Make your own free website on Tripod.com

Catarata
Milton Artur Ruiz

Catarata é a opacificação do cristalino, que é uma espécie de lente existente no globo ocular, responsável pela acomodação da visão para longe e para perto. Com a idade, ocorre um processo de opacificação dessa lente ( o cristalino ) que, em algumas pessoas, leva à diminuição progressiva da visão. Além da idade, que é a causa mais frequente da doença, a catarata pode surgir como consequência do diabetes e do uso indiscriminado, e sem orientação médica, de colírios com corticosteróides. O uso de colírios deste tipo por longo tempo, após traumatismos oculares, a radiação, as infecções visuais e as uveítes, são outras causas da doença.

É comum o aparecimento da catarata senil ou pré senil em ambos os olhos, porém normalmente em estágios diferentes de evolução. Não existe prevenção para o aparecimento da catarata, entretanto, sabe-se que grandes quantidades de radiação ultravioleta podem provocá-la, e enfatizamos a informação anterior, de se evitar o uso indiscriminado de medicações com corticosteróides.

O tratamento é eminentemente cirúrgico, porém a época de sua realização dependerá da acuidade visual, bem como da avaliação do oftalmologista. Atualmente, a cirurgia é realizada em qualquer tipo de catarata, independente de grau, e as técnicas mais utilizadas são a extra capsular, com uma incisão de aproximadamente 10 mm, e a facoemulsificação, que permite a cirurgia com incisões menores, de 3,5 a 5 mm, o que permite uma recuperação mais rápida. A facoemulsificação é uma técnica que consiste na introdução de uma espécie de "caneta" no globo ocular. Ligado a um equipamento, ela "aspira" a catarata, ao contrário da outra técnica, que a retira por inteiro.

A escolha de uma ou outra técnica dependerá de cada caso. Ambas são realizadas sob anestesia local, com o implante posterior de lente intraocular. Dentre as doenças que podem levar ao aparecimento da catarata, a principal é o diabetes, havendo outras situações, como doenças infecciosas, traumatismos e medicamentos.

Os cuidados pós-operatórios com as novas técnicas, deixaram de ser tão rígidos, não havendo necessidade de um repouso absoluto ou internação hospitalar (depende de cada caso). Entretanto, o bom senso deve prevalecer, pois apesar de se tratar de cirurgia rápida (em torno de 30 minutos), a mesma é delicada. Alguns cuidados o paciente deve tomar, como não esfregar, coçar, ou dormir sobre o olho operado nos primeiros dias do pós-operatório. Após a cirurgia, é realizado um curativo, que será removido em um ou dois dias, iniciando-se depois a terapêutica com colírios e pomadas na vista operada. A recuperação é rápida, e permite o retorno rápido às atividades normais se não houver complicações.

As complicações mais frequentes são a opacificação da córnea, com impossibilidade de implantar a lente intraocular ( cristalino artificial), o descolamento e outras lesões da retina. Felizmente, o índice de tais complicações é baixo, mas elas existem, o que faz com que todo cuidado no pós-operatório ocorra sob a supervisão do oftalmologista.

A função do implante da lente intraocular é evitar o uso de óculos com grau alto, porém, mesmo após a cirurgia, a maioria dos pacientes necessita do uso de óculos, tanto para longe como para perto.

Catarata congênita

As cataratas que aparecem ao nascimento recebem a denominação de cataratas congênitas. As principais causas são devido a problemas durante a gestação, como as infecções intrauterinas ( rubeóla, doenças metabólicas como à galactosemia), ou doenças maternas durante a gravidez. Muitas vezes, as cataratas congênitas não são descobertas logo ao nascimento, a não ser que seja realizada uma fundoscopia precoce. A cirurgia nestes casos deve ser realizada o quanto antes, afim de permitir recuperação da visão.

Exame oftalmológico

Em relação aos olhos, todos os possíveis sintomas devem ser valorizados porque muitos deles são inespecíficos. O paciente deve estar atento para informar sobre o tempo de duração, dor e tipo do sintoma, além de descrever a presença de secreção, vermelhidão e principalmente perda ou modificação a visão.

Se o paciente desconfia que algo está errado com a sua vista, deve realizar alguns testes de acuidade visual simples, e práticos. Se usar óculos, faça o teste com eles colocando uma tabela com algo visível a acerca de 6 metros de distância, e feche os olhos alternadamente, tentando ler o que está escrito.

Com esta observação simples, a procura do oftalmologista deve ser o passo seguinte. Através de diversos instrumentos, ele avaliará a presença ou não de um problema ocular.

VISÃO

Alguns sintomas oculares

Hemorragias: Podem ser subconjuntivais, vítreas ou retineanas. As hemorragias podem ser sinal de doença hematológica ou devido a uma retinopatia vascular associada a diabetes. As hemorragias de retina são importantes, porque invariavelmente refletem um problema sistêmico.

Manchas: A presença de manchas principalmente contra fundo branco, devem ser valorizadas porque podem preceder um descolamento da retina.

Fotofobia: É a intolerância visual anormal à luz e pode ser sintoma de uma ceratoconjuntivite, glaucoma agudo ou abrasão epitelial traumática da córnea.

Dor: A dor é sempre importante, pois pode ser devido a um corpo estranho, uveíte ou glaucoma. Uma sinusite pode ser responsável por dor ocular.

Escotomas: São manchas cegas no campo de visão. Podemos ser devidos a uma hemorragia ou coroidite. Às vezes, percebe-se mancha de luz, tipo flashes luminosos, e isto pode ser causado por uma enxaqueca. Em caso de alterações visuais, procure o oftalmologista, valorize todos os sintomas, para que não "veja" um problema maior no futuro.

Colaborou o médico João Bolzar Neto