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Doenças Cerebelares
Enxaqueca
Esclerose Múltipla
Parkinson
Síndrome da Fadiga Crônica
Doença de Alzheimer
Milton Artur Ruiz


Doenças Cerebelares
Milton Artur Ruiz

O QUE É O CEREBELO

O cerebelo e uma estrutura localizada na base do cérebro , e tem grande importância para o sistema nervoso pelas suas funções e interrelações que desempenham. As doenças e os disturbios cerebelares produzem deficiências na velocidade, amplitude e forças do movimento. Anatomicamente o cerebelo tem tres subdivisões: o arqui ou vestibulocerebelo que está relacionado com a manutenção do equilíbrio e movimentos de olhos cabeça e pescoço ; o verme ou paleocerebelo que auxilia no movimento coordenado do tronco e das pernas; o neocerebelo que exerce controle nos movimentos coordenados finos de membros , principalmente os das extremidades superiores.

Atitude cerebelar

Os portadores de doença no cerebelo, assumem uma postura que na prática médica tem a denominação de atitude cerebelar ou cerebelosa. Comumente o afetado flexiona lateralmente a cabeça para o lado acometido e em rotação para o lado oposto. Em fases avançadas a posição em pé do paciente se modifica , ficando o mesmo rígido nesta posição , ao passo que separa os pés com a finalidade de modificar a sua base de sustentação e mudar o seu centro de gravidade. O tronco, por causa da hipotonia dos músculos vertebrais , se inclina um pouco para frente. Ao juntar os pés o paciente apresenta amplas oscilações , que podem ser para os lados , ou para frente e para trás. Os movimentos não sofrerão modificações quando o paciente fechar os olhos ao comando do médico.

Funções do cerebelo

a) Regulação do tono muscular;

b) Coordenação dos movimentos ( Taxia );

c) Equilibrio.

Os sinais de doença cerebelar são a ataxia ( marcha com base alargada , oscilante ) ; dismetria ( inabilidade de controlar a amplidão do movimento ) ; desdiadococinesia ( inabilidade para realizar movimentos alternantes rápidos ) ; hipotonia ( tono muscular dimiuido ) ; decomposição de movimentos ( inabilidade para executar uma sequência de atos coordenados , finos ) ; tremor , que podem ocorrer com intenção ou sustentação ; disartria , com fraseamento inapropriado, pastoso e perda da modulação do volume e da fala ( fala escondida ) ; e nistagmo, com o componente rápido máximo em direção ao lado da lesão cerebelar.

As degenerações espinocerebelares ou ataxias hereditárias, são um grupo de moléstias degenerativas, caracterizadas por ataxia progressiva devido as degenerações do cerebelo, tronco cerebral, medula espinhal, nervos periféricos e ocasionalmente dos gânglios da base. Dependendo da predominancia no local da lesão teremos uma síndrome. (conjunto de sintomas e sinais característicos que identificam uma doença) especifica.

Um exemplo desta situação é a ataxia de Friedreich que é o protótipo da ataxia espinhal e é transmitida hereditariamente.

TABELA 1

SINTOMAS QUE PODEM ESTAR RELACIONADOS A DOENÇAS DO SISTEMA NERVOSO

Fadiga

Paralisia

Incoordenação

Tremor e discinesias

Crises epilépticas (convulsões)

Perda de sensibilidade

Dormência e formigamento

Dor, surdez, tinidos

Tontura e vertigem

Cegueira

Perda do controle da bexiga e do intestino

Desmaio

Amnésia

Demência

Incapacidade de falar e compeender a fala

TABELA 2

PROCESSOS QUE CAUSAM DOENÇA DO SISTEMA NERVOSO

Degenerativas

Infecciosas

Imunológicas

Neoplásicas

Vasculares

Metabólicas e tóxicas

Traumáticas

Córeia Huntington, esclerose lateral amiotrófica.

Meningite, encefalite, abcesso cerebral

Miastenia grave, esclerose múltipla

Tumores de medula espinhal e cérebro

Hemorragia, infarto (derrame ), vasculite.

Hipovitaminose, drogas em excesso, alcoolismo.

Lesão da medula espinhal e cerebral

Fonte: Smith/Thier - Fisiopatologia, os principios Biológicos da doença - Panamericana Ed.

 

Enxaqueca
Milton Artur Ruiz

A enxaqueca é uma doença neurológica que se caracteriza por crises de dor de cabeça e outros sintomas, que não têm caráter crônico. A doença pode ser crônica, mas as dores de cabeça ocorrem esporadicamente, em crises.

Os outros sintomas que podem caracterizar a enxaqueca são: irritação com sons, cheiros e luz, acompanhada de náusea e tortura; formigamento de um lado do corpo; distúrbios da fala e da visão; rosto inchado; olhos lacrimejantes; diarréia; vertigens; calafrios; e nariz entupido. No tratamento, analgésicos comuns são de pouca valia, porque atingem um sintoma, enquanto os demais continuam.

A principal causa da enxaqueca é um distúrbio químico cerebral, ocasionado por vários estímulos. Um transmissor cerebral, a serotonina, se altera e provoca uma série de reações, que levam à enxaqueca.

Há vários fatores que podem alterar a serotonina. Os mais comuns são o estresse, as mudanças de tempo e alguns alimentos ou substâncias. A diferença entre a dor de cabeça comum e a que caracteriza a enxaqueca é que a primeira não vem com todos os sintomas associados. Além disso, ela é recorrente, com duração de três horas a três dias.

O distúrbio tem uma tendência de transmissão familiar. Provavelmente a pessoa já nasce com a propensão a ter enxaqueca. Por essa razão, no diagnóstico, o histórico familiar é básico. Também é observada, no indivíduo, a sensação de se sentir bem entre as crises. Estas, duram entre 12 e 72 horas, nos adultos, e menos tempo nas crianças.

Em média, são entre as pessoas na faixa dos 20 aos 30 anos que ocorre a maior incidência da enxaqueca, mas a doença é encontrada em qualquer faixa etária. Ela atinge sete vezes mais as mulheres.

Os especialistas em distúrbios neurológicos dispõem de poucas estimativas, porque a maioria das pessoas prefere se automedicar, mas calcula-se que de 10 a 15% da população adulta sofram desse mal. Quando o indivíduo chega a procurar um médico, é porque a sua qualidade de vida caiu muito, por causa das dores de cabeça.

O tratamento das crises de cefaléia e dos sintomas associados se dá através de medicação específica. Eventualmente, se a pessoa souber quais são os fatores que desencadeiam as crises, pode evitá-los, para não ter estímulos muito grandes. Esse tipo de precaução não é difícil, porque os distúrbios seguem um padrão de regularidade, de acordo com as características individuais de cada um.

Colaborou a médica Yara Dadalti Fragoso.

Fatores mais comuns que podem causar crises

1. Jejum, ou falta de uma das refeições.

2. Excesso ou redução de horas de sono.

3. Fadiga.

4. Consumo excessivo de bebidas que contêm grande teor de cafeína (café, chá, alguns refrigerantes).

5. Abuso no hábito de fumar.

6. Ingestão de algumas substâncias presentes nos alimentos.

7. Mudanças de altitude e clima.

8. Alterações nos níveis hormonais, como durante o cliclo menstrual.

9. Ansiedade, depressão, medo e hostilidade reprimida.

Fonte: Libbs Farmacêutica

Medidas preventivas contra a enxaqueca

1. Manter um esquema regular de horário para as refeições.

2. Evitar a sobrecarga de atividades, que possa fugir ao controle.

3. Incluir o lazer e o relaxamento na rotina diária.

4. Não tomar anticoncepcionais orais, que podem agravar os sintomas presentes nas crises.

5. Fugir de todas as situações suspeitas de provocarem os ataques de enxaqueca.

6. Evitar alimentos potencialmente perigosos para quem tem enxaqueca, como bebidas com cafeína, carnes vermelhas, laticínios (exceto queijos frescos), panificados com excesso de fermento na massa, amendoim, nozes, azeitona, passas e temperos com glutamato monossódico.

Fonte: Libbs Farmacêutica

 


Esclerose Múltipla
Dr. Milton Artur Ruiz

A esclerose múltipla é uma das doenças neurológicas mais comuns e antigas, pois existem relatos de descrições da doença desde o século 14. No entanto o diagnóstico da doença nas bases que hoje conhecemos é do ano de 1849. A moléstia incapacita e deixa o paciente totalmente indefeso porque ataca progressivamente o sistema nervoso, favorecendo o aparecimento de sinais e sintomas neurológicos. Os sintomas, geralmente, são sazonais evoluindo com exacerbações ou remissões . Ou seja vem e vão espontaneamente.

A maioria dos pacientes que desenvolvem a doença são mulheres. Os pacientes são geralmente adultos jovens, e possuem menos de 55 anos quando começam a apresentar, de forma intermitente, certos sintomas: perturbações da sensibilidade, visão borrada, incontinência urinária e fecal devido a dificuldade no controle dos esfíncteres, por debilidade de grupos musculares isolados, acompanhados ou não rigidez das extremidades. A demonstração de determinadas lesões pode não explicar o conjunto de sintomas, sendo necessário detectar focos múltiplos de lesões .

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória de desmielinização. A mielina é um material gorduroso que recobre e protegem os nervos que tem a função de um circuito elétrico e conduz os impulsos nervosos, de forma rápida e coordenada. A perda de mielina é acompanhado de uma disfunção na habilidade dos nervos conduzirem os impulsos nervosos do cérebro para as outras partes do corpo, produzindo então vários sintomas. Nos pontos em que perde-se a mielina formam-se lesões em forma de cicatrizes múltiplas no cérebro e nervos. Desta multiplicidade de lesões e que originam-se os sintomas e a sua variabilidade.

A origem da doença é desconhecida, aparecendo de forma irregular, existindo a suspeita de alguma predisposição genética, por serem descritos vários casos em uma mesma família , além de a doença ser mais freqüente em pessoas que tenham antígenos de leucócitos do tipo DR2 . Alguns estudos apontam infecções tanto bacterianas como virais como responsável pela. As pesquisas em desenvolvimento estão tentando reunir as peças do quebra-cabeça, procurando descobrir a causa da doença e do dano na mielina intuindo que ela pode ser devido a uma anormalidade no sistema imunológico. Este sistema que normalmente defende o corpo humano da invasão de microrganismos (bactérias e vírus)que passa a funcionar mal e a atacar a mielina.

Os pesquisadores não sabem na verdade o que desencadeia a doença, e o que faz o sistema imunológico ter este tipo de comportamento. Uma teoria sugere que um vírus no desenvolvimento da doença, ao causar um distúrbio no sistema imunológico ou indiretamente, instiga o aparecimento de processo auto-imune, ou seja, fabricam defesas que não reconhecem e atacam a própria mielina.

O objetivo de muitas pesquisas tem sido também a tentativa de detectar um vírus específico causador da moléstia. Possivelmente não exista nenhum vírus ligado diretamente a esclerose múltipla, mas mesmo assim acredita-se que um vírus comum, como o da herpes e do sarampo, podem até atuar como desencadeantes da doença. Em alguns casos, uma infecção banal, um golpe ou uma operação, pode desencadear o aparecimento dos sintomas.

Os sintomas da doença

Os sintomas da esclerose múltipla variam, e dependem das áreas do sistema nervoso central ou parte dos nervos que foram atacadas. Não há um padrão estabelecido, e cada paciente têm um sintoma ou conjunto de sintomas, que variam de tempo a tempo, freqüência e gravidade.

As queixas são múltiplas e disfunção no sistema nervoso como a debilidade, que podem evoluir até a incapacidade de determinados grupos musculares, por exemplo, uma perna e/ou um braço. Além disto podem iniciar-se uma longa lista de alterações neurológicas que são, freqüentemente associadas: cãibras, sensação de formigamento nas pontas dos dedos dos pés e das mãos, instabilidade ao esforço muscular, paralisia de ambas as pernas, perda de visão ou visão dupla, visão borrada perturbações do equilíbrio, perda de controle, incontinência urinária, sensação de incontinência e urgência na evacuação, entre outros sintomas.

Existem intervalo nos sintomas, que pode ser até de muitos anos entre o primeiro episódio e o ressurgimento dos mesmos. Às vezes, produzem surtos repetidos, que desaparecem apenas parcialmente e que conduzem, pouco a pouco, à invalidez crescente e permanente.

Esta invalidez é caracterizada pela completa perda de visão, falta de coordenação e incapacidade motora, incontinência urinária e rigidez nas extremidades.

Outras vezes, o progresso da esclerose é constante desde o início, sem períodos de melhora, e a invalidez aparece precocemente.

Sintomas mais comuns da Esclerose Múltipla

Distúrbios Visuais Problemas de coordenação e equilíbrio

· visão turva ou borrada

· perda de equilíbrio

· dupla visão

· tremor

· neurite ótica (inflamação do nervo ótico)

· ataxia (Instabilidade ao andar)

· movimentos involuntários

· vertigem

· perda total de visão

· perda de coordenação

Fraqueza Alterações na fala

· Afeta as pernas e o andar

· discurso lento

· há retenção na musculatura

· mudanças no ritmo da fala

· os músculo se trona mais retesado, e com menor amplitude

· palavras mal pronunciadas

 

· dificuldade em salivar e engolir

Fadiga Aumento da sensibilidade ao calor
Redução do apetite sexual e impotência Distúrbios emocionais e cognitivos
Problemas intestinais e renais  

Diagnóstico da doença

O diagnóstico é indireto, por dedução através de exames clínicos e laboratoriais. Casos típicos podem ser diagnosticados com certeza e o diagnóstico diferencial deve incluir pequenos infartos cerebrais, sífilis, anemia, artrite de coluna cervical, ruptura de disco intervertebral, e estudo de casos na família. Deve ser dada atenção particular a lesões na junção da medula espinal e do bulbo, que ocasionalmente causam um espectro variável de sintomas motores e sensitivos.

Deve ser feito também uma ressonância magnética, que é uma técnica de imagem mais sensível disponível para o diagnóstico da esclerose múltipla. No método as lesões são mais facilmente visíveis, e a sensibilidade da imagem tomográfica pode ser aumentada.

Não há nenhum tratamento específico. Usava-se corticóides para tentar atenuar a doença, mas isso não era justificável. O uso de imunossupressores ainda está em estudo.

Quanto ao paciente, ele deve permanecer com sua vida normal até quando for possível, evitando-se o excesso de trabalho e fadiga, e fazendo fisioterapia para evitar a invalidez. Quanto as infecções urinárias, o médico deve optar pelo tratamento mais adequado ao paciente. O emprego da Plasmaferese, retirada de grandes quantidades de sangue com retirada do plasma e devolução ao pacientes dos outro componentes, é discutido como benéfico em alguns casos.

Uma vez conhecido o diagnóstico, o problema é atuar para diminuir as limitações impostas pela doença, bem como suas conseqüências. Durante as crises, o uso de corticóides demonstrou ser eficaz. No entanto, não se comprovou o benefício deste medicamento para além desta fase.

Uma forma eficaz de assistência aos doentes de esclerose são os programas prolongados de fisioterapia e reabilitação, que incidem sobre as limitações musculares, a rigidez e resistência à mobilização passiva dos músculos.

Estas medidas podem potencializar-se com a administração de medicamentos específicos, incluindo-se até analgésicos convencionais.

Sites relacionados:

The World of Multiple Sclerosis

Endereço: www.ifmss.org.uk

What is MS?

Endereço: www.nmss.org/msinfo/ms_info.html

What is Multiple Sclerosis

Endereço: www.mssociety.org.uk/pubs/whatisms/index.htm

 


Novas descobertas sobre a Doença de Parkinson
Dr. Milton Artur Ruiz

A recente descoberta de um gen ligado à Doença de Parkinson, traz novas perspectivas aos pacientes . pois confirma que em alguns casos existe uma natureza hereditária para a moléstia . Isto permitirá que sejam desenvolvidos novos testes diagnósticos, e novas estratégias no tratamento Atualmente o diagnóstico clínico ainda mantém-se como o único meio de descobrir a doença.em que predominam os tremores quando do repouso , rigidez , perda dos reflexos posturais e lentidão nos movimentos

A Doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo do Sistema Nervoso Central, que evolui progressivamente devido a alteração das células do Sistema Nervoso Central..Esta doença faz parte de um grupo com manifestações semelhantes. Sabe-se ela é causada pela degeneração da pigmentação dos neurônios na substância nigra do cérebro, resultando na diminuição da disponibilidade da dopamina. Nessa despigmentação, ocorre perda de cerca de 80% dos neurônios dopaminérgicos na substância nigra.

Além dos fatores genéticos existem casos em que a causa dessa degeneração ainda é desconhecida, o Parkinsonismo pode ter outras causas, como secundário ao uso de alguns medicamentos, pós-trauma de crânio, pós encefalite ou após derrames cerebrais.

É uma doença grave, com manifestações variadas, que inicia-se com freqüência após os 60 anos de idade e é mais comum nos homens. Nos Estados Unidos estima-se que existam mais de 1 milhão de pessoas acometidas pela moléstia

Sintomas

A maioria dos sintomas da doença foram primeiramente descritos em 1817 por um médico inglês, James Parkinson, que denominou a doença como "shaking palsy". No entanto sómente em 1960, entretanto, com as descrições patológicas e avaliações bioquímicas no cérebro nos pacientes e identificação da redução da dopamina , é que se abriu o caminho para o primeiro remédio efetivo contra a doença. Os sintomas motores da moléstia começam a aparecer devido a essa degeneração dos núcleos dos neurônios, e conseqüente deficiência de dopamina.

Na doença os tremores iniciam-se pelas mãos, e quando elas estão em repouso o tremor aumenta, e em movimento diminui e está ausente , durante o sono.

Frequentemente , em cerca de 80% dos pacientes , os tremores começam em uma das mãos com movimentos circulares do indicador e polegar Com o aumento dos tremores devido a tensão emocional aumenta a fadiga. nos pacientes . As mãos, os braços e as pernas são os mais afetados. Muitos pacientes entretanto apresentam rigidez e não o tremor.

Em seguida com a evolução do processo , a rigidez progride, aparecendo a lentidão e pobreza dos movimentos, além da dificuldade de se movimentar. A rigidez contribui para as dores musculares e sensação de fadiga. O rosto de muitos pacientes fica parecido com uma máscara, com a boca entreaberta e diminuição do movimento de piscar dos olhos.

Na seqüência os pacientes encontram dificuldade para começar a andar, e ficam com uma marcha arrastada, com passos pequenos .Os braços , são mantidos retidos e colados ao corpo e não balançam quando do movimento de andar . Por vêzes uma outra conseqüência pode ocorrer , e os pacientes começam andar mais rápido, afim de evitar uma eventual queda.

Outros sintomas podem aparecer, como dificuldades na fala. O paciente torna-se gago e não consegue falar direito, devido perda do controle da musculatura da mandíbula.

Estão associadas à doença de Parkinson um grande número de manifestações como alteração de personalidade, apatia, ansiedade; demência; desorientação espacial ; paranóia; psicose; alucinações; perda de concentração ; dificuldade na formação de conceitos; depressão; distúrbios do sono; disfunção sexual; queda da pressão arterial ao ficar de pé ; calafrios; prisão de ventre; fadiga; perda de peso e alterações visuais.

Do ponto de vista clínico existem dois grandes subtipos da moléstia. Existem casos em que o achado predominante é o tremor enquanto em outros o principal é a instabilidade postural e a dificuldade na marcha .No primeiro existe maior preservação do estado mental e intelectual .e progressão mais lenta da moléstia. No segundo apresenta dem6encia e a evolução da moléstia é progressivamente mais rápida

Causas da Doença de Parkinson

Primária ( idiopática ou de causa desconhecida )

Adquirida ( secundária )

infecções ,drogas , toxinas ,vasculares ( mútiplos infartos cerebrais ),trauma

( encefalopatia do pugilista) alterações hormonais ( Tireóide , Paratireóide )

degeneração hepatocerebral , tumores cerebrais

heredodegenerativa ( genética)

Outras doenças ( Degeneração estriatonigral , Doença de Wilson , Doença Huntington etc)

Tratamento

Para o tratamento da doença são administrados medicamentos a base de levodopa que são os precursores da dopamina do cérebro. O medicamento administrado vai até ao sangue e depois ao cérebro, onde a substância sofre processos bioquímicos e é convertida em dopamina repondo a falta do neurotransmissor cérebral. No tratamnto são ministrados medicamentos como o deprenyl , aanticolinérgicos , antidepressivos e a amantadina . São também utilizados a carbidopa e a bromocriptina com a finalidade de controlar os tremores a rigidez e a lentidão de movimentos. Os sintomas da moléstia melhoram geralmente a custa de doses elevadas do medicamento..Os medicamentos causam efeitos colaterais e ainda existem controvérsias em relação ao tratamento medicamentoso.

Tratamentos cirúrgicos tem sido aventado em casos selecionados como a talamotomia estereotáxica , que visam minimizar os tremores dos pacientes.

Recentemente o FDA , orgão americano de controle do emprego de prcediementos terapêuticos,aprovou o empr6ego da estimulação cerebral profunda , com o objetivo de substituir a talamotomia cirúrgica para o controle dos tremores nos pacientes com doença de Parkinson.

Sob anestesia geral o neurocirurgião implanta uma agulha no talamo , que estará conectada a um fio que se exteriorizará até o tecido subcutâneo .Atravé de um gerador de impulsos elétricos ocorrerá um bloqueio nos tremores. Segundo pesquisadores da Universidade do Alabama , a indicação do procedimento deve ser indicada para os casos rebeldes , que não respondem aos medicemntos nem os tolerem devido aos efeitos indesejáveis.. A redução dos tremores em um estudo com 196 pacientes ocorreu em cerca de 70% dos casos.

Como toda doença incapacitante e progressiva o suporte psicológico é fundamental..Este também ocorrer para os familiares do paciente. O fornecimento de textos explicativos da moléstia devem ocorrer e medidas de manutenção das atividades do paciente devem ser estimuladas além de exercícios físicos e manutenção de atividades físicas constantes.

 


Síndrome da Fadiga Crônica
Dr. Milton Artur Ruiz 

Os avanços da medicina fazem com que a cada dia seja possível conhecer mais sobre todas as doenças. Isto se deve ao incremento de novas tecnologias, como o diagnóstico por imagens, e de métodos que estudam a intimidade das células e des seus componentes, a exemplo da biologia molecular.

No entanto, mesmo com todo este universo de conhecimento e de recursos de diagnóstico, o médico depara-se frequentemente com situações e eventos que não consegue explicar. Por vezes, o paciente apresenta sintomas que são comuns, corriqueiros até, a diversas doenças, mas não são particulares de nenhuma das doenças que o médico conheça. Nesta situação, por não haver um encaixe do conjunto de sintomas que o paciente apresenta, além de escassos sinais clínicos e laboratoriais, logo vem a desconfiança de que se está diante de uma nova doença ou síndrome.

Um exemplo do que foi exposto é típico em relação à Síndrome da Fadiga Crônica (CFS). Ela é desconhecida por muitos, aceita por outros e ridicularizada por uma grande parcela da área médica. Mas o que vem a ser esta síndrome?

Os critérios para se definir a "doença" ainda não são claros, mas após encontro consensual de 1988 e outro recente, define-se a doença naquelas situações em que o paciente apresenta um cansaço extremo, prolongado por períodos de 6 meses, dores musculares e nas articulações sem que elas apresentem sinais de inflamações ou inchaços, além de problemas de memória, como esquecimento, e falta de concentração no trabalho ou em atividade intelectuais.

Outro critério importante é o de não existir uma doença ou patologia pré-existente, além de os estudos laboratoriais para outras doenças que cursem com aqueles sintomas serem negativos. Assim, como vemos, a caracterização da CFS ainda ocorre por exclusão e até que estudos mais profundos ocorram, a síndrome poderá entar no anedotário médico ou tranformar-se em rotúlo para explicar o que a medicina desconhece. 

Quadro 1

OS VÁRIOS NOMES DA DOENÇA

CFS - Síndrome da Fadiga Crônica.

CFIDS - Fadiga Crônica e Síndrome da Imunodisfunção.

ME - Encefalomielite mialgica.

FM - Fibromialgia.

Quadro 2

EXAMES INDICADOS PARA O

ESTUDO DA EXCLUSÃO DA CFS

1. Exame de sangue.

2. Exames bioquímicos para avalicação do fígado

3. Dosagem do cálcio e fosfóro, glicose, uréia, creatinina e eletrólitos.

4. Dosagem de hormônios da Tireóide.

5. Exames para doença reumáticas e do colágeno.

6. Exames sorológicos para doenças virais.

Quadro 3

Condições que excluem a CFS

1. Doenças como o hipotiroidismo, apnéia do sono e narcolepsia.

2. Hepatites B e C.

3. Distúrbios neuropsiquiátricos: esquizofrenia, anorexia nervosa e outros.

4. Alcoolismo.

5. Obesidade excessiva.

6. Uso de medicamentos que causem efeitos colaterais semelhantes à síndrome.  

 Saiba mais sobre a CFS

A informações sobre a CFS encontram-se disponíveis para todas as pessoas. Um livro escrito pela jornalista Hillary Johnson, portadora da síndrome, encontra-se à disposição do público. A obra, "Osler’s Web: Inside the labyrinth of the Chronic Fatigue Syndrome Epidemic", analisa todos os aspectos da possível etiologia viral, incriminando o vírus de Epstein Barr - ligado à mononucleose infecciosa -, e demonstra grande similaridade entre a doença e a Síndrome da Guerra do Gofo, sensibilidade a múltiplos agentes quími que q pelo , , através da ela é iagnosticada, seu tratamento e os estudos que estão em andamento para uma melhor definição e conhecimento a respeito.

 Mysterious maladies - Scientific American - setembro, 1996.

 CDC - CFS Home page - http://www.cdc.gov/ncidod/diseases/CFS/CFS Home.htm.  

Estudos controversos demonstram que existem muitos casos.

A CFS, segundo o CDC de Atlanta, Georgia, nos Estado Unidos, é uma doença distinta e que deve ser levada a sério. Estimativas do órgão demonstram que 24% da população adulta em geral vivenciaram quadros de fadiga por períodos de 2 semanas ou mais. E o que é o mais importante: mais da metade destes pacientes passaram por assistência médica sem que o diagnóstico fosse firmado em definitivo.

Em um destes estudos, os pacientes reportavam fadigas prolongadas por período de um mês, enquanto outros apresentavam o quadro há 6 meses. Por este motivo, em 1994, um artigo do Annals of Internal Medicine propôs várias linhas e critérios, com a finalidade de definir a CFS, além de condutas e técnicas quanto ao diagnóstico, indicando caminhos para se encontrar suas possíveis causas.

Estudos realizados pelo CDC indicam que nos Estados Unidos surgem por ano 410 casos novos para cada 100 mil habitantes. Com a difusão dos conhecimentos, com certeza este número tenderá a aumentar. Estimativas recentes, porém sem respaldo científico, indicam que existem cerca de 5 milhões de norte-americanos com a CFS.

Alguns aspectos, no entanto, chamam a atenção em relação à síndrome: 80% dos casos acometem mulheres, na maioria da raça branca, em uma faixa etária que vai dos 25 aos 45 anos. Não existem dados de que a CFS seja de natureza infecciosa, apesar de haver a tendência de se incriminar o vírus de Epstein-Barr, os retrovírus, o herpesvírus do tipo 6 e o enterovírus, como agentes etiológicos da síndrome. 

O diagnóstico da doença é por exclusão

Não existe ainda um teste ou exame que defina com clareza a CFS. Os testes que avaliam a possível existência da síndrome são utilizados muito mais para afastar a existência de outras doenças. O exame de sangue, através do hemograma, e a velocidade de hemossedimentação têm o objetivo de aferir se existe uma doença do sangue ou sinais de infecção no organismo. Os exames bioquímicos do fígado são indicado para o estudo dos portadores silenciosos de hepatites virais que, podem ter sintomas semelhantes ao da CFS.

Os outros exames bioquímicos têm por objetivos avaliar doenças endocrinológicas, como hiperparatiroidismo e hipotiroidismo, assim como doenças renais e do colágeno.

Os testes para doenças virais, estudos imunológicos avançados e métodos de imagem encontram-se preconizados, mas devido a seu alto custo têm encontrado resistência na indicação dos protocolos de estudos destes pacientes.

Outro aspecto é o tratamento e o que se fazer, diante da certeza da conduta medicamentosa do portador de CFS. Existem aspectos controversos quanto à atividade física a ser indicada a eles e à sua atividade laborativa, mas também há consenso em relação ao fato de que a doença não é contagiosa, não prejudica o feto durante a gravidez e, em grande número dos casos, a melhora é expontânea.

Retificação - Na coluna da semana passada, a indicação do espermograma saiu repetida, por engano, no quadro referente às mulheres.

 


Doença de Alzheimer
 Milton Artur Ruiz

Aproximadamente 4 milhões de americanos são portadores da doença de Alzheimer . Na metade do próximo milênio deverão existir naquele país mais de 14 milhões de pacientes com esta moléstia. Com estes dados, as instituições de fomento á pesquisa e os recursos destinados a estudar o mal de Alzheimer tem sido elevados para entender o motivo pelo qual esta forma freqüente de demência acomete os pacientes idosos. Somente a Associação Americana de Alzheimer este ano, carreou recursos de aproximadamente 10 milhões de dólares para pesquisadores de todo o mundo existindo uma previsão de que o montante para o ano de 2001 atinjirá a cifra dos 30 milhões .

A doença, que acomete cerca de 10% dos idosos na faixa dos 65 anos de idade, se caracteriza pelo comprometimento da memória , pensamento e comportamento dos portadores, fazendo com que o mesmo não se recorde de fatos recentes , ou esqueça de realizar tarefas corriqueiras e familiares. Os pacientes na maioria das vezes apresentam problemas de linguagem, desorientação e quase sempre apresentam mudança de personalidade.

A gravidade das alterações variam e geralmente progridem. As pesquisas encetadas atualmente pela comunidade científica , visam entender o que ocorre no cérebro, e no seu emaranhado de conexões entre as células que se reduzem, na formação de placas anormais , principalmente nos locais cognitivos e de importância para a comunicação.

As pesquisa se dirigem primordialmente para o entendimento e constatação dos sinais precoces da moléstia que atualmente com os recursos existentes , faz com que 90% dos casos sejam diagnosticados. A corrida para a padronização dos dados visa sistematizar o diagnóstico precoce da moléstia e detectar pacientes ainda sem sintomas mas que apresentem evidencias de que no futuro desenvolverão Alzheimer. Esta estratégia tem como objetivo aplicar nestes pacientes métodos profiláticos e tratamentos preventivos com a finalidade de retardar e evitar o estabelecimento das anormalidades cerebrais.

Nesta busca de evidências das causas da moléstia, encontram-se os estudos genéticos e o papel da apolipoproteina E no desenvolvimento da doença de Alzheimer . Estudos demonstram que existem uma freqüência aumentada de casos em certas famílias , assim como o indubitável papel dos radicais livres na lesões e inflamação do tecido cerebral. Por isto tem sido preconizado o emprego dos antioxidantes, em particular a vitamina E, e dos anti-inflamatórios não esteróides.

A presença de maior número de casos em mulheres após menopausa, época em que o hormônio estrógeno se reduz dramaticamente no sangue, faz com que se especule sobre o papel deste hormônio em desencadear a moléstia, visto que muitas das mulheres com Alzheimer apresentam níveis críticos do hormônio, sugerindo este dado que o estrógeno exerça um efeito protetor em relação ao estabelecimento da doença de Alzheimer. Assim a ciência procura de forma associada detectar precocemente os sinais e tratá-los antes do seu estabelecimento.

Prof. Dr. Milton Artur Ruiz

Coordenador de Ensino do TMO , Pós Graduação da Faculdade de Medicina de S.J. Rio Preto , SP.