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Infertilidade masculina
Pai, novamente
Milton Artur Ruiz

Infertilidade masculina
Milton Artur Ruiz

A infertilidade ocorre em cerca de 20% dos casais. Em 40% deles, os fatores determinantes da esterilidade são masculinos e estão ligados a produção dos espermatozóides. Pode ocorrer a ausência destas células (a chamada azoospermia); a diminuição do seu número (oligospermia); e alteração na forma (teratospermia), na capacidade de movimento (astenospermia) ou na vitalidade (necrospermia).

As causas mais frequentes desses problemas são os processos infecciosos, inflamatórios e anatômicos (é o caso da varicocele, que é um tumor produzido pela dilatação das veias do cordão espermático), ou disfunções hormonais.

A produção de espermatozóides pode ter interferência de fatores, como a idade do indivíduo (quanto mais avançada a idade, menor é a produção); sua ocupação profissional (se ele lida com substâncias tóxicas, como agrotóxicos e inseticidas, ou se trabalha em áreas de muito calor, como altos-fornos); e os antecedentes familiares (se há doenças hereditárias envolvidas, ou casos de infertilidade familiar). Outros antecedentes e alguns hábitos pessoais também podem determinar a existência de espermatozóides com baixa motilidade (capacidade de movimento) e vitalidade. Entre eles: certos tipos de cirurgias, traumatismos, uso de drogas e álcool, banhos de imersão com água muito quente e pouca atividade sexual (muitos dias sem ejacular).

As estatísticas mostram que, entre as causas conhecidas, as mais frequentes são a varicole (70%), os processos inflamatórios (20%) e a disfunção hormonal (10%). Em cerca de 40% dos casos de infertilidade masculina, a causa não chega a ser identificada.

Drogas e álcool como causas

O ópio e seus derivados, como a morfina e a heroína, além da cocaína e da maconha, causam degeneração das células germinativas dos testículos (a glândula sexual masculina), responsáveis pela produção dos espermatozóides (células móveis sexuais do homem). A maconha diminui, comumente, as taxas de testosterona (hormônio masculino) e pode também causar danos genéticos.

Assim, indivíduos que utilizem a maconha, mesmo que eventualmente, não se livram de seus efeitos. O uso da droga, portanto, pode ser responsável pela esterilidade no homem e a infertilidade do casal.

Em relação ao álcool e ao tabaco, há evidências de que eles pode, da mesma forma, levar à infertilidade masculina. Em que pese os efeitos da bebida e do fumo serem mais fugazes, devido à rápida eliminação das substâncias, têm sido observados casos de infertilidade pelo uso prolongado do álcool, nos quais são comuns lesões testiculares e atrofia das células do testículo, além da cirrose hepática.

Tire suas dúvidas

Quais as causas mais frequentes de esterilidade no homem?

Os processos inflamatórios e infecciosos, além da varicocele.

O que são oligospermia e azoospermia?

A oligospermia é a menor concentração do número de espermatozóides no esperma., que é o líquido fecundante produzido pelos órgãos genitais. A azoospermia é a ausência de espermatozóides no esperma.

O que é varicocele?

São as varizes (dilatações permanentes) das veias espermáticas.

Quais os sinais e sintomas de um portador de varicocele?

Dilatação das veias espermáticas, com aumento do volume da região do testículo. O sintoma mais frequente é a sensação dolorosa e de peso no testículo.

Quando deve ser realizada a cirurgia, em casos de varicocele?

Existem opiniões divergentes entre os especialistas. Alguns não realizam a cirurgia apenas na ocorrência de sintomas, enquanto outros intervêm logo, antes que os problemas se intensifiquem.

As questões acima foram respondidas pelo médico Evandro Soares.

Fertilidade

  • Fatores que podem afetar o homem

Idade - O envelhecimento (principalmente a partir dos 60 anos de idade) provoca alterações na origem e formação dos espermatozóides.

Nutrição - A boa alimentação influencia o desenvolvimento e função das glândulas genitais.

Vitaminas - Há estudos mostrando que o homem precisa das vitaminas A e E para se manter fértil, embora ainda haja muitas dúvidas sobre o assunto. A falta acentuada de vitamina A produz lesóes progressivas nas células germinativas.O sêmen é constituído de vários sais minerais.

Temperatura - O calor excessivo (interno e externo) é prejudicial aos testículos. Doenças que causam febre produzem alterações nos níveis de espermatozóides. A mudança súbita de temperatura externa e de altitude, como por exemplo passando-se rapidamente de uma região fria para outra quente e úmida, pode diminuir a fertilidade masculina durante algum tempo.

Atividade sexual - A abstinência sexual prolongada, ou a frequência aumentada, pode diminuir a capacidade de fecundação do homem, em alguns casos.

Drogas - Tanto os entorpecentes quanto algumas substâncias químicas terapêuticas podem provocar degeneração das células germinativas.

Doenças - Infecções viróticas, como a gripe e a hepatite, produzem problemas, na maioria das vezes apenas temporários. Reações alérgicas agudas a determinadas substâncias também podem causar alterações temporárias na produção de espermatozóides. O diabetes acarreta lesões vasculares e neurológicas, que podem levar à diminuição da fertilidade, ou mesmo à impotência.

Stress - Fatores emocionais podem influenciar diretamente a diminuição do número de espermatozóides, segundo alguns estudos.

BANCO DE SEMEN

Uma das Alternativas para um casal ter filhos, em que a causa da infertilidade seja masculina é recorrer a um Banco de Semen, local onde existem semen de doadores congelados com a finalidade de fertilização assistida. Um doador selecionado e previamente examinado, doa o sêmen, permanecendo anônimo, que fica congelado (- 196 graus centígrados) em nitrogênio líquido até o seu uso para a fertilização. Teoricamente, qualquer homem que tenha espermatozóide em concentrações superior a 80 milhões por milimetro cúbico é um doador em potencial.

Hoje no entanto com as técnicas de micromanipulação de gametas, basta a presença de um (1) espermatozóide e um (1) óvulo para se obter a fertilização.

Os Bancos de semen existentes procuram doadores jovens (com menos de 30 anos em média), plenamente saudáveis, sem antecedentes ou passado familiar de doenças hereditárias e os submetem a uma extensa batéria de testes, principalmente no que se refere a doenças transmissíveis sexualmente, como a Aids a por exemplo, e outros testes afim de que o procedimento seja seguro.

Após 6 meses o doador é reconvocado e os testes totalmente repetidos e aí então, quando existe uma certeza de que não há risco o mesmo poderá ser utilizado.

Atualmente, inúmeras doenças incuráveis como alguns tipos de cancer como leucemias e outras, tem perspectivas muito melhores. Com o avanço tecnoloógico com o uso de medicamentos agressivos (quimioterapia), e de tratamento através de radiações ionizantes (radioterapia), diversos pacientes tem perspectivas de cura. Assim muitos destes pacientes jovens, ou na adolescência e em idade fértil, poderão se casar e com certeza terão como objetivo ser pais.

Mas comumento o tratamento utilizado pode levar o paciente a esterilidade. Assim diversos servicos proconizam a doação do semen, e o seu congelamento prévio ao tratamento, permitindo que no futuro através do banco de semen o paciente possa ser pai.

Outra situação é a doação prévia é a vasectomia. Os motivos são óbvios por exemplo um novo casamento. Assim diversos utologistas proconizam a doação e congelamento do semen no homem que se proponha a se submeter a vasectomia (liação do canal deferente do testículo) para não ter mais filhos

 

Pai, novamente
Milton Artur Ruiz

É cada vez maior o número de homens que querem se tornar pais, novamente. São indivíduos que se submeteram a métodos de esterilização, como a vasectomia, e procuram os serviços médicos especializados. O que eles buscam é a reversão do processo.

As razões podem ser atribuídas a uma esterilização precoce, o que muitas vezes gera arrependimento. Há outros fatores, ainda, como um segundo casamento, por viuvez ou mesmo separação da primeira mulher. Em alguns casos, o homem pode enfrentar a perda prematura de um ou mais filhos.

À medida em que aumenta a quantidade de interessados em obter a reversão da vasectomia, crescem também os casos de sucesso. Quanto mais recente for a operação, maior será a chance do homem de se tornar fértil, outra vez, afirma o andrologista Evandro Soares, da clínica de reprodução humana Clinimater. Ele afirma que, de preferência, quem quiser fazer a reversão da cirurgia deve procurar os serviços especializados no menor prazo possível depois da esterilização.

"Indivíduos vasectomizados há mais de 10 anos têm menor chance de sucesso", avalia o médico. Nos casos em que, após a reversão, forem obtidos valores iguais ou acima de 20 milhões de esperamatozóides por ml (limite inferior de normalidade, segundo a Organização Mundial de Saúde), a mulher terá grandes possibilidades de engravidar naturalmente. Para os casos em que, após a reversão, conseguem-se valores menores que o limite da OMS, resta a fertilização assistida, tipo inseminação ou fertilização in vitro (bebê de proveta).

Evandro Soares diz que muitas pessoas acham que, nesses casos, pode ser melhor partir diretamente para a fertilização assistida. "Mas a prioridade deve ser sempre a via natural. Além disso, reverter a infertilidade através de microcirurgia é mais econômico do que optar pela inseminação com sêmen de doador, por exemplo".

Reversão - A reversão da vasectomia é feita através de microcirurgia, com um pequeno corte no canal deferente, um túnel por onde passam os espermatozóides, que vai do testículo até a uretra. A vasectomia é nada mais que a obstrução cirúrgica desse canal e a reversão consiste na religação do mesmo. Não há necessidade de internação - fazendo a operação pela manhã, o paciente pode retornar para casa à tarde. A cirurgia também é indolor, feita com anestesia peridural. É recomendável, apenas, que a pessoa fique até dois dias de repouso, antes de voltar à sua atividade normal.

O representante comercial Raul Alves Pereira Filho é um caso bem-sucedido de reversão. Ele fez a vasectomia logo após o nascimento da sua segunda filha. Por essa época, ele admite que não pensava em fazer uma reversão, no futuro, mas depois de cinco anos, se separou e casou novamente. Surgiu, então, o desejo de ter mais filhos, com a nova esposa.

Ele conta que a expectativa sobre o sucesso do tratamento era grande. "Eu tinha filhos, mas a minha atual esposa, não. Para ela, a possibilidade de não ter mais crianças era uma coisa séria". Mesmo dentro do prazo para fazer a reversão, o médico previu que ele tinha grandes chances de voltar a ser fértil. Raul fez a cirurgia num mês de junho e depois de 30 dias, os primeiros exames apontavam baixa contagem de espermatozóides. O aumento foi gradual, mas bem mais rápido do que ele próprio esperava.

Já em novembro, a esposa de Raul engravidou. Após a reversão, o casal ainda teve mais duas crianças. "O resultado da operação foi gratificante. A cirurgia é delicada, mas tranquila".