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Viver bem na Menopausa
Milton Artur Ruiz

A menopausa é a interrupção definitiva das menstruações pela diminuição da função dos ovários. Ela ocorre em torno dos 50 anos de idade. À medida que os ovários envelhecem, diminuem os ciclos, as ovulações são menos freqüentes, e cai a produção dos hormônios progesterona e estrogênio, causando a irregularidade menstrual.

Esta fase de transição, que se inicia antes da menopausa e que continua até o fim da vida da mulher, é conhecido como climatério, embora muitos se refiram a ela como menopausa, que é apenas um momento específico.

A pré-menopausa é definida como o momento de transição em que a mulher começa a sentir os sintomas da menopausa. Acontece, normalmente, entre os 40 anos de idade, e é quando seus ciclos param.

A menopausa é o último período menstrual da mulher. Acontece quando a mulher não menstrua mais por um período de 12 meses contínuos. A média de idade é de 51 anos, mas pode, eventualmente, ocorrer entre os 30 a 50 anos. Pode ser prematura, também, devido a cirurgia ginecológica, tratamento de câncer e algumas doenças.

A pós-menopausa estende-se do último ciclo até o fim da vida da mulher. Devido a diminuição dos níveis de estrogênio, pode ocorrer uma debilidade na constituição óssea, causando a osteoporose. As mulheres podem perder 20% do total de sua constituição óssea nos primeiros sete anos que seguem a menopausa. Mas há medicamentos que evitam ou minizam essa doença.

Pode, ainda, ocorrer a menopausa prematura, e ela refere-se à insuficiência dos ovários por causa desconhecida. O cigarro é associado como sendo uma de suas causas, assim como a exposição à radiações, drogas quimioterápicas e cirurgia que prejudique o fornecimento de sangue ao ovário.

É necessário um acompanhamento médico, a fim de evitar futuras complicações, como a osteoporose ou doenças cardiovasculares. O tratamento é personalizado, e varia de mulher para mulher, sendo por isso necessário consultar um médico, antes de começar qualquer tratamento.

Quando há predominância de fatores psíquicos, é recomendado a psicoterapia e, caso necessário, antidepressivos, tranqüilizantes e sedativos leves, usados como terapia adicional para depressão, ansiedade, irritabilidade e insônia.

O tratamento de reposição hormonal é uma terapia consistente e satisfatória. Usa-se uma combinação de estrogênio e progesterona, ou estrogênio e andrôgeno. Esta combinação também reduz o risco de câncer.

Os benefícios desse tratamento inclui o controle dos sintomas da menopausa, e evita maiores desequilíbrios hormonais e doenças futuras. Mas a decisão por este tratamento deve ser discutida com o médico, já que há contra indicações para mulheres com câncer de mama, câncer no endométrio e doenças do fígado.

O tratamento pode ser feito com cremes à base de estrogênio, que são usados para a lubrificação vaginal. Este tratamento não ajuda, no entanto, contra as ondas de calores e suores.

As pílulas usadas no tratamento são uma combinação de hormônios, e devem ser prescritos pelo médico, conforme a paciente, em determinadas doses.

Um tratamento recente é o uso de adesivos aderentes à pele contendo estrogênio, o qual é absorvido pelo corpo. Esses adesivos trazem vantagem para as mulheres com hipertensão arterial, diabetes, que fumam, que sentem náuseas com os comprimidos ou que têm problemas digestivos.

O adesivo é colado na região das nádegas, escondido sob a roupa, e precisa ser trocados apenas duas vezes por semana. Gradualmente, os adesivos liberam os hormônios que são absorvidos pela pele. Com isso, a mulher enfrenta poucos efeitos colaterais, pois não há passagem pelo fígado, e a dose de hormônios no corpo é menor. Os hormônios utilizados são os naturais, diferindo das pílulas anticoncepcionais que utilizam hormônios sintéticos. Com o advento desse tratamento, a mulher volta a ter sangramentos mensais.

A mamografia é um exame que deve ser feito de forma rotineira nesta fase, a fim de fazer um controle, devido ao tratamento à base de estrogênio. A maior parte das evidências indicam que este tratamento não aumenta o risco de desenvolver o câncer de mama.

Durante esse período, a mulher deve tomar certos cuidados alimentares e praticar exercícios para permanecer saudável antes e depois da menopausa. Portanto, é necessário começar cedo, seguindo as orientações do médico, e tendo cautela na hora da alimentação.

 

Cuidados necessários:

* Dieta balanceada, rica em cálcio e com pouca gordura;
* Ingerir, diariamente, alimentos ricos em vitamina D, e suplementos vitamínicos para ajudar o corpo a absorver cálcio;
* Evitar ou eliminar cigarros, álcool e cafeína;
* Praticar exercícios;
* Visitar seu médico regularmente.

 

A menopausa pode trazer sintomas severos, ou até mesmo não apresentá-los. Os calores e suor excessivo afetam 75% das mulheres. A maioria apresenta esses sintomas por mais de 1 ano e 25 a 50% por mais de 5 anos.

 

Sintomas da Menopausa

* Ondas de calor * Irritação
* Ansiedade * Desânimo
* Dores pelo corpo * Fadiga
* Tontura * Sono irregular
* Pele e Cabelos ressecados * Enxaqueca
* Diminuição da lubrificação vaginal * Ciclos menstruais irregulares
* Desconforto durante as relações sexuais * Diminuição na concentração ou memória
* Incontinência urinária  

 

Após a menopausa, ¼ das mulheres correm o risco de desenvolver a osteoporose. Entretanto, com consciência, um tratamento adequado e preventivo, a possibilidade de adquirir a doença diminui ou pode ser prevenida.

A osteoporose ataca a mulher porque há uma mudança hormonal na menopausa. Causa a diminuição da espessura do osso, fragilidade e possibilidade de fratura.

Normalmente, os médicos recomendam remédios a base de cálcio ou alimentos ricos em cálcio para ajudar as mulheres a reconstruírem ou manterem a massa óssea antes da menopausa. No período final do climatério, entretanto, a dieta rica em cálcio me exercícios, às vezes, não são o suficiente para prevenir a osteoporose.

O estrogênio, em alguns tratamentos hormonais, diminuem os efeitos da doença. O momento ideal para a mulher começar o tratamento é entre o primeiro ano após a menopausa, e a proteção continua assim que o medicamento é tomado. Se o tratamento é interrompido, a proteção é prejudicada.

Para as mulheres que não tomam estrogênio, há um medicamento que sintetiza o hormônio natural, o "clacitonin-salmon", que é ministrado por via nasal (spray) ou injeção, e restaura a estrutura óssea.

Um único medicamento que não usa hormônio para o tratamento da osteoporose, em conseqüência da menopausa, foi recentemente autorizado pelo FDA (Food and Drug Administration). O medicamento é disponível em pílulas, e serve para a reconstrução óssea e reduz os riscos de fratura.