Make your own free website on Tripod.com

Diabetes é doença que atinge 5 milhões de pessoas no País
Nutrição é importante para os pacientes internados
Obesidade
Obesidade 2
Milton Artur Ruiz

Diabetes é doença que atinge 5 milhões de pessoas no País
Milton Artur Ruiz

A Sociedade Brasileira de Diabetes, em conjunto com a empresa Asta Medica, está lançando uma campanha educacional, contendo orientações importantes sobre a doença. É uma iniciativa mais que adequada, quando se tem em vista a incidência do diabetes no mundo. Só nos Estados Unidos, onde há estatísticas recentes, estima-se que pelo menos 11 milhões de pessoas tenham a doença e cerca de 500 mil novos casos são diagnosticados a cada ano.

No Brasil, o último Censo Nacional de Diabetes foi completado em 1988 pelo Ministério da Saúde. A ocorrência da doença foi detectada em quase 8% da população, na faixa etária entre 30 e 69 anos. O Censo Geral de 1980 mostrou que há 5 milhões de diabéticos no País, a maioria deles, 9,7%, em São Paulo. Recife foi o local com a menor taxa, de 6,4%.

Esses dados devem servir como um alerta, pois o diabetes não é uma enfermidade simples, como muitos imaginam. Ela é a quinta principal causa de morte por doença e pode causar inúmeras complicações graves, como cegueira (o motivo mais frequente entre pessoas de 20 a 74 anos), infarto do miocárdio, derrame cerebral e impotência, além de provocar o risco da amputação de membros.

Apesar do risco dessas lesões crônicas, que em alguns casos são potencialmente fatais, o diabético pode levar uma vida normal, desde que ela tenha um controle adequado. O diabetes é um distúrbio do metabolismo, que afeta os açúcares, como a glicose, mas também as gorduras (lípides) e as proteínas. Ele é dividido em dois tipos e, dependendo do caso, pode aparecer e evoluir sem apresentar sintomas.

Calcula-se que metade dos indivíduos que desenvolvem esse tipo de diabetes (pouco mais de 2 milhões de pessoas, no Brasil) nem sabem que têm a doença. Ela geralmente ocorre em adultos obesos, acima de 40 anos, mas também pode ser uma tendência hereditária. Às vezes, a doença só se manifesta através do cansaço, aumento da sede e micções frequentes.

O tratamento desses diabéticos, classificados como não insulino-dependentes, é feito através de dieta, exercícios e, se necessário, de comprimidos orais. Só eventualmente ele inclui a administração de insulina. As complicações agudas, nessas pessoas, são raras, mas podem surgir complicações a médio prazo (durante a gravidez). No longo prazo são mais comuns problemas nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidades dos membros, além dos pequenos vasos dos olhos, rins e pés e também nos nervos.

O outro tipo, o insulino-dependente, tem menor incidência, mas possuem implicações mais sérias. Estes diabéticos precisam tomar injeções diárias de insulina, para controlar a doença, que em geral se inicia na infância, ou na adolescência. Fatores como a hereditariedade levam à falha do pâncreas em produzir insulina.

Os sintomas, assim, são sede intensiva, apetite excessivo, cansaço e micção frequentes, pondendo evoluir rapidamente para um estado de coma, devido a níveis de glicose muito altos (hiperglicemia) ou muito baixos (hipoglicemia). O tratamento, além da insulina, inclui dieta e exercícios. Esse tipo de diabetes pode provocar deficiência de crescimento e desenvolvimento do jovem, além das complicações de longo prazo que aparecem entre os não insulino-dependentes.

Controle rigoroso previne complicações

Através do controle dos níveis de glicose no sangue, os diabéticos podem evitar que a doença traga consequências mais graves. Esses níveis (glicemia) variam entre 60 mg% e 160 mg% em pessoas sadias e nos diabéticos bem controlados. Se houver variações intensas da glicemia, num período curto de tempo, como algumas horas ou dias, surgem as complicações agudas, mais frequentes nos diabéticos insulino-dependentes.

A Sociedade Brasileira de Diabetes destaca as principais estratégias para o controle glicêmico. Elas envolvem a educação em diabetes, motivação pessoal, disciplina, força de vontade, controle domiciliar da glicemia, apoio social e familiar e equilíbrio emocional. Tudo isso, combinado com medicação adequada, dieta e exercícios.

O tipo de medicação, bem como a sua dose, é definido em função da dieta e do nível de atividade físicas. É muito importante, porém, que o diabético entenda os mecanismos da doença, assim como as condições que causam o aumento ou a diminuição brusca da glicemia. Ele deve seguir as orientações dietéticas sobre o que comer e a quantidade a ser ingerida e, se possível, ter conhecimentos ainda mais específicos, como os perfis de ação terapêutica das várias insulinas.

Como não basta apenas conhecer mais sobre o diabetes, mas principalmente praticar tudo o que foi aprendido, a motivação pessoal, a disciplina e a força de vontade tornam-se requisitos fundamentais para um bom controle da doença, como é enfatizado na campanha da Sociedade Brasileira de Diabetes. A dieta, por exemplo, implica se alimentar em horários e quantidades previstos e se exercitar e tomar injeções diárias ou comprimidos. Daí a importância do apoio daqueles que cercam o diabético, que ajudarão no seu equilíbrio emocional. O estresse emocional pode ter impacto negativo sobre o controle da glicemia.

O controle domiciliar do diabetes é um dos resultados do avanço da tecnologia para o tratemento da doença. Há aparelhos eletrônicos portáteis, que permitem a medição dos níveis de glicose no sangue. O teste pode ser feito pelo próprio indivíduo, com apenas uma gota de sangue. O resultado é mostrado em alguns segundos.

 

Nutrição é importante para os pacientes internados
Milton Artur Ruiz

A desnutrição ocorre com frequência em pessoas que estejam sofrendo de câncer. A Medicina ainda desconhece, com precisão, os motivos pelos quais o indivíduo tem o apetite reduzido, o que leva ao seu emagrecimento progressivo e à piora no estado geral de saúde. Acredita-se que há uma combinação de fatores que levam o doente a perder peso e a apresentar sintomas adicionais de fraqueza intensa, anemia e alterações nos mecanismos internos (metabolismo) das proteínas, lipídios e carboidratos.

O que deve ser ressaltado é que os pacientes com câncer reagem pior à doença quando estão em más condições nutricionais. Já aqueles que mantêm uma alimentação mais adequada apresentam melhor resposta aos tratamentos agressivos com quimioterápicos, ou quando submetidos a cirurgias.

O estado nutricional de uma pessoa com câncer é, portanto, fundamental para a sua boa evolução. Deve-se estar atento à falta de apetite nesses indivíduos, com a adoção de medidas terapêuticas que evitem complicações adicionais.

Estudos indicam novos tratamentos

Nos últimos dois anos, a medicina passou a se preocupar mais com os indivíduos que apresentam sinais de desnutrição durante os períodos de internação. O problema maior são os pacientes que desenvolvem incapacidade de se alimentar, provocada pela doença.

Estudos realizados em San Antonio, no Texas, observaram a ação das soluções de aminoácidos, glicose, lipidos, vitaminas e sais minerais. Foram registrados benefícios em pacientes desnutridos submetidos a cirurgias extensas, o que abriu caminho para uma forma de tratamento e de suporte importante, hoje conhecida como nutrição parenteral (alimentação pela veia).

Com os conhecimentos derivados destes estudos, conduzidos pelo médico Stanley Dudrick, foi possível desenvolver outra forma de nutrição, a enteral. Trata-se da introdução de uma alimentação balanceada, através de sondas naso-enterais.

Veja as formas de suporte nutricional

O suporte nutricional, tanto por via venosa (parenteral), quanto digestiva (enteral), consiste numa terapêutica especializada, que requer controle clínico e laboratorial sistemático. Este suporte pode ser realizado em pessoas que estejam internadas, ou em tratamento domiciliar. Ele é indicado para pacientes graves, geralmente no pós-operatório de cirurgias gastro-intestinais complexas, em que a forma normal de alimentação encontra-se prejudicada, ou quando o paciente encontra-se sem condições de se alimentar por vários dias.

Como se vê, as indicações para o suporte nutricional são incontáveis. Ela é muito usada, por exemplo, em cirurgias pediátricas, nas quais há má formações congênitas do tubo digestivo da criança. Enquanto elas não podem se alimentar normalmente, são mantidas em nutrição por via venosa.

Outras indicações da nutrição por veia ocorrem em tratamentos psiquiátricos (pessoas com anorexia nervosa, que não aceitam nutrição por sonda); em casos de queimaduras graves (em associação com a nutrição enteral, já que o gasto energético desses pacientes é muito elevado); e em pacientes sob radioterapia ou quimioterapia que apresentem náuseas e vômitos que os impeçam de receber dietas por via digestiva. Existem tratamentos específicos para diabéticos e pessoas com doenças renais, agudas ou crônicas, cujas fórmulas são modificadas de acordo com a necessidade.

__________________

Colaborou o médico Ivan Cesar Correia de Sousa.

Alimentos têm funções específicas

Para viver melhor, com mais saúde, é preciso que o ato de comer seja consciente, isto é, deve-se escolher os alimentos não apenas pela força do hábito, ou por prazer, mas também pelo que eles representam para o organismo. Uma vez no aparelho digestivo, os alimentos liberam nutrientes, como proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas, minerais, água e fibras.

Cada um desses nutrientes exerce uma função. As proteínas são construtoras, isto é, formam as células, o sangue e os hormônios, fazendo o corpo crescer. As gorduras e os hidratos de carbono, por sua vez, são energéticos, uma espécie de combustível necessário às atividades do dia-a-dia (respirar, andar, trabalhar). Já as vitaminas, os minerais e as fibras têm papel regulardor, equilibram o funcionamento do organismo, servindo também de proteção contra doenças.

Os alimentos são divididos em três grupos, conforme os nutrientes que contêm.

1) Construtores: carnes em geral, leite, iogurte, queijo, ovos, feijão, soja, ervilha seca, lentilha.

2) Energéticos: arroz, trigo, milho, aveia, batata, mandioca, massas, pão, açúcar, mel, manteiga, margarina, óleo, banha, creme de leite.

3) Reguladores: verduras, legumes e frutas em geral.

Pelo menos um alimento de cada grupo deve estar presente em cada refeição. Deve-se evitar o excesso dos energéticos, que engordam, e dos construtores, que podem sobrecarregar o organismo. Quanto aos reguladores, não há qualquer restrição no seu consumo.

____________________

Colaboraram as nutricionistas Valéria Bosshard e Paula Ribeiro.

 


Obesidade
Milton Artur Ruiz

A obesidade é um acúmulo excessivo de gordura no corpo. Ela pode ser definida como leve, de 20 a 40% do peso, moderada (41 a 100%), e severa (maior de 100%). Deve-se tratar a obesidade afim de prevenir complicações futuras.

A causa da obesidade é desconhecida, mas fácil de entender, consome-se mais calorias do que se gasta. Há sete fatores que contribuem para a obesidade, dentre eles fatores sociais, psicológicos e genéticos, mas não se sabe como esses fatores interagem ao peso da pessoa para determinar a obesidade. Acredita-se que o peso da maioria das pessoas é sujeito à regulação fisiológica e que a elevação do ponto de ajuste seja o responsável. Essa teoria do ponto de ajuste está em voga como a explicação da dificuldade de que as pessoas obesas têm dificuldade em perder peso e manter-se no peso ideal.

  • Fatores que contribuem para a obesidade:

Os fatores sociais são determinantes da obesidade, especialmente entre as mulheres. Um exemplo é que as mulheres de classe baixa apresentam maior obesidade do que as de classe alta. Esta relação é correlaciona e também casual.

A classe social dos pais é ligada diretamente à classe do paciente. Embora a obesidade influencie a classe social da pessoa, pode não ter influenciado a dos pais; sugere-se que a classe social em que o paciente nasce seja o determinante da obesidade. Por exemplo, a obesidade é muito mais alta em crianças de classe baixa do que as de classe alta. Os fatores econômicos juntamente com outros fatores sociais, como os étnicos e religiosos, também são ligados à obesidade.

Os mecanismo são complexos e muito variados, mas a diferença no estilo de vida, nos hábitos dietéticos e exercícios exercem um papel muito importante.

Os fatores metabólicos e endócrinos são muito ligados à obesidade, mas geralmente são conseqüência desta, e não causa. A condição é sempre a mesma, mais calorias são absorvidas do que são gastas como energia.

Fatores psicológicos também influem na obesidade. Mas somente está ligada a um pequeno número de pessoas obesas, especialmente em mulheres de classe média e alta, e que foram obesas desde a infância. Essas mulheres têm hábitos alimentares irregulares, e sentem que seus corpos que seus corpos são muito fora dos padrões da sociedade, e que os outros as desprezam e as tratam com hostilidade devido a isso. Resultando, assim, em timidez e dificuldade de relacionamento social.

Há dois desvios alimentares que contribuem para a obesidade, a bulimia e a síndrome da fome noturna. Essas duas doenças podem ser precipitadas pelo stress e por distúrbios emocionais.

A bulimia é a repentina e compulsiva ingestão de grandes quantidades de comida em um período muito curto, seguida de agitação, autocondenação e vômito auto-induzimedicamentos em uso, além de suprimentos nutricionais que podem contribuir para o excesso de peso.

Após a avaliação inicial, o paciente deve se submeter a exames de sangue e avaliações laboratoriais endocrinológicas, além de exames bioquímicos gerais, com a finalidade de excluir, por exemplo, um hipotiroidismo ou a Síndrome de Cushing que podem apresentar uma obesidade concomitante.

Outros exames importantes são os que avaliam o nível de glicose, colesterol e triglicerídios.

  • Complicações:

A obesidade pode causar complicações cardiovasculares. A taxa de mortalidade de muitas doenças. acidentes e cirurgias, é maior em obesos. A morte súbita é mais comum nestes casos. Os riscos aumentam com o grau de obesidade, e entre os diabéticos e hipertensos.

Outro problema comum é a intolerância à glicose e hiperglicemia. A obesidade também é associada com a resistência à ação de insulina.

A hipertensão, diabetes e hiperlipidemia são mais freqüentes entre os obesos. Essas doenças tem uma significativa melhora quando há uma redução de peso.

  • Tratamento:

Não existe um tratamento milagroso para obesidade. O programa de sucesso deve empregar uma abordagem multi-disciplinar para que ocorra a perda de peso com dietas hipocalóricas, modificações do estilo de vida, e da forma de se alimentar, além da introdução de exercícios aeróbicos e suporte social. O objetivo a ser perseguido será o de reduzir e manter a perda de peso.

O uso de medicamentos para a obesidade encontram-se largamente difundidos, e em relação aos mesmos existem controvérsias sobre a sua real eficácia, visto que diversos estudos demonstram que o seu efeito é na maioria das vezes, eficaz e transitório.

Opções cirúrgicas, externas ou mais agressivas como cirurgias do estômago, estão descritas na literatura médica, mas a alta taxa de problemas que delas ocorrem inviabilizam melhores avaliações.

De todas as opções, no entanto, o melhor é procurar o seu médico de confiança para uma orientação adequada, afim de que seqüelas ou problemas decorrentes dos múltiplos tratamentos não tragam ou produzam novas doenças.

Se a obesidade não for tratada, ela pode progredir. Mas as tentativas de perder peso podem causar complicações, dentre eles: sintomas de ansiedade e depressão.

Classificação da Obesidade

Tipo

Severa

Moderada

Leve

Porcentagem de peso excedente

> 100%

41-100%

<40%

Prevalência entre mulheres obesas

0,5%

9,0%

90,5%

Complicações

Graves

Condicionais

Incertas

Tratamento

Cirúrgico

Dieta e terapia comportamental (médica)

Terapia comportamental (leiga)

Fonte: Manual Merck de Medicina

 

Obesidade 2
 Milton Artur Ruiz

Os estudos, atualmente, têm dado ênfase à obesidade. Especialistas vêm se dedicando na esperança de entender a fisiopatologia dessa alteração metabólica. Em 1958, um economista afirmou que nos Estados Unidos morre-se mais por excesso do que por falta de comida. Esta afirmação demonstra a preocupação dos malefícios que o excesso de peso pode trazer ao ser humano.

Atualmente, o mundo vive uma epidemia de obesidade, doença que cresce em proporções alarmantes. Nos Estados Unidos, a prevalência da obesidade aumentou nos últimos anos. Hoje, 30% da população têm sobrepeso, 15% são obesos e cerca de 3% são obesos mórbidos, ou seja, com muito risco. Estima-se que a obesidade e as doenças associadas matam 300 mil pessoas por ano só neste país.

No Brasil, estudos recentes mostraram que a obesidade tem avançado. Há uma relevante diminuição da prevalência da desnutrição nos últimos vinte anos, em comparação ao aumento notável dos casos de obesidade.

A prevalência da obesidade no país tem aumentado nas diferentes regiões, acompanhando a tendência mundial. Os índices continuam crescendo, exigindo uma reavaliação de toda a sociedade. Dados de 1989 apontam uma curva ascendente de sobrepeso e obesidade, principalmente na Região Sudeste. Um levantamento do Ministério da Saúde, feito em 1993, demonstra que cerca de 15% da população adulta já se encontra com sobrepeso, e 6,8% com obesidade.

Este grande aumento da obesidade no mundo pode ser em virtude da transição alimentar, já que os padrões nutricionais sofreram alterações a cada século, resultando mudanças na dieta dos indivíduos, correlacionado também às modificações econômicas, sociais, demográficas e na saúde.

Um exemplo disso pode ser notado neste século XX, que apresentou uma dieta rica em gorduras, principalmente as de origem animal, açúcar e alimentos refinados, e houve uma redução dos alimentos ricos em carboidratos complexos e fibras. Além de uma crescente industrialização de produtos alimentícios, como conservas e produtos enlatados. Segundo pesquisadores o predomínio desta dieta tem contribuído para o aumento da obesidade, em conjunto ao declínio progressivo da atividade física das pessoas.

Obesidade é uma doença

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo exagerado acúmulo de gordura a ponto de comprometer a saúde. A definição de obesidade foi por muito tempo alvo de discussões e, apenas recentemente, a Organização Mundial de Saúde a classificou como doença e colocou o seu combate como objetivo prioritário. Esta doença é dispendiosa, de alto risco, crônica e reincidente, afetando milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive crianças.

A obesidade é identificada quando há um desequilíbrio energético, a energia ingerida, ou seja, as calorias que a pessoa consome, é maior que do que energia dispendida, o número de calorias usadas pelo metabolismo, durante atividade física e na formação de calor, por um longo período de tempo. Uma pessoa é considerada obesa quando seu peso for no mínimo 20% maior do que o considerado ideal para usa altura.

IMC = peso em Kg / Altura x 2

A Medicina estabeleceu um padrão de cálculo para identificar, da melhor forma possível, o ponto a partir do qual uma pessoa pode ser considerada com sobrepeso e obesa. O Índice de Massa Corpórea (IMC), por ser mais prático, é considerado esse padrão de cálculo, que pode ser encontrado através da divisão do peso em kg da pessoa por sua altura, elevada ao quadrado.

 

As causas da obesidade são de diversos fatores, como de origem genética, distúrbios psicológicos, depressão endógena, conhecida como bulimia, distúrbios endócrinos, como doenças da tireóide, das glândulas supra renais, hipófise e gônadas, e maus hábitos alimentares, associados a vida sedentária.

A obesidade de origem genética freqüentemente aparece em indivíduos que têm pais ou parentes próximos obesos, e consequentemente afeta vários membros da família. Uma substância chamada leptina tem sido responsabilizada como a causadora da obesidade, quando o organismo a produz de forma deficiente ou quando seus receptores cerebrais (hipotalâmicos) não a reconhece. Essa substância é responsável pela sensação de saciedade, a sensação de estar satisfeito com a comida ingerida, e com a termogênese, que seria o gasto de energia do corpo.

Os distúrbios psicológicos são muitos freqüentes e geralmente estão associados às outras causas da obesidade, merecendo um tratamento concomitante. O obeso se alimenta excessivamente em resposta a sentimentos negativos, como frustração, tristeza ou insegurança, e com isto sofre preconceito e discriminação da sociedade, já que está pressiona a todos a serem magros e esbeltos para serem aceitos. Mas o problema psicológico não é somente de responsabilidade do paciente, que deve ser assistido por um especialista, para tentar encontrar o problema e solucioná-lo.

Existem doenças da tireóide que levam o paciente a aumentar seu peso, o hipotireoidismo. Através de exames, o médico poderá fará o diagnóstico, verificando o mau funcionamento. Esta é uma das causas endócrinas. Outra situação é quando o problema se encontra nas glândulas supra-renais, que, além do ganho de peso, aumenta a quantidade de pelos no paciente, inchaço, acúmulo de gordura na face e no dorso.

Verificando alguns desses sintomas, ou se sentindo um pouco acima do peso, o paciente, antes de iniciar uma dieta, deve procurar um especialista em Endocrinologia, para receber a orientação correta e fazer os exames adequados, afim de descobrir qual a causa da obesidade. Dependendo da causa, o médico poderá encaminhar o paciente a um nutricionista, que aconselhará a melhor dieta, e a um psicólogo.

Doenças associadas à Obesidade

  • Doenças cardíacas
  • Acidente Vascular Cerebral (derrame)
  • Câncer de mama
  • Apnéia do sono
  • Doenças Hepáticas e da Vesícula
  • Doenças Pulmonares
  • Doenças Circulatórias e Arterosclerose
  • Osteoartroses
  • Gota (hiperuricemia)
  • Cânceres de cólon, endométrio e próstata
  • Hipertensão
  • Dislipidemia
  • Diabetes melitus
  • Diminuição da fertilidade
  • Diminuição da capacidade vital
  • Anormalidade dos hormônios reprodutores
  •  

    Categoria

    IMC

    Abaixo do Peso

    Abaixo de 20

    Peso Normal

    20 - 24,9

    Sobrepeso

    25,0 - 29,9

    Obeso

    30,0 - 39,9

    Obeso Mórbido

    40 e acima