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Anorexia
Úlcera 1
Úlcera 2
Conheça mais sobre Hérnia
Constipação crônica
Milton Artur Ruiz

Doenças da alimentação podem ser graves
Milton Artur Ruiz

Os distúrbios alimentares assim com as distorções de comportamento em relação alimentação recebem diversas denominações dependendo da forma como se apresentam.Assim a anorexia nervosa ,bulimia nervosa , pica ruminação são situações diversas que representam anomalias em relação ao hábito alimentar.

A Anorexia nervosa é a forma mais conhecida em que existe uma restrição enquanto que na bulimia a alimentação ocorre de maneira desenfreada em período curto e não raro seguido de vômitos provocados.

A pica é uma forma de alteração na alimentação em que o paciente passa a se alimentar de substâncias não usuais como gelo ou terra . Em relação a última situação conhecida como geofagia , ela ocorre em crianças quando de infestação por parasitas e denota uma necessidade de ingestão de ferro pelo paciente que é um elemento essencial para o organismo .

informações sobre os distúrbios alimentares podem ser obtidas em diversos centros especializados ou através da Internet Sugerimos aos interessados o endereçohttp://www.zeusnet.com/bjlinder/anmeddis.htm, que informa sobre os diversos distúrbios alimentares já citados e adicionalmente apresenta casos clínicos reais que ilustram bem a gravidade que o problema pode causar nos acometidos .

O tratamento da anorexia PODE VARIAR

O tratamento da anorexia visa a recuperação do peso anterior e principalmente o ganho do peso . Para tanto existe a necessidade do diagnóstico da causa do distúrbio e se ele for detectado ser erradicado .os pacientes que apresentarem uma perda de peso muito acentuada , por vezes a necessidade de internação pode ocorrer com a finalidade de se impor uma alimentação e investigação de uma possível doença endocrinológica ou outra causa.Programas americanos em situações extremas preconizam que os pacientes recebam tratamento multidisciplinar onde estejam envolvidos profissionais da área clínica e psicológica com a finalidade de explorar problemas familiares e envolvendo-os no tratamento que visa o bem estar e principalmente a reeducação do hábito alimentar saudável do paciente.

 

Úlcera 1
Milton Artur Ruiz

Úlcera péptica é um processo agudo ou crônico que ocorre em porções do aparelho digestivo que são atingidas pelas secreções do estômago.Os locais então em que ocorrem mais freqüentemente as úlceras são o estômago e o duodeno. Os sintomas nos portadores podem não ocorrer,serem vagos ou extremamente exuberantes .Podem ser agudos ,terem períodos de acalmia com períodos de exacerbação e na maioria das vezes os pacientes queixam-se de dor na região epigástrica ( boca do estômago ) em queimação e que na maioria das vezes melhora após a alimentação. Outro sintoma relatado é a sensação de estômago vazio que pode acompanhar os episódios dolorosos .

As úlceras do duodeno ainda são considerados um problema do adulto porém existem descrições de casos em todas as idades mesmo em crianças , ocorrendo em igual incidência tanto no homem como na mulher .

As úlceras gástricas principalmente tem chance de serem malignas e por isto o estudo deve ser bem conduzido para afastar esta possibilidade e propiciar tratamento adequado e precoce. Toda úlcera pode complicar e as complicações podem ser desde uma hemorragia aguda ou crônica , uma perfuração ou até uma obstrução que dificultara a passagem do bolo alimentar. O diagnóstico é realizado na maioria das vezes clinicamente e confirmado através do Raio X do estomago e do duodeno e da endoscopia digestiva .

Endoscopia Digestiva

A Endoscopia digestiva no dias atuais é o método mais adequado de estudo dos processos ulcerosos do estomago e o duodeno porque permite a visão direta da lesão. Popularizado pelos japoneses , que possuem alta incidência desta patologia e de câncer de estomago, o método doloroso e traumatizante ,hoje é rotineiro, obrigatório e extremamente confortável.De uma mangueira introduzido pela boca , os equipamentos atuais são finos ,não ultrapassando 1 centímetro. Dor em queimação nos dias atuais é uma indicação para a realização do procedimento que é realizado sob anestesia .e atualmente sem as complicações de vômitos ou desconfortos do passado . O procedimento é realizado por médico, e o endoscópio tem no seu final, na parte terminal uma luzinha fria e uma espécie de visor na parte proximal que permite que o mesmo visualize a lesão ou lesões, fotografe as mesmas e retire material para análises ,de detecção principalmente do Helicobacter pilorii responsável pela ulcera gástrica segundo estudos australianos , e anátomo-patológico para afastar a possibilidade da existência de um câncer .Atualmente um avanco deste método é através da video-endosopia na qual todo o procedimento é acompanhado por um monitor como uma televisão em que a imagem é mais nítida e os resultados fotográficos portanto mais evidente .

O uso do Raio X para o diagnóstico ainda é utilizado ,principalmente a técnica de duplo contraste que permite ver bem o pregueamento da mucosa do estomago , mas não permite o que a endoscopia proporciona ,ou seja o material de estudo anatomo -patológico. Além de realizar o diagnóstico a endoscopia serve também para tratar estando indicada na esclerose de uma úlcera que sangra , varizes , retirada de um polipo e até para dilatação de esôfago .

Um dos aspectos que preocupa a todos os pacientes que precisam se submeter a uma endoscopia digestiva é medo da possibilidade de contrairem uma infecção ou uma doença contagiosa . Esta possibilidade inexiste pois os equipamentos obrigados a normas de desinfecção não existindo casos ,como transmissão de Aids por exemplo , em pacientes que se submeteram a uma endoscopia digestiva .

Complicações

Anemia

A anemia é uma das complicações de ulcera de estomago ou do duodeno que sangra .A hemorragia é causada pela erosão da úlcera junto a uma artéria ou veia ,ou por sangramento no tecido de granulação . Nos processos agudos em que o sangramento pode ser observado pela presença do sangue misturado com as fezes ( parece pixe) que é denominado melena , ou quando o individuo vomita o sangue separado ou junto com o alimento ( hematemese), além destes sinais indicarem para o diagnóstico do problema , uma anemia se instala pela perda de sangue . Porém as vêzes a perda não é muito perceptível , ou não valorizada e o indivíduo vai perdendo sangue, ou se adaptando a situação e anemia se instala . Em adultos uma das principais preocupações quando se observa uma anemia , aguda ou crônica , é procurar um sangramento no aparelho digestivo , pois o mesmo pode ser um sinal de uma úlcera gástrica ou de duodeno . A anemia que ocorre nestes pacientes é peculiar pois , leva a uma situação de deficiência de ferro. O ferro elemento existente na natureza é essencial para que se fabrique a proteína hemoglobina.Esta proteína está no interior do glóbulo vermelho e é a respopnsável pelo transporte do oxigênio para os músculos ,cérebro enfim todo o organismo. Se houver sangramento o glóbulo vermelho se perderá , por consequência , o ferro que normalmente quando de sua morte não sera reaproveitado. O organismo com o sangramento tentará compensar , absorvendo mais ferro da alimentação mas as vêzes êle não consegue e então anemia se instalará exigindo reposições do ferro de maneira artificial .

Perfuração

Outras das possíveis problemas é a perfuraçao. Normalmente o paciente que já é sintomático, ou conhece o seu diagnóstico pode surpreendido por dor intensa e lancinante no epigástrico, muito mais intensa do que possa já estar acostumado . esta dor muitas vezes se iiradia para o ombro e toda aparte direita suparior da barriga , que pode ficar endurecida acomopnhado de sintomas de extrema ansiedade e desepero ,acompnhado de náuseas e vômitos . Na sequencia , a sensibilidade ao toque do abomen fica aumentada e dolorosa impedindo por vezes até o toque normal no localacompnhadas do aumento do batimentos cardiacos e do pulso além de febre e de prostração.Cumpre lembrar que por vezes todo o conjunto destes sintomas descritos podem não estarem presentes e a perfuração ter ocorrido, havendo na dúvida a necessidade de investição médica para oesclarecimento adequado da situação que pode evoluir para a necesssidade de uma cirurgia .

Obstrução

As obstruções podem ocorrer em pacientes portadores de úlcera duodenal.ao nível do piloro e estão presentes em cerca de 20% dos pacientes sendo no entanto a sua importância clínica não muito significante .

Aobstrução é geralmente causada por edema e espasmo associado a uma fase de atividade da úlcera . Ela aode ocorrer também devido a uma cicatriz no local da úlcera que contrairá o local causando a obstrução .

 

Úlcera 2
Milton Artur Ruiz

Nos últimos 25 anos, grande progresso no tratamento da úlcera gastroduodenal aconteceram, além das novas descobertas a respeito. A agressividade da hipersecreção do ácido clorídrico, que contribui para o aparecimento da úlcera, era até então considerado como o principal e único fator no desenvolvimento da moléstia . Por isto, em um passado recente, toda e qualquer estratégia de tratamento, tanto clínica ou cirúrgica visava antes de tudo a redução e a diminuição da produção do ácido. Assim, no meio médico era o consenso de que sem ácido a úlcera péptica não existia.

Corroborando com este aforisma existia uma doença, chamada de Zollinger-Ellison, na qual o ácido clorídrico é produzido de forma intensa pelo estômago. Neste caso então os pacientes podem formar várias úlceras que vão desde o esôfago terminal ao estômago e até o jejuno no intestino.

Assim fatores que provocam a secreção excessiva de ácido clorídrico como o fumo e o estresse levam à formação de úlceras de difícil tratamento. Outro fator que propicia o desenvolvimento da doença é desequilíbrio das funções de barreira e de defesa que a mucosa desenvolve contra os fatores agressivos e ao ácido clorídrico. A diminuição das defesas também propiciam o desenvolvimento da doença.

O estudos das alterações do muco gástrico e o descobrimento do germe Helicobacter pylori (HP) nas úlceras pépticas , e a caracterização de sua presença nas lesões de pelo menos 90% dos casos, trouxeram perspectivas e explicações quanto à formação e desenvolvimento da doença. O Helicobacter altera a formação dos componentes do muco gástrico que é um fator de defesa, produz amônia e mantêm o pH gástrico elevado, fato que provoca o aumento da gastrinemia e da maior formação de ácido.

A infecção pelo Helicobacter é caracterizada pela infiltração de células do sangue , como plasmócitos , linfócitos, neutrófilos e monócitos . Apesar da inflamação produzida pelo HP, não se tem provas de que sintomas como dispepsia sejam produzidos por ele mas que hoje o seu papel é inequívoco no desenvolvimento da doença.

O que é?

A úlcera péptica é o processo de destruição de tecidos da mucosa, devido a exposição ao ácido ou a pepsina. Ocorre mais comumente no bulbo duodenal (úlceras duodenais), ou ao longo da pequena curvatura do estômago (úlceras gástricas).

A doença ocorre somente se o estômago secretar ácido. Normalmente, as pessoas secretam ácido, porém somente uma em dez desenvolvem úlcera. Não se sabe exatamente a causa imediata da úlcera, mais sabe-se que muitos fatores podem influenciar. O que se tem certeza é que ocorre um desequilíbrio no balanço entre os fatores ulcerogênitos (como a secreção de ácido e pepsina pelo estômago) e os fatores protetores da barreira da mucosa gástrica (como produção de muco, as barreiras das membranas à impermeabilidade e a substituição das células descamadas ou lesadas). Certas drogas predispõem à formação de úlceras, que tendem a se curar quando o medicamento é suspenso.

Os sintomas variam com sua localização e com a idade do paciente, podendo até não apresentarem sintomas como nas crianças, e serem mínimas em idosos. Embora alguns pacientes possam não ter sintomas, outros podem apresentá-los intensamente como conseqüências de uma complicação.

Apenas metade dos pacientes apresentam um sintoma padrão. A dor típica da úlcera péptica é descrita como de queimação, peso ou aperto no epigástrio - boca do estômago - mas pode também ser descrita como sensação de vazio ou fome. A dor característica é constante, podendo ser leve ou moderada, geralmente localizada em uma área específica, podendo ser aliviada por antiácidos ou leite.
Nos pacientes com úlcera duodenal, a dor tende a ser consistente, com ausência quando a pessoa acorda, aparecendo no meio da manhã, e é aliviada com alimentos, mas reaparece 2 a 3 horas após a refeição. Freqüentemente, a dor ocorre uma vez ou mais por dia ou por várias semanas, podendo desaparecer sem tratamento. Contudo, a recorrência é comum, muitas vezes nos dois primeiros anos e, ocasionalmente, após muitos anos. Os sintomas da úlcera gástrica são um pouco diferentes, e a alimentação pode precipitar ao invés de aliviar a dor.

O diagnostico da úlcera péptica clinicamente não é difícil sendo que pode ser realizado através de exames radiográficos ou através de endocospia no qual o médico visualiza e delimita a lesão , e colhendo material para exame com a finalidade de identificar a presença do Helicobacter ou de células malignas ou anormais que aprecem no câncer de estômago ou Linfoma de mucosa.

Tratamento:

Há 50 anos, o tratamento baseava-se em dietas rigorosas, que tinham por finalidade diminuir o ácido do estômago e a irritação causada por alguns alimentos, álcool e fumo. Os antiácidos, como o bicarbonato, provocavam complicações pela excessiva absorção de sódio. Assim, com a aplicação deficiente desses tratamentos, e o desconhecimento da doença, tornavam qualquer medida incompleta.
Atualmente, com os antagonistas de hidrogênio, inibição do ácido clorídrico no estômago e duodeno, fazem com que muitos pacientes sejam curados sem que sejam operados.
Com a descoberta do Helicobacter, tornou-se importante a sua constatação ao diagnóstico e erradicação no tratamento . O tratamento consiste em associação de dois ou mais antibióticos, juntamente com os inibidores que apresentam comumente muito bons resultados. Com isso, os riscos de complicação diminuem, auxiliando na cicatrização e evitando cirurgias ou retorno da doença.
O tratamento da úlcera gastroduodenal é baseado na neutralização ou diminuição da acidez gástrica. Se os sintomas não melhorarem em poucos dias com a terapia, o diagnostico pode estar incorreto, e o paciente pode ter uma complicação.

A cicatrização exige de 4 a 8 semanas e pode se estender por mais tempo, particularmente para úlceras grandes. O tratamento é mantido até que a cicatrização seja confirmada, se não ocorrer, a úlcera deve ser examinada mais profundamente através de uma nova biopsia .
As úlceras gástricas devem ser monitorizadas por exames radiográficos ou endoscópicos até a cura completa. Já a cura da úlcera duodenal pela endoscopia é menos crítica, pois ela quase nunca é maligna. A maioria dos pacientes devem seguir um regime nesse período de cicatrização apesar de que hoje não existe mais tanta rigidez como no passado.

Os antiácidos ainda são administrados para aliviar a dor, e ajudam a promover a cicatrização, reduzindo a recorrência da doença.

O tratamento cirúrgico também evoluiu. A vagotomia é uma operação menos agressiva, com menor número de complicações pós-operatórias, como alterações de esvaziamento, diarréia e anemia.
A cirurgia é indicada por vários fatores. O primeiro é a cultura do paciente, que ao se sentir melhor abandona o tratamento, e apresentam recorrência da doença. Outro fator é o preço alto dos medicamentos, e muitos pacientes não conseguem continuar o tratamento por motivos econômicos. Por isso, muitas vezes, indica-se a cirurgia que hoje cada vez mais é restrita.

Quando ocorrem complicações, como perfurações, hemorragias e obstrução pilórica, a cirurgia é necessária. Nos pacientes com ulcera gástrica a possibilidade de ocorrer um Linfoma gástrico. Esta doença de caráter maligno fazia com que os pacientes se submetesse a cirurgias radicais e a tratamentos quimioterápicos . Hoje este tipo de Linfoma associado a mucosa foi definitivamente relacionado com o Helicobacter fato que faz com que a erradicação da bactéria cure quase 100% dos pacientes segundo estudos recentes.

Riscos em cirurgia gastroduodenal

A cura da úlcera através de cirurgia tem atualmente morbidade e mortalidade reduzidas, apresentando resultado terapêutico bom. Mas em casos de emergência, complicações ou câncer, os resultados não são os mesmos.
Em casos de emergência, a cirurgia é feita para salvar a vida do paciente, já que seu estado está avançado, e essas complicações interferem tem influência no resultado e causam um enorme desequilíbrio, como desnutrição, anemia, intoxicação tumoral, desequilíbrio hidroelétrolítico e ácido-básico. Nem sempre esse tipo de cirurgia é segura, ao ponto de normalizar o estado do paciente.
Com o aparecimento de novas drogas para o controle da secreção ácida do estômago, a perfuração de úlcera péptica é cada vez mais rara. Mas quando isso acontece, há um derramamento de suco gástrico em peritônio livre, causando dor abdominal intensa. O suco gástrico irrita o peritônio, causando a peritonite. Até 12 horas após o ocorrido, as alterações não são tão intensas e o quadro do paciente se conserva, mas até 24 horas, o quadro é muito grave e as chances de sobrevida diminuem.

A perfuração nem sempre acontece no peritônio livre. Pode estar no espaço retrogástrico, dificultando o diagnóstico e pode ficar perfurada por vários dias antes do conhecimento médico. Também pode perfurar e penetrar o p6ancreas, havendo dores que confundem com outra doença, a pancreatite.
Nesses casos, a cirurgia é feita para interromper a contaminação e extravasamento do suco gástrico, fechar a perfuração e, dependendo do tempo decorrido e o estado geral do paciente, fazer a cirurgia curativa da úlcera.
As chances de mortalidade aumentam a medida que o tempo decorrido causa estragos e alteração no estado do paciente, e nos órgãos afetados.
A úlcera gástrica ao sangrar é pior que a duodenal. As chances de mortalidade em casos e hemorragia é de 7% a 10%, e em 30% dos casos indica-se a cirurgia, quando o sangramento não pára.
A obstrução pilórica, causada pela úlcera, não pode ser reconhecimento imediatamente, até o paciente apresentar alterações, como vômitos intensos. Uma vez diagnosticado, o paciente deve ser operado.
No caso de câncer gástrico, nem sempre é emergência e sim urgência. Há grande intoxicação tumoral, desnutrição, anemia e alteração do estado geral. O problema aqui é que o diagnóstico é efetuado quando a doença já está em fase adiantada, comprometendo as vísceras.

 

Conheça mais sobre Hérnia
Milton Artur Ruiz

Segundo o dicionário Melhoramentos da Língua Portuguesa, hérnia é uma projeção total ou parcial de um órgão através de uma abertura natural ou adquirida na parede da cavidade que o normalmente o contém.
Assim, a hérnia é uma ruptura da parede da cavidade do corpo humano, protuberância ou saliência que aparece na parede do abdômen (barriga) ou na região inguinal (junto a coxa), no umbigo ou em qualquer incisão de cirurgia a que o paciente tenha sido submetido no passado. Outro tipo de hérnia que ocorre no abdômen é a hérnia de hiato (hérnia hiatal), que ocorre entre a cavidade abdominal e o tórax, onde o esôfago termina e o estômago sobe em direção ao tórax por um orifício do diafragma.
Quando aparece, a hérnia pode causar complicações sérias, e com o tempo, o seu tamanho vai aumentando. Os problemas são resultado da protusão do intestino pelo "buraco" da hérnia. Quando o paciente caminha, faz esforços físicos, a pressão do abdômen sobe e a hérnia aumenta de tamanho, podendo ocasionar dor ou mesmo o estrangulamento.
As hérnias inguinais são mais comuns em homens, mas também podem se desenvolver nas mulheres, enquanto que as femurais são mais freqüentes em mulheres.
Algumas hérnias estão presentes no nascimento, e são chamadas de hérnias congenitais. No entanto, as hérnias também podem se desenvolver com o passar dos anos devido a uma pressão crônica na região de seu aparecimento, ou em áreas como o abdômen que tem um grande potencial de suscetibilidade à alteração.
A maioria das hérnias aparecem na região abdominal, numa área entre o abdômen e a coxa. A parede abdominal é formada por tecidos similares aos tendões, e estes músculos quando são estrangulados por exercícios mal feitos, são capazes de desenvolver a hérnia. A outra forma de hérnia pode ocorrer no diafragma, normalmente desenvolvida no período fetal, ou após alguma trauma ocorrido no local.

  • Sinais e Sintomas:

Dependendo do tipo de hérnia, elas apresentam sinais e sintomas peculiares, podendo até a anomalia ser assintomática.

A parede abdominal é composta de músculos e tendões, que tem diversas funções. Uma delas é prover suporte para os órgãos internos que exercem pressão na direção externa. Quando ocorre algum defeito nesta parede e um enfraquecimento de regiões como a umbilical ou na virilha, ou em regiões enfraquecidas por outros motivos, como uma cirurgia prévia, pode aparecer uma hérnia.
A hérnia passará a ser percebida como uma saliência na área enfraquecida, e quando na parede abdominal, pode ter grau variado de desconforto e dor, tendo que o perigo é quando a hérnia aumenta e, eventualmente, ocorre um estrangulamento.

Outro dos sintomas, quando ela é pequena, além da dor, apresenta também uma sensação de queimação no local. Com o aumento gradual da hérnia inguinal, o paciente poderá ter alteração de hábito intestinal, e chegando até a ficar incapacitado de executar suas atividades usuais, como a prática de esportes, trabalhos normais, etc.

Tipos de Hérnias:

Hérnia de virilha:

Outros tipos de hérnias:

  • hérnia inguinal (direta ou indireta)
  • hérnia incisional (resultado de cirurgia prévia)
  • hérnia inguinal bilateral
  • hérnia umbilical (hérnia na cicatriz umbilical)
  • hérnia femoral
  • hérnia epigástrica
  •  
    • hérnia recorrente (hérnia já corrigida anteriormente)
     
    • hérnia de hiato
    • Tratamento:

    A hérnia deve ser tratada antes que cause sérias complicações. Quando há suspeita de hérnia, o paciente deve recorrer ao seu médico, para que ele possa efetuar os exames necessários e diagnosticar a anomalia.
    Geralmente, as hérnias são tratadas através de intervenções cirúrgicas, que é um tratamento definitivo. Algumas vezes, o médico poderá amarrar a hérnia, mas muitas vezes é apenas um método temporário e a cura não é definitiva.
    Ou o paciente poderá ser tratado em nível ambulatorial, não necessitando que ele seja internado, sendo que a dor no período de recuperação é mínima.
    Quando há complicações, geralmente requer uma cirurgia.

    • Hérnia de Hiato:

    Esta hérnia aparece entre o tórax e a cavidade abdominal. Ocorrer que uma porção do estômago se movimenta superiormente adentrando a cavidade torácica através do diafragma. Existem dois tipos principais de hérnia de hiato, o primeiro tipo denominado de hérnia de deslizamento, que é a mais comum, e o segundo, é a hérnia hiatal paraesofágica, que sempre tem indicação cirúrgica pelo risco de estrangulamento.
    Cerca de 50% da população apresenta a hérnia de hiato, com seus sintomas. Os problemas aparecem devido ao refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago, que é extremamente danoso à mucosa do esôfago, que não está preparada para receber tal substância ácida. Isto denomina-se refluxo gastro-esofágico.
    Este refluxo é causado por uma diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior ou cardia. A pressão local é medida através de um exame chamado de Manometria Esofágica e PH-metria de 24hs. Com a progressão do refluxo, e caso este não seja tratado, pode-se desenvolver uma inflamação no esôfago (esofagite), que pode ocasionar um quadro de úlcera com sangramento, obstrução ou até metaplasia tecidual, que é uma alteração pré-cancerosa denominada Esôfago de Barret.

    Os sintomas mais freqüentes são: a azia; dor torácica, que pode simular dor de origem cardíaca; sensação de pressão no tórax (aperto); dor referida no ombro; dor epigástrica; sensação de plenitude pós-prandial e diversos problemas de digestão.
    O tratamento consiste, em primeiro lugar, em alterar o estilo de vida do paciente, diminuindo a ingestão de comidas e líquidos, não se alimentando 2 a 3 horas antes de se deitar. E evitar certos alimentos como: café, chocolate e alimentos gordurosos e muito condimentados. Deve-se parar de fumar e ingerir bebida alcoólica.
    Certos medicamentos podem ser utilizados com o intuito de diminuir a secreção ácida do estômago, como os anti-ácidos. Mas deve-se consultar um médico especialista, que realizará todos os exames necessários e receitará o medicamento cabível.

    Mas muitos especialista indicam a cirurgia em vez dos medicamentos, pois estes podem causar problemas quando em uso prolongado, já que a cirurgia é a cura definitiva para o refluxo esofágico e para a hérnia hiatal por restruturar o esfíncter esofágico inferior e eliminar a hérnia.
    Atualmente, com o avanço da tecnologia, não é mais necessário uma grande incisão, pois há a videolaparoscopia, em que reduz o tempo mínimo de recuperação, não necessitando de um grande período de internação hospitalar.

    Alimentação após a cirurgia

    1. Várias refeições diárias (no mínimo seis refeições por dia)
    2. Não utilizar condimentos, frituras, vegetais crus, frutas ácidas, cereais integrais, chocolates, café preto puro, chá preto e bebidas com gás.
    3. Sugere-se canja de galinha com arroz, batatas e verduras cozidas.
    4. Café com leite, açúcar ou adoçante, pão branco sem casca, margarina, geléia, frutas como banana madura, melão ou mamão, gelatinas e iogurte.
    5. Arroz, frango sem pele, peixe grelhado ou ensopado, legumes cozidos e caldo de feijão.
     

    Constipação crônica
    Dr. Milton Artur Ruiz

    A prisão de ventre ou constipação intestinal é uma perturbação funcional intestinal, freqüentemente, causada pelos maus hábitos alimentares, falta de exercício ou alterações emocionais. É a eliminação difícil ou infreqüente das fezes, e quando ocorre permanece a sensação de evacuação incompleta. Para a evacuação ser normal , ela deve realizar-se sem esforço excessivo e sem dor.

    A freqüência normal dos movimentos intestinais varia de pessoa para pessoa, e o número de defecações pode oscilar de duas a três vezes ao dia até apenas duas vezes por semana.

    A função do colo do intestino é reabsorver água e minerais , armazenar e evacuar. Mais ou menos 2/4 do líquido e resíduos que entram no intestino são absorvidos sendo eliminando os sólidos que formam as fezes

    As fezes são estocadas no colo intestinal e através de contrações do sigmóide elas são empurradas até o reto . Quando o colo fica cheio , a movimentação do bolo fecal para o reto faz com que a pessoa tenha urgência em defecar , e por hábito pense em ir ao banheiro. Nesta hora os musculos do esfincter do ânus relaxam , e uma onda de contração do colo empurra para fora as fezes.

    Os incômodos freqüentes associados à prisão de ventre são : dor de cabeça, distensão abdominal e mau hálito. Se os sintomas persistirem por muito tempo, deve-se procurar um médico.

    A prisão de ventre é devida a uma alteração das contrações musculares rítmicas do intestino, o chamado peristaltismo. As causas são variadas, e produzidas por maus hábitos, como alimentação rica em gorduras e pobre em fibras , além da vida sedentária e do hábito de conter e adiar a defecação.

    Muitas pessoas acreditam errôneamente que a defecação diária é indispensável e queixam-se de prisão de ventre, porque pensam que a freqüência de suas evacuações é abaixo da esperada . Outras se preocupam com o aspecto ou consistência das fezes, embora muitas vezes a principal queixa seja a falta de satisfação com o ato de defecar . Referem também que as fezes eliminadas são endurecidas.

    Como conseqüência muitos pacientes acabam agredindo o colo do intestino com laxantes, supositórios e enemas. O tratamento excessivamente zeloso de um distúrbio , por vêzes imaginário , pode levar a uma doença real - a síndrome do colo irritável.

    A falta de não evacuar pode levar a um ciclo de sofrimento e redução da freqüência de evacuações, e isto pode causar depressão . Com isso, para evitar a prisão de ventre , tais pessoas tornam-se dependentes dos laxantes ou perdem muito tempo no banheiro.

    O médico, neste caso concluirá que a constipação é psicogênica, devendo no entanto excluir anteriormente qualquer doença grave pelo exame retal , antes de informar ou tranqüilizar o paciente preocupado com o hábito intestinal . Deve explicar ao paciente que as evacuações diárias não são essenciais , e que o intestino deve ter a oportunidade de funcionar naturalmente , pois os laxantes usados mais de uma vez a cada três dias, tiram do intestino esta oportunidade .

    A duração da prisão de ventre e a idade do paciente são fatores importante para que ocorra uma decisão na linha de investigação a seguir para se encontrar a causa da anormalidade.

    A mudança dos hábitos intestinais em pessoas idosas pode ser devido a anormalidades do colo ou a uma doença séria . O bloqueio no colo , pode levar a necessidade de ser utilizado um estudo com contraste radiológico , a colonoscopia. Sangramento pelas fezes pode ser uma pista importante e sinal de alerta . Se não for devido a problemas retais , como hemorróidas , fissuras ou traumatismo local pelas fezes endurecidas observadas ao toque retal e exame local , a visualização do colo será imperativa . A prisão de ventre pode ser devido ao uso de medicamentos como os anti-hipertensivos e vasodilatadores e outros , e se os sintomas passam a acontecer após o uso de um novo medicamento , o médico deve considerar a mudança de remédio e ou medidas dietéticas .

    O tratamento

    A dieta, para combater a prisão de ventre, deve conter fibra suficiente para permitir a formação adequada de bolo fecal. As fibras vegetais indigeríveis e inabsorvíveis aumentam o bolo fecal, e certos componentes da fibra também absorvem líquido na fase sólida, tornando as fezes amolecidas, facilitando sua eliminação.

    As frutas e os vegetais são recomendados e a dieta deve ser suplementada com cereais contendo farelo, de acordo com a tolerância do paciente. É preferível o farelo integral, 2 a 3 colheres de chá em frutas ou cereais 2 ou 3 vezes por dia.

    O médico pode prescrever algum tipo de laxante, os agentes mucilantes, que agem lenta e suavemente, e são medicamentos mais seguros para promover a evacuação. Este remédio produz efeitos naturais e não cria hábito, promovendo a peristalte e defecação.

    Mas antes de tomar qualquer medicamento, ou fazer algum tipo de dieta, a pessoa deve procurar o médico, que fará todo tipo de exame, excluindo qualquer doença grave, ou futuras complicações, para adotar o tratamento adequado.

    O que contribui para a prisão de ventre

    • Abusar de alimentos que deixam poucos resíduos: carnes, ovos, peixes grelhados, pão branco e arroz refinado;
    • Levar uma vida sedentária;
    • Reter as fezes quando sente vontade de evacuar;
    • Ingerir laxantes indiscriminadamente, que podem criar dependência e provocar efetos secundários;
    • Transformar o problema numa obsessão.

    Como combater a prisão de ventre

    • Seguir uma dieta que contenha alimentos ricos em fibras e resíduos: legumes, hortaliças e frutas secas, de preferência com casca. É bom comer pão integral, geleias e acrescentar farelo na dieta;
    • Beber grande quantidade de água: dois a três litros por dia;
    • Praticar exercício físico com moderação e regularidade;
    • Estabelecer um horário regular para ir ao banheiro, de preferencia após alguma refeição;
    • Se o problema persistir, deve-se consultar um médico.

    Causas da prisão de ventre:

    • Vida sedentária, e alimentação pobre em líquidos;
    • Lesões extrínsecas do tubo digestivo, como tumores, quistos, etc.;
    • Lesões orgânicas inflamatórias ou tumorais, como colite ulcerosa, doença de Crohn, tuberculose intestinal, fissura anal, hemorróidas;
    • Afetação dos nervos por neuropatias previamente estabelecidas: diabetes, hiperparatiroidismo, hipotiroidismo;
    • Alterações do sistema nervoso central, como traumatismos cranianos, tumores cerebrais, doença de Parkinson, esclerose múltipla;
    • Doenças congênitas.