar alerta, e tomar muito líquido, mesmo que não esteja se alimentando corretamente. Muitas vezes, a criança pode estar ingerindo líquidos, mas pode ter desidratação.

Causas e sintomas da desidratação

O principal sintoma de uma criança desidratada é a sede. Além disso, ela apresenta as mucosas secas, o que pode ser constatado através da boca sem saliva. Os olhos ficam ressecados e fundos. A pele se torna mais seca e forma pregas, quando pinçada. Na criança pequena, que ainda tem a moleira aberta ou fontanela, esta se apresenta deprimida ou baixa.

A causa mais comum da desidratação é a diarréia. No verão, a incidência de doenças gastrointestinais é grande, não só pelo número de vírus causadores de diarréia, conhecida como as diarréias de verão, como também pela contaminação dos alimentos por bactérias.

As pessoas, muitas vezes, não se preocupam em colocar os alimentos na geladeira, e com isso, as bactérias encontram um meio propício para se proliferar, contaminando os alimentos.

Uma vez ingeridos estes alimentos contaminados, ocorre uma alteração nos intestinos. Eles começam a trabalhar mais rapidamente, para eliminar aquilo que está prejudicando o organismo, causando a diarréia. Se esse processo não for controlado, a criança começa a eliminar muita água junto com as fezes, podendo entrar em desidratação.

Para melhor o quadro da criança, os pais devem alimentá-la com bastante líquidos, como água, chá e sucos, e alimentos leves e sem gordura, como bolachas de água e sal, frutas, arroz cozido, etc.

Na cultura popular, é muito comum as pessoas utilizarem a "água de arroz" (aquela água fervida do arroz), para combater a diarréia.

Nos casos leves, o ideal é dar para a criança o soro caseiro ou utilizar fórmulas industrializadas. Muitos postos de saúde oferecem soros reidratantes, de fácil preparo.

Quando a desidratação se torna intensa, a critério do médico, é necessário dar o soro por via sangüínea, e só suspender quando o grau de hidratação estiver estabilizado.

O vômito também pode levar à desidratação. Neste caso uma dieta leve e o soro reidratante ajudam bastante. Sempre que houver suspeita de desidratação, e para evitar que o quadro se agrave, é necessário procurar um médico para que ele possa avaliar o estado da criança, e administrar a necessidade de medicamentos e condutas adequadas.

O aumento da sudorese também pode levar a desidratação. Como nos casos de febre elevada, em que o aumento da temperatura do corpo amplia a eliminação de água, pelo suor e pela respiração. A exposição prolongada ao sol ou outra fonte de calor intenso aumenta o suor, levando também a desidratação.

É muito importante que no verão, as pessoas tomem certos cuidados, como o uso de roupas leves, de preferência de algodão, que auxiliam na transpiração. Nos dias quentes, deve-se tomar bastante líquidos, para repor as perdas provocadas pelo calor. Um dado relevante, deve-se ter cuidado com a água que se bebe, use sempre água filtrada ou fervida e tratada com cloro, quando a água vier de poço.

Como fazer o soro caseiro

  • Diluir em 01 (um) copo d’água filtrada e fervida 01 pitada de sal e 03 (tres) pitadas de açúcar, misturando bem.
  • Ofereça a criança à vontade a cada 20 minutos, e após cada evacuação líquida, se houver diarréia.

Para evitar a desidratação, deve-se:

  • Dar a criança líquidos várias vezes ao dia;
  • Lavar as mãos depois de usar o banheiro;
  • Lavar as mãos antes de preparar alimentos ou de lavar mamadeiras
  • Lavar bem as frutas e vegetais;
  • Esterilizar as mamadeiras e chupetas e todos os utensílios usados para preparar o alimento do bebê;
  • Vestir roupas leves de preferência de algodão. Evite usar roupas com poliester ou fibras sintéticas que impedem a transpiração normal.
  • Manter as crianças em ambientes ventilados, e evitar banhos de sol nos horários em que a radiação está mais forte (entre às 10:00 e 14:00hs);
  • Não compartilhe toalhas, esponjas ou roupas.

 


Vômito e Diarréia nas crianças
Milton Artur Ruiz

Vômito

A causa mais comum do vômito e da diarréia é uma infeção viral. O vômito e a diarréia podem aparecer separadamente ou juntos. O vômito precede a diarréia, e pode haver febre durante este estágio.

O vômito é a projeção para fora do organismo de uma grande porção do conteúdo do estômago através da boca. Este mecanismo é devido a grandes contrações do estômago. Mas a regurgitação e o refluxo é normal em crianças com menos de 15 meses, que acontece, geralmente, após a refeição.

A criança normalmente regurgita pequenas quantidades de leite após ou durante as mamadas, enquanto o bebê arrota. A amamentação muito rápida e a deglutição de ar podem ser a causa disto também, e pode ser resolvido com o uso de mamadeiras com chupetas mais firmes e buracos menores, além da mãe auxiliar o bebê a arrotar mais facilmente. A regurgitação excessiva pode ser devido ao excesso de alimentação, causando problemas futuros como a obesidade.

Entretanto, o vômito pode significar um problema sério. Os vômitos repetidos em jato podem indicar a estenose pilórica ou refluxo gastresofágico. A obstrução do intestino delgado alto, por aderências duodenais, causam o vômito bilioso.

Os distúrbios do metabolismo, como por exemplo a síndrome andreogenital e galactosemia, podem apresentar como sintoma o vômito. Mas deve-se notar se o vômito não vem seguido de febre e letargia, pois pode signicar uma infecção mais séria, como a septicemia ou a meningite.

Quando há vômito, deve-se chamar o médico imediatamente quando:

  • A criança não urina por mais de 8 horas;
  • A criança chora e não produz lágrimas;
  • Apareça algum vestígio de sangue no vômito (mas não de sangramento do nariz);
  • Há alguma dor abdominal persistente por mais de 4 horas;
  • A criança vomita um fluído claro mais de três vezes
  • A criança está confusa e delirando;
  • O pescoço está rígido;
  • Se o abdômen tiver sido ferido recentemente;
  • Se há suspeita de envenenamento por planta, veneno, medicamento ou comida;
  • Se um objeto estranho tiver sido ingerido;
  • Se a criança parecer estar muito doente.

Tratamento:

Não há nenhum medicamento recomendável para interromper o vômito, uma dieta alimentar é a mais aconselhável. Quando o vômito se inicia, normalmente continua por mais seis horas, por isso não necessita de nenhum medicamento.

O vômito sozinho não causa desidratação, ao menos se for dado à criança algum medicamento via oral ou leite ou líquido para limpar o fluído.

Diarréia

A diarréia consiste em fezes mais líquidas e mais freqüentes do que no estado normal, indicando sintoma de alguma moléstia. O melhor indicador da severidade da diarréia é a sua freqüência. Uma leve diarréia é passageira; a moderada significa uma perda significável de água. Isto não significa que uma séria infecção está presente. Mas o quadro será preocupante se a criança apresentar anorexia, vômitos, perda de peso e falha em ganhar peso. Os bebês em fase de amamentação tendem a evacuar freqüentemente de forma espumosa, principalmente se não estiverem recebendo alimentos sólidos.

O aparecimento súbito da diarréia com vômito, fezes sanguinolentas, febre, anorexia ou apatia pode ser devido a uma infecção, devendo-se chamar um médico, para poder controlar a situação.

A diarréia de pequena intensidade, que persiste por várias semanas ou meses pode resultar de várias condições, como:

  • A enteropatia por glúten (doença celíaca), que causa a má absorção das gorduras, devido ao glúten da proteína do trigo, resultando a mal nutrição, anorexia, fezes volumosas, com mau cheiro. Isto pode ser revertido se o glúten for retirado da dieta da criança, assim como os seus derivados.
  • Fibrose cística é a insuficiência pancreática, resultante da do déficit de tripsina e lipase, causando grandes perdas de proteínas e gorduras através das fezes, como consequente desnutrição e retardo no crescimento.
  • Mal-absorção de açúcares
  • Gastrenteropatia alérgica, causada pela proteína do leite, devido a intolerancia ao alimento, causando vômitos e diarréia. A eliminação do alimento e seus derivados podem ajudar a melhorar a situação.

Um vírus intestinal pode causar diarréia, ou algum alimento que a criança seja sensível. A primeira preucação, antes de adotar uma nova dieta, é dar bastante líquido à criança, a fim de evitar a desidratação, recuperando a água expelida.

Infelizmente, os remédios para conter a diarréia não resolvem muito, a melhor maneira é adotar uma nova dieta, afim de controlar a situação. A melhor dieta vai depender da criança e do estágio em que se encontra.

Quando há diarréia, deve-se chamar o médico quando:

  • A boca está mais seca que o normal;
  • Aparece sinais de sangue nas fezes;
  • Há cólicas abdominais freqüentes;
  • Se a criança foi mais de oito vezes ao banheiro nas últimas 8 horas;
  • Se a diarréia é líquida (água) e o vômito produz fluidos claros, em mais de três vezes;
  • Se há muco ou pus nas fezes;
  • Se a criança estava com alguma pessoa que apresentava diarréia viral ou bacteriana;
  • Apresenta febre por mais de 72 horas;

Tratamento:

Dar à criança bastante líquido, água, sucos nas primeiras 24 horas. Após essas 24hs, deve-se acrescentar leite à dieta, mas não deve ser usado leite fervido, pois concentra proteína para se acumulado no organismo.

Fazer uma dieta leve, com frutas, arroz, torradas, sopas, evitando vegetais crus, comidas apimentadas e produtos industrializados.


 

Mononucleose Infecciosa
Milton Artur Ruiz


A mononucleose infecciosa, conhecida popularmente como a doença do beijo, vem sido reconhecida já algum tempo. Cientistas determinaram que 90% dos casos da doença são causados pelo vírus Epstein-Barr (EBV), um membro do grupo herpes. Outros casos de mononucleose são causados pelo citomegalovírus e outros por vírus da herpes.

Os cientistas acreditam que o aumento do conhecimento do funcionamento normal e anormal do sistema imunológico é o responsável pela compreensão do vírus EBV e da doença benígna que causa, a mononucleose, e das mais sérias, e até fatais.

Epstein e Barr eram dois cientistas britânicos que descobriram o vírus EBV, e por isso o nome, encontraram evidencias deste vírus nas células B dos linfócitos em pacientes com uma forma rara de câncer do sistema linfático. Este câncer é conhecido como Linfoma de Burkitt, e ocorria principalmente na África.

A mononucleose é conhecida como doença do beijo porque acredita-se que adolescentes e adultos jovens podem transmitir o vírus para outra pessoa através de um beijo prolongado na boca. Compartilhar copos e garrafas ou latas de bebidas também ser causa da transmissão do vírus.

A doença ocorre apenas em pessoas que não tinham anticorpos previamente para o vírus. Mas em alguns adultos são encontrados o anticorpo para o EBV. Isto quer dizer que a pessoa, em alguma fase da vida, foi infectada pelo vírus. O corpo humano produz anticorpos para atacar e destruir o vírus, e este anticorpo específico pode ser detectado através de exame de sangue, nos pacientes que já forma infectados pelo vírus.

Qualquer um, em qualquer idade pode estar sujeito à doença. Entretanto, os casos são mais freqüentes em crianças e idosos, e 70 a 80% dos casos dos casos documentados envolve pessoas na faixa etária dos 15 a 30 anos de idade. Não há uma estação que aparecem mais casos da doença, mas estudos sugerem que os casos aparecem mais no começo da primavera.

O vírus EBV, que causa a mononucleose, infecta dois tipos de células, nas células das glândulas salivares, onde se reproduz, e os leucócitos do sangue, nos linfócitos B. O vírus pode ser encontrado na saliva da maioria dos pacientes por um tempo de 6 meses após a doença ter desaparecido.

O vírus está regularmente presente nas secreções da faringe durante a vida. O EBV é detectado por sua habilidade em transformar o linfócitos do sangue do cordão em linfoblastos de crescimento contínuo que abrigam DNA virótico EB e expressam o antígeno nuclear EBV. A atividade transformadora é uma propriedade biológica do vírus restrita aos linfócitos B.

Como é um vírus do grupo herpes, após ser infectado, o EBV permanece no corpo por toda vida. Pessoas que já forma infectadas com o vírus são potenciais transmissores, servindo reservatório para a transmissão da doença. Entretanto, a transmissão pessoa para pessoa é difícil de ser rastreada. Por quanto tempo a pessoa está infectada, isso não é possível de saber. Entretanto, o período de comunicabilidade começa após os sintomas surgirem e a doença é altamente contagiosa após o surgimento destes.

Após um período de 2 a 7 semanas após a exposição ao vírus, há possibilidade de desenvolver os sintomas. Mas os pacientes não necessitam ficar isolados, e familiares não estão em risco de pegar a doença. A mononucleose é difícil de pegar, já que é necessário ser transmitida através de contato direto da saliva, que contenha o vírus.

Para se evitar o contágio da doença, as pessoas devem evitar a troca de fluídos corporais, como a saliva com alguém que recentemente teve a doença. No momento, não há nenhuma vacina disponível para prevenir a mononucleose.

Como reconhecer a doença 

Os sintomas da mononucleose podem levar dias ou meses para aparecer e se desenvolver, mas podem desaparecer em 1 ou 3 semanas. Após o período de incubação do vírus, que leva de 4 a 7 semanas, surgi um mal-estar vago, semelhante à gripe, fadiga, dor de cabeça e calafrios, seguidos de febre alta, dor de garganta e aumento dos gânglios linfáticos, em especial na parte de trás do pescoço, e também nos braços e virilha. Estes sinais e sintomas podem confundir, uma vez que qualquer órgão pode ser afetado.

Em adolescentes e adultos jovens, a doença se desenvolve lentamente e os sintomas iniciais são vagos, e a queixa maior é da pessoa não estar se sentindo bem, com perda do apetite, dor de cabeça e cansaço. E mais tarde, os outros sintomas costumam aparecer.

A febre alta dura, aproximadamente, cinco dias, e, às vezes, continua intermitentemente por uma a três semanas. Esta febre duradoura caracteriza a complicação bacterial. O aumento dos gânglios linfáticos variam do tamanho de um feijão a um pequeno ovo, e esse inchaço desaparece em poucos dias. Pode haver também um aumento do baço, e o fígado pode aumentar em 20% do seu tamanho.

Na criança, a mononucleose pode produzir um quadro diferente. Ela pode ter uma leve dor de garganta ou amigdalite, ou até nenhum sintoma, e doença passa despercebida.

Quando os sintomas da mononucleose aparecem, o corpo reage de diferentes maneiras, e a doença pode ser detectada através de exames laboratoriais de sangue. Os linfócitos aumentam em número, um processo chamado de linfocitose, e uma atividade atípica envolvendo a luta dos glóbulos brancos contra o vírus. O corpo produz anticorpos, ou proteínas específicas, para se proteger contra o EBV.

Para diagnosticar a doença, é importante verificar os sintomas, porque a enfermidade pode se mascarar, e os sintomas serem confundidos com outra doença, como sarampo, rubéola, e o aumento dos gânglios pode significar um tipo de câncer, e a dor no pescoço pode sugerir uma meningite.

Com o intuito de descartar qualquer uma dessas doenças, é necessário fazer um exame de sangue, para verificar a existência do vírus ou anticorpos contra ele, que poderá excluir qualquer possibilidade de outra doença.

O primeiro teste pode detectar um aumento dos linfócitos, e um segundo teste pode confirmar a doença. Este segundo teste se apresentar um aumento dos anticorpos heterofílicos, pode confirmar a mononucleose. Estes testes podem detectar que o sistema imunológico do corpo está lutando contra o EBV. 

 

Sinais e Sintomas

  • Mal-estar, semelhante à gripe
  • Febre alta
  • Cansaço
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Aumento dos gânglios linfáticos
  • Calafrios
  • Hepatite , Icterícia
  • Lesões cutâneas
  • Dificuldade de engolir
  • Neurológicos

 

O tratamento da doença 

A mononucleose infecciosa geralmente se resolve em 1 a 4 semanas, mas pode persistir por meses ou anos. As seqüelas são incomuns, e os casos de morte raros.

Na realidade na mononucleose, não há um tratamento específico. O seu tratamento é sintomático, já que não há nenhum medicamento específico para combatê-la. Os antibióticos não têm valor, ao menos se houver uma infecção bacteriana secundária.

O paciente deve ficar em repouso durante a fase aguda de febre alta e mal-estar, ou quando os casos envolvem problemas hepáticos. Exercício extenuante deve ser evitado enquanto o baço estiver aumentado. Uma dieta balanceada e muito líquido são recomendados.

Os analgésicos com salicilato, como a aspirina e AAS, devem ser evitados, e para controlar a dor de cabeça, febre e dor muscular, outro tipo de analgésicos, com acetaminofen, devem ser tomados.

Mais de 90% dos casos de mononucleose são benígnos e não ocorrem complicações, mesmo se a fadiga e a fraqueza continuar por mais de um mês não há com o que se preocupar. A doença pode ser mais severa e duradoura em adultos com mais de 30 anos.

Os casos de morte são raros, como quando acontece obstrução e complicações de vias aéreas superiores , ruptura do baço, inflamação do coração ou de tecidos que envolvem o órgão, ou em envolvimento do sistema nervoso central. Os corticosteróides são usados para estas complicações. Se houver a ruptura do baço, é necessário uma cirurgia para removê-lo.

Outra complicação, e que requer uma atenção especial, é quando há uma pequena inflamação do fígado, aparecendo a hepatite. Esta forma da doença é raramente séria mas requer cuidados.  

 

Características da mononucleose

  • Mononucleose é uma doença contagiosa, causada pelo vírus Epstain-Barr (EBV)
  • A infecção pode ser transmitida pela saliva, e o período de incubação é de 4 a 8 semanas.
  • O diagnóstico da doença é feita através dos sintomas e confirmada através de exames de sangue.
  • A doença é benígna, e raramente traz complicações sérias. Mas deve-se tomar cuidado quando houve inflamação do fígado e aumento do baço.