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Saiba mais sobre a Alergia
Síndrome da Anafilaxia
Milton Artur Ruiz

Saiba mais sobre a Alergia
Milton Artur Ruiz

A alergia é a intolerância do organismo para certos agentes físicos, químicos ou biológicos, aos quais ele reage de forma exagerada. O que acontece é que as células do sistema imunológico às vezes confundem uma substância alimentar com invasores perigosos. Nesses casos, o organismo pode desencadear reações alérgicas que vão de simples coceiras até problemas respiratórios graves.

Calcula-se hoje que 5% das pessoas sejam alérgicas a um ou mais alimentos. Uma coisa que surpreende é que os maiores causadores da alergia não são alimentos exóticos, como tâmaras e perdizes, mas aqueles que fazem parte da nossa dieta diária, como ovo, leite, trigo, etc.

Quanto mais proteínas tiver o alimento, maiores são as chances de desencadear uma alergia, isto é, na hora da digestão as moléculas de proteína são as mais difíceis de serem "quebradas" e às vezes entram inteira na corrente sangüínea. Resultado: as células do sistema imunológico confundem essas moléculas com corpos estranhos, como vírus e bactérias, e acabam atacando. Esse confronto desencadeia as reações alérgicas.

Para descobrir qual é o alimento alergênico, o médico precisa verificar, através de vários tipos de exames, como:

  1. Análise do histórico clínico e familiar: é preciso saber com detalhes se existiam anteriormente outros sintomas alérgicos e a quais alimentos estavam relacionados. Filhos de pais alérgicos têm até 90% de chances de desenvolver algum tipo de alergia.
  2. Testes alérgicos cutâneos: sobre a pele do braço são colocadas substâncias que representam vários tipos de alimentos. As reações positivas sugerem a alergia, mas são dependentes de confirmação.
  3. Exame de sangue: o soro do paciente é colhido e confrontado com extratos de alguns alimentos. Pode ser feito no lugar do exame cutâneo, mas também depende de confirmação posterior.
  4. Teste de retirada e provocação: serve para comprovar os testes anteriores ou para quando o paciente não tem a mínima idéia do que pode estar provocando a alergia. Ele é orientado a mudar radicalmente a dieta por duas semanas. Se nesse período ele não tiver nenhuma crise alérgica, estará provado que o alergênico é algum alimento da dieta. A partir daí, o médico vai reintroduzindo os alimentos habituais, um a um, e checando as reações.

O tratamento da alergia

Depois de descoberta a causa, torna-se fácil tratar a alergia: basta abolir o alergênico da alimentação. Ou seja, bani-lo por completo da dieta, eliminado também todos os seus derivados e pratos que possam incluí-lo no preparo, nem que seja em dose mínima, como por exemplo, quem é alérgico a ovo, deve evitar tortas, bolos, etc.

Quando a alergia provoca reações muito severas, como o choque anafilático, o paciente não poderá nunca mais voltar a ingerir tal alimento. Caso contrário, depois de alguns meses sem consumir o alergênico, pode-se iniciar um tratamento de dessensibilização do organismo: o alimento vai sendo reintroduzido gradualmente na dieta, até que possa ser reintegrado por completo.

Os principais sintomas da alergia

Manifestações Alérgicas

Características

  • Urticárias
Placas avermelhadas e inchadas pelo corpo que provocam intensa coceira.
  • Rinite - alérgica
Coceiras no nariz, espirros sucessivos, coriza e congestionamento da mucosa nasal, dificultando a respiração.
  • Asma Brônquica
Tosse, chiado no peito e dificuldade de respirar provocada pela contração dos brônquios.
  • Distúrbio no Aparelho Digestivo (náusea, cólica, vômito, e diarréia)
Esses sintomas podem ocorrer separadamente ou nessa seqüência.
  • Edemas
Inchaço e vermelhidão nas mucosas, como lábios, pálpebras e orelhas.
  • Edema de Glote
Inchaço na cavidade interna (mucosa) da garganta, provocando dificuldade respiratória.
  • Choque Anafilático
Reações generalizadas e agudas (desenvolvem-se em poucos minutos) começam com coceira nas mãos, gosto de metal na boca, tosse, coceira no corpo, cólica, desmaio e possível parada cardiorespiratória.

O processo alérgico

Como reage o sistema imunológico quando uma pessoa alérgica ingere certos alimentos.:

Herança genética A pessoa ingere determinado alimento repetidas vezes

EM conseqüência dos vários contatos com aquele alimento

algumas células de defesa do organismo se sensibilizam.

A pessoa, já alérgica, ingere novamente o alimento

As células de defesa sensibilizadas reagem às moléculas "estranhas" do

alimento e liberam substâncias químicas, destacando-se a histamina.

A histamina dilata os vasos sangüíneos e provoca sintomas que aparecem

até duas horas depois da ingestão do alimento.

 


Síndrome da Anafilaxia
Dr. Milton Artur Ruiz

Sintomas alérgicos aparecem na grande maioria pessoas sendo esta experiência, aborrecida e desagradável. Entretanto, um menor número pessoas que tem esses sintomas e são consideradas hipersuscetíveis a reações alérgicas conhecidas , e evoluem para anafilaxia.

A anafilaxia é considerado o mais sério evento do tipo de manifestação alérgica, e é extremamente rara. Os sintomas normalmente aparecem rapidamente, em segundos ou minutos logo após a exposição ao alergeno, substância que é a causa da reação alérgica. Em muitos casos, as reações podem demorar a se manifestar até por 12 horas.

A anafilaxia é uma reação aguda e sistêmica, ou seja acomete todo o organismo, e é geralmente explosiva, caracterizada por prurido, erupção generalizada avermelhada, urticária, desconforto respiratório e colapso vascular. Ocasionalmente também podem estar presentes convulsões, vômitos, cólicas abdominais e incontinência dos esfíncteres anais e urinário.

Na anafilaxia, as células do sistema imunológico liberam uma grande quantidade de substâncias químicos, dentre elas em particular a histamina. Como resultado disso, os vasos sangüíneos dilatam-se e começam a deixar escapar líquidos para os tecidos, produzindo inchaço . Na anafilaxia encontra-se envolvido um anticorpo produzido pelo organismo denominado imunoglobulina do tipo E na sua forma alérgica. Como conseqüência deste processo vários órgãos podem ser acometidos durante uma reação anafilática e dependendo da sua magnitude , e do orgão que for mais afetado , o quadro clínico poderá ser mais ou menos grave.

A pele é um tecido comumente afetado sendo os sintomas já descritos anteriormente os sinais iniciais de alerta para o problema. Após o paciente pode então ter queda de pressão, seguido de tontura e até ir perder a consciência. A Anafilaxia pode obstruir as fossas nasais, a boca e a garganta. Às vezes de forma concomitante ocorre edema de glote , quando então o paciente ficará extremamente ansioso, com a voz estridulosa e rouca e passará a ter dificuldades em respirar e puxar o ar para os pulmões. Muitos dos sintomas que ocorrem são os mesmos que aparecem na asma apresentando paciente também chiado de peito.

Desencadeadores da anafilaxia

As causas anafilaxia são variadas. Pode ser devido a alimentos como nozes, alguns tipos de frutas, peixes ou a temperos. Algumas pessoas podem ter reações alérgicas quando comem bananas, abacate, kiwi, figo ou vegetais, como batatas e tomates.

Os medicamentos muitas vezes estão na gênese dos processos anafiláticos , e dentre eles encontram-se em especial a penicilina, drogas anestésicas , alguns infusões intravenosas, e remédios injetados ou contrastes utilizados durante o exames de raio-x e imagens. A Aspirina e outros analgésicos também podem produzir reações similares.

O látex presente na maioria das luvas de borracha, em catéteres, e outros produtos médicos, e muitas coisas encontradas no dia a dia do paciente podem desencadear a reação. As pessoas que sofrem de alergia ao latéx, geralmente trabalham em contato com o material, como pessoal de enfermagem , ou outro serviço que a necessite o uso desse tipo de material. Muitas vezes a causa está no ambiente ou material de atividade ocupacional

Picadas de abelha e vespa também podem ser desencadeadores da reação. Pessoas que têm alergia a picadas deste insetos, podem desmaiar, ter dificuldade de respirar, ou ter erupção cutânea ou inchaço no corpo onde não foi picado. Se a pessoa apresentar inchaço no local da picada, provavelmente não apresentará anafilaxia, caso seja picado novamente.

Alguma pessoas apresentam a reação mas a causa não é desvendada . Uma porção significativa dos pacientes poderá apresentar a sintomatologia , e quando a causa não for elucidada , os médicos costumam denominá-la de anafilaxia idiopática.

Descreve-se que exercícios podem precipitar as reações , muitas vezes quando estes são praticados logo após a alimentação, e geralmente após a ingestão de determinados alimentos.

Os medicamentos chamados de "beta bloqueadores", usados para doenças do coração e hipertensão, também estão entre os que podem desencadear a anafilaxia.

Diagnóstico, Prevenção e Tratamento

O diagnóstico da anafilaxia é clínico. O histórico da pessoa deve pesquisar os alergenos que estão associados ao seu convívio diário, em casa, no trabalho, "hobbies" e hábitos e principalmente um inquérito minucioso do uso e contato com medicamentos e produtos químicos . Um exame físico pode ser útil, durante o período de exposição ao alergeno, afim de identificá-lo.

Em alguns casos, os exames fisiológicos podem ajudar, assim como testes de função pulmonar pode ser utilizados para estabelecer o diagnóstico e determinar grau de comprometimento.

Para prevenir a anafilaxia, é importante evitar o contato com os alergenos que podem causar a reação. Caso a pessoa saiba qual é o desencadeador dos seus sintomas sempre ficará mais fácil . Assim , se o desencadeador forem insetos deve-se evitar locais onde eles existam , ou tomar medidas para proteger a casa contra os mesmos. Em relação aos alimentos devem ser preparados de forma diferentes, ou até mesmo substituídos.

As precauções podem diminuir o risco da anafilaxia e minimizar as reações. Para muitas pessoas, a imunoterapia pode ajudar. Como por exemplo ,a imunoterapia para picadas de abelha ou vespa que podem conferir um boa proteção aos susceptíveis.

Em outros casos, o médico pode optar por outro tipo de prevenção. Por exemplo, quando a pessoa tem alergia a penicilina, deve-se substituir o medicamento por outro que tenha mesma eficácia . Quando não se sabe se é ou não alérgico a um medicamento em alguns preconiza-se a utilização de testes de pele para verificar a quais medicamentos o paciente tem alergia . Os testes cutâneos para penicilina não são totalmente seguros e mesmo um teste negativo não invalida a possibilidade do paciente em um determinada época da vida ter reações. Isto é ima regra que deve ser seguida para todo e qualquer tipo de medicamento

Nas pessoas que tiveram reações anafiláticas existem sugestões de que as mesmas carreguem consigo sempre epinefrina, desenvolvida para administração própria. Isto poderá ser importante, particularmente no caso de que o contato com a causa da reação for difícil de ser evitada.

Alguns medicamentos utilizados no tratamento para hipertensão podem dificultar o tratamento da anafilaxia . Neste caso, os pacientes devem consultar o seu médico para que ele possa trocar o medicamento utilizado.

A epinefrina ou adrenalina é o mais importante medicamento para o tratamento da anafilaxia, quando injetado na pele ou no músculo. Este medicamento trabalha rapidamente para fazer com que os vasos sangüíneos se contraiam. Isso relaxa as vias aéreas, fazendo com o paciente respire melhor, aliviando as cólicas gastrointestinais, diminuindo as coceiras. Outro medicamento utilizado são os derivados de corticosteróides e os antihistaminicos que podem ser utilizados imediatamente ou de forma prolongada.

A anafilaxia pode produzir: