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Lesões por Esforços Repetitivos
Milton Artur Ruiz

As lesões por esforços repetitivos (LER) é um conjunto de doenças inflamatórias dos tendões e músculos dos braços, que pode ser facilmente reversível em seus estágios iniciais, e pode ser terrível quando tratado tardiamente.

É a doença dos anos 90, devido a tecnologia e a rapidez dos serviços, a LER é a responsável pelos 50% dos casos de doenças ocupacionais. Nos EUA, no ano de 1992, a LER atingiu cerca de 282.000 pessoas. No Brasil, a LER foi reconhecida como doença ocupacional a partir de 1987, mas não existem números ou estatísticas nacionais precisas.

Os casos de LER não se restringem a um tipo de atividade profissional. Os banqueiros são uma das categorias mais atingidas, mas metalúrgicos, telefonistas, digitadores, jornalistas, e até músicos também são afetados.

A LER se constitui um problema de Saúde Pública muito importante, especialmente na área de Saúde Ocupacional, por haver um grande número de trabalhadores com lesão, que praticando ainda suas atividades, agravando a sua situação, podendo chegar a uma incapacidade permanente, impedindo a pessoa de exercer sua capacidade produtiva.

O que é?

A LER é a inflamação dos músculos, tendões e nervos dos membros superiores, que são causadas pela sua utilização incorreta, resultando em dor, fadiga, incapacidade temporária, e conforme o caso podem evoluir para uma síndrome dolorosa crônica.

É composta de uma série de lesões, cada qual com um tratamento específico e cada qual com um prognóstico específico, como, por exemplo, a tenossinovite, tendinite, entre outras.

A LER é decorrente, de forma combinada ou não, do uso repetitivo de grupos musculares, do uso esforçado dos grupos musculares, e a manutenção de postura inadequada.

Os sinais precoces da LER são muitas vezes subjetivos, e estão subordinados à sensação nervosa periférica de cada um. A sensação de peso ou desconforto do segmento afetado, a diminuição da sensibilidade tátil ou dolorosa, formigamento e a dor explícita em suas várias nuances, resultam do comprometimento da inervação periférica.

Os sinais mais freqüentes, no estado avançado da lesão, são: edema aparente, variação de calor e cor locais, dor forte persistente espontânea ou provocada, seguidas da redução da mobilidade do membro afetado.

Ocupação profissional pode provocar a doença

A LER se manifesta com a repetitividade de atividades, que são executadas de modo incorreto, tais como:

Formas clínicas da LER:

É necessário que sejam especificados as condições de trabalho, para saber qual é o segmento do processo, já que a definição de LER é muito abrangente, que podem ser de diversas origens e portanto, terão diversas formas de tratamento. A LER pode ser em função de:

Veja como prevenir o problema

De acordo com a fase da LER, comprometendo tendões, músculos ou nervos, o quadro clínico é específico a cada caso. Pode-se enquadrar da seguinte maneira:

Quando aparecerem sinais de LER, deve-se procurar um médico especializado, que orientará o que deverá ser feito, e o procedimento a ser tomado.

Além da orientação médica, devem ser evitados qualquer movimento doloroso, atividades domésticas ou qualquer atividade que afete o membro lesionado.

A prevenção da LER baseia-se na adoção de algumas medidas, tais como:

Além disso, é recomendado a prática de exercícios de distencionamento, nas puasas das atividades. Os exercícios devem ser iniciados lentamente e gradativamente, de forma a não sentir dor, por aproximadamente 20 a 30 segundos.

Dados do INSS.

Colaborou a médica Virgínia de Almeida do INSS.